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As dez franquias de games que exploram o multiverso

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Multiverso

Apesar de ser bem popular nos quadrinhos e, atualmente, em filmes e séries, o conceito de realidades paralelas nunca foi exclusivo destas mídias. O mundo dos games é muito vasto e, bem, também se ramifica bastante para se adaptar ao multiverso e trazer conceitos mais distintos dentro de suas próprias obras. Com a ampliação do debate sobre o assunto, que tal relembrarmos as franquias que abordam o tema em seus títulos?

Vale lembrar que isso nem é de hoje, considerando que a ideia está desde um passado longínquo do universo. Aquela pergunta “E se?” é respondida de várias formas através de seus controles e, dependendo das suas escolhas, pode decidir todo o destino da humanidade. Sem mais delongas, que tal discutirmos mais sobre essas obras e deixar você refletir o que poderia ter acontecido se as coisas fossem um pouco diferente.

10 – Chrono Trigger e Chrono Cross

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É impossível discutirmos o multiverso sem citar as duas obras da antiga Squaresoft. Você pode falar o quanto for, mas não tem outra obra que venha em mente primeiro quando falamos sobre viagem no tempo e seus efeitos a longo prazo. Tanto Chrono, protagonista do primeiro título e Serge, herói do segundo, tem de viajar em eras diferentes e enfrentar suas consequências para confrontar a ameaça de Lavos, o devorador do tempo.

Com um enredo impressionante e diversas aplicações da ideia durante sua trama, você não apenas visitará épocas distintas, mas também verá mudanças significativas conforme interfere dentro delas. Não vou dizer em qual ponto ou jogo isso acontece, mas em uma delas você até mesmo consegue finalizar a história com o personagem principal morto. Uma obra sem comparações, ela merece figurar nessa lista em papel de destaque para abrir com chave de ouro.

9 – Injustice

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O mundo dos heróis da DC Comics foi extremamente abalado quando a NetherRealm Studios decidiu brincar com suas figuras icônicas. Em resumo da história, o Coringa cansou de brincar com o Batman e decidiu mexer com o Superman, destruindo Metropolis e fazendo o herói assassinar a própria esposa grávida. Nem devo falar o quanto isso alterou o rumo natural das coisas, criando um verdadeiro ditador kryptoniano no Planeta Terra.

Usando a viagem no tempo para trazer alguns heróis e vilões do passado para ajudar nessa trama, você verá uma verdadeira distopia onde Clark Kent e outros personagens conhecidos tentam dominar o mundo através do medo e da força. Com dois jogos no currículo e um filme chegando por aí, Injustice é a verdadeira ideia do multiverso dos quadrinhos migrando para os games de forma honrosa e bem-construída.

8 – The Legend of Zelda

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Apesar de The Legend of Zelda ser uma obra muito bem-construída e firmada na Nintendo, isso não impediu a franquia de ter algumas inconsistências e criar não apenas uma realidade paralela, mas três para explicar os eventos que dão sequência às histórias. Com Ocarina of Time sendo o ponto de ramificação, temos o futuro onde Link vence Ganondorf e retorna à infância, um que se mantém como adulto e outro que ele é derrotado na batalha final.

E esta não é a única ponta solta deixada pelos produtores, vamos ser sinceros. O último lançamento da série, Hyrule Warriors: Age of Calamity alterou drasticamente os eventos criados em Breath of the Wild e ainda não foi revelado para qual lado essa aventura seguirá. Considerando que há uma sequência vindo por aí, talvez só veremos se a saga será considerada ou não em 2022.

7 – Ratchet & Clank

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O universo que conhecemos e amamos ficou muito pequeno para Ratchet e Clank, que no PlayStation 5 decidiram expandir ainda mais seus conceitos e foram atravessar as barreiras do multiverso. O último jogo tem a ideia em seu próprio nome, se chamando Em Uma Outra Dimensão, onde mostra eles se aventurando em uma realidade paralela junto à personagem Rivet para impedir os planos maléficos do grande vilão.

A própria Sony e a Insomniac Games brincaram um pouco com essa ideia, inclusive criando elementos que pertencem a outras franquias dentro de sua história e materiais publicitários. De Horizon Zero Dawn até Sunset Overdrive, os dois heróis parecem ter criado um verdadeiro boom e fizeram um sucesso imenso na nova plataforma. Sorte dos fãs, que têm mais chances de ver sequências disso em um futuro próximo.

6 – Mortal Kombat

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Mais uma vez volto a citar a NetherRealm Studios, que nos últimos anos parece ter encontrado no multiverso uma razão para reformular seus jogos de uma forma que os fãs não achem tão estranho. Mortal Kombat não sofreu apenas um, mas dois reboots nos últimos dez anos com isso em mãos. Quando chegou ao PS3 e Xbox 360, em 2011, o torneio tinha voltado ao início graças a Raiden, que decidiu voltar no tempo e fazer as coisas de forma diferente para que a Terra não sofresse todo o mal que recaiu sobre ela.

E no último lançamento, MK11, tivemos a vilã Kronika que era capaz de controlar todo o fluxo temporal que conhecemos. Com a sua fatídica derrota e a expansão Aftermath, vimos que o controle disso é uma grande ameaça e tudo será resetado novamente para dar espaço a novas ideias nos games seguintes. Nem preciso dizer que os jogadores estão confusos até hoje sobre os próximos passos e talvez veremos algo a respeito apenas daqui uns anos. Haja paciência.

5 – Pokémon

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Mesmo com os monstros de bolso trazendo histórias mais simples, seu background é rico e traz algumas questões para o público pensar. Começamos com FireRed e LeafGreen, que além de permitir uma nova heroína seguir rumo ao título de campeã da Liga Pokémon, também explora territórios novos, as Ilhas Sevii. Em Omega Ruby e Alpha Sapphire é explicada a presença das MegaEvoluções como uma realidade paralela, considerando que nos games originais o recurso ainda não existia.

E não pense que toda bagunça no multiverso está apenas aí. Em Let’s GO Pikachu e Eevee também descobrimos que Red, Green e Blue nunca conseguiram impedir a ameaça da Equipe Rocket, levando o confronto para uma nova geração de treinadores. Tanto a Nintendo quanto a Game Freak nunca exploraram muito as ramificações disso, mas é impossível dizer que o elemento não existe na série.

4 – Xenoblade Chronicles

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Pode não parecer aos leigos, mas a trama do primeiro Xenoblade Chronicles, de Nintendo Wii e do segundo, lançado no Nintendo Switch, acontecem em realidades distintas. Contar muito sobre isso pode ser um spoiler aos desavisados, então aviso que a partir deste ponto não teremos o menor pudor de segurar as palavras. Caso não queira ler, pode pular para o próximo tópico sem medo.

No jogo original descobrimos que um cientista conseguiu recriar o universo causando um acidente que ramificou a sua persona em duas, divididas em dois mundos semelhantes. Uma cruel e maléfica, que acredita ser um deus e é a principal ameaça de Shulk e seus amigos. A outra, que tenta ajudar Rex para confrontar sua própria batalha em XC2. Diz a lenda que um terceiro game está vindo para fechar essa história, então só nos resta aguardar.

3 – Spider-Man

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E se eu dissesse para você que o Aranhaverso nasceu do mundo dos games? Se um dia vermos Tobey Maguire, Andrew Garfield e Tom Holland na mesma tela balançando em suas teias, será graças a Shattered Dimensions, um jogo lançado para o PlayStation 3, Xbox 360, Nintendo Wii e PCs em 2010. A trama trazia quatro Homens-Aranha enfrentando um perigo dimensional.

Este foi o pontapé inicial que popularizou a ideia nesta última década, trazendo cada vez mais histórias de Peter Parker encontrando realidades alternativas para a sua escalada heroica no multiverso. Foi a partir disso que vimos nascer nas HQs os personagens Miles Morales, a heroína Gwen Stacy como Aranha-Fantasma e várias outras versões que já lotam as páginas dos quadrinhos e outras mídias.

2 – Final Fantasy

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É impossível falarmos sobre o multiverso sem falar da franquia Final Fantasy. A razão disso? Bom, temos várias. Em Dissidia, os maiores heróis e vilões da série se unem no campo de batalha para travarem o combate derradeiro e decidir onde vai parar o destino de seus mundos. Kingdom Hearts, onde alguns dos personagens aparecem e ajudam Sora a encontrar seus amigos e salvar o Rei Mickey. World of FF, qual seguem perdidos em uma realidade que não se ajusta às ideias que possuem. Entre várias outros games, diga-se de passagem.

Porém, a grande discussão do tema ultimamente cercou o lançamento de Final Fantasy VII Remake. Até seu anúncio era uma história recriada para a nova geração de consoles, mas na verdade é um grande grito de libertação de Cloud e seus amigos das amarras que os prendiam na trama antiga. Com Sephiroth e Aerith sabendo do destino de tudo que ocorreu no original, ambos tentam mudar as coisas e o mundo do sétimo jogo nunca mais voltará a ser a mesma coisa.

1 – Super Smash Bros

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Vamos lá pessoal, era ÓBVIO que o multiverso no mundo dos games atingiu o seu ápice na franquia de luta da Nintendo. Com um crossover muito maior do que aquele visto em Vingadores Guerra Infinita e Ultimato, Masahiro Sakurai conseguiu trazer a união de personagens improváveis e sem a menor relação para dentro da arena a fim de derrotar a grande Escuridão.

Não é à toa que graças a ele podemos ver um Pikachu enfrentando o Sonic, Cloud e Sephiroth descendo a espadada em Mega Man e vários outros confrontos que só imaginaríamos em nossa infância. Com cinco jogos e um elenco absurdo, a franquia parece que descansará um pouco depois de entregar tudo em sua última versão, lançada no Switch em 2018. Perdão aos apaixonados por Marvel VS Capcom, mas se falarmos de universos colidindo, é este que vem primeiro à mente.

** Este texto não reflete, necessariamente, a opinião do Portal UAI.

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Augusto Severo
Augusto Severo
1 ano atrás

“E se eu dissesse para você que o Aranhaverso nasceu do mundo dos games?”

Estaria falando bobagem, a série animada de 1994 reuniu vários homens-aranha de várias realidades paralelas diferentes na última temporada, exatamente neste conceito de multiverso.

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