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25 anos de Yu Yu Hakusho nos games

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Yu Yu Hakusho

Esse ano Yu Yu Hakusho completa 25 anos e, por mais de duas décadas, os gamers também puderam acompanhar a evolução da série nos consoles. Foram 21 jogos entre as gerações passadas, entre a década de 90 e o início dos anos 2000, para relembrarmos os melhores e piores jogos da série.

Prepare-se para visitar o outro mundo por querer e reviver os principais momentos de Yusuke e companhia pelos games.

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O Estúdio Pierrot divulgou uma nova imagem! Será um novo animê chegando?

Para a galera mais nova, que não viveu no tempo áureo da TV Manchete e os diversos animês na televisão brasileira, vamos fazer um apanhado sobre essa franquia. Criado por Yoshihiro Togashi, Yu Yu Hakusho foi publicado de 1990 a 1994 pela Editora Shueisha e atualmente no Brasil pela Editora JBC, em uma nova edição.

O animê foi ao ar no Japão de 92 a 94 e chegou ao Brasil apenas em 1996, após a febre dos desenhos japoneses, e conquistando fãs a cada retorno para a televisão até sua última exibição em 2008 na PlayTV. A série também teve um filme e dois OVAs que complementaram e encerraram a jornada do Time Urameshi em busca da paz entre o Mundo dos Homens e das Trevas.

Koenma carimbou como “O Melhor”

Entre os mais de vinte lançamentos, foi em 22 de Dezembro de 1994 que chegou ao Super Famicom aquele que é considerado o melhor jogo da série. Yu Yu Hakusho: Tokubetsu Hen trouxe o melhor visual para a geração 16-bit e arrisco a dizer que impressiona por apresentar gráficos mais bonitos do que muitos jogos do gênero. Inclusive com a trilha sonora que resgatava o espírito do desenho e empolgava durante as batalhas.

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O melhor e mais divertido jogo da série, sem contar as sequências animadas em 16-bit

A NAMCOT tentou inovar com o gênero de luta ao trazer uma estilo mais “cinematográfico”, em que o combate 2D acontece com o que a geração da época nem conhecia como cinematics e tudo com comandos básicos. A jogabilidade simples utilizava apenas o direcional para carregar a potência do seu ataque e os botões configuravam o tipo de golpe que seria utilizado contra o inimigo.

Com os principais personagens de todas as sagas do animê, inclusive com suas transformações, o jogo envelheceu muito bem e ainda hoje empolga e com toda certeza vai te entreter por muitas horas.

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Muitos personagens com pelo menos 2 golpes especiais cada

Agradando Humanos e Youkais

Yu Yu Hakusho também se preocupou em agradar todos os tipos de gamers com os mais variados estilos que tivemos na década de 90. A série de jogos para Game Boy começou simples e acompanhou as sagas do animê indo até YuYu Hakusho Dai-Yon-Tama: Makai Touitsu Hen, com o fim da saga de Yusuke. Foram quatro títulos em pouco menos de dois anos para a acompanharmos a evolução e experimentação com a jogabilidade.

O primeiro da série se limitava em utilizar a exploração por pontos de interesse, estilo mapa do Mario Bros. 3, com combate 2D em uma luta contra o “guardião” de cada cenário. Em Dai-San-Tama: Makai no Tobira, o terceiro jogo, conhecemos a exploração estilo RPG, com personagens em miniatura pela cidade, alternando para Beat ‘em Up ao entrar em cenários fechados do jogo.

Enquanto isso no NES e PC Engine os jogos se preocupavam em recriar o Torneio das Trevas e a saga dos Três Reis, com cores e gráficos melhores. A sensação de lutar com o se personagem preferido e tentar recriar as lutas frenéticas do animê eram o ponto alto desses jogos “mais elaborados”. O grande destaque ficou por conta do lançamento para 3DO e com gráficos impressionantes, além da jogabilidade mais próxima do Arcade e que fez sucesso com os principais títulos de luta da época.

O mesmo Leigan de novo e de novo

Game Gear, SNES e Mega Drive apresentaram apenas evolução nos gráficos. Nada de novo seria apresentado por seis jogos da série. Sempre abordando os principais acontecimentos do animê com seus modos de torneio e história, colocando o jogador contra os vilões. Cada combate contra Toguro, Sensui, Yomi, Mukuro e Raizen, eram testes de habiidades por meio da jogabilidade herdada de títulos como Street Fighter.

A grande recompensa, além da evolução visual, estava na trilha sonora que se aproximava cada vez mais da versão animada. Também o modo história, que remontava os acontecimentos da série, foi um grande presente aos fãs com as cutscenes pixeladas da época.

A decepção dos novos portáteis

Depois de um hiato de quase uma década, Yu Yu Hakusho só retornou aos consoles com jogos para o Game Boy Advance e PS2. No portátil da Nintendo, a Atari, responsável pelo desenvolvimento, deixou a desejar com um título no estilo Action RPG, que posteriormente seria usado por Dragon Ball. Uma sequência também foi desenvolvida, porém com combate por turnos no formato Tactics. Spirit Detective e Tournament Tactics não conquistaram o público, mesmo com o retorno do animê para a televisão e forte campanha de marketing com novos produtos licenciados.

Comparado aos jogos para Game Boy, os novos gráficos e a potência dos portáteis da Nintendo não conseguiram resgatar o prazer da jogabilidade e a forma como os anteriores retratavam a jornada do Time Urameshi. Gráficos ruins e, mesmo com uma segunda tentativa apelando para o visual chibi, o estilo de combate pouco empolgante para um desenho frenético não corresponderam com a expectativa dos fãs.

Esperança poligonal para o Mundo Espiritual

Foi com o Playstation 2 que a série voltou a surpreender os fãs. Dark Tournament nos levou direto para a saga mais adorada e te colocou, pela primeira vez, em um ambiente 3D ao melhor estilo arena, contra Toguro e os times do Torneio das Trevas.

Yu Yu Hakusho Forever chegou em 2005, não mais pela Atari e sim pela Banpresto, e continua a partir do final do Torneio das Trevas, nos levando até o torneio que definirá quem será o próximo rei do Mundo das Trevas. Com a promessa de melhorias na jogabilidade e velocidade, além do aumento nas diversidades de personagens, animações e golpes, o jogo ganhava um espaço no coração dos fãs como se fosse o jogo definitivo.

Claro que faltava um jogo para trazer um pouco da saga do Capítulo Negro e, na minha opinião o melhor vilão: Shinobu Sensui. The Battle of YuYu Hakusho: Shitou! Ankoku Bujutsukai! 120% é o último jogo da franquia, porém cumpre a promessa da Banpresto em melhorar a experiência de jogarmos o animê e, até então, ser o jogo definitivo.

Adorei conhecer o outro mundo por querer!

Lembro até hoje da empolgação a cada jogo e da alegria que era estar no controle dos meus personagens preferidos e recriar as mais incríveis sequências de luta. Cada vez mais próximo do animê, essa não seria a última vez que veríamos os personagens criados por Yoshihiro Togashi nos consoles, mas infelizmente é o último jogo exclusivo que adapta o animê para os games.

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AH! EU SOU TOGURO… URAMESHI! URAMESHI!

Ainda hoje é possível ver Yusuke e alguns dos principais personagens em J-Stars Victory, no PS3, PS4 e Vita, porém os gamers mais novos não terão a oportunidade de experimentar todas os estilos de Yu Yu Hakusho. Vale cada minuto investido em qualquer um dos jogos, principalmente a série de GB, Tokubetsu Hen e os jogos de PS2.

Se você viveu a época em que Yu Yu Hakusho alegrava as nossas tarde, você deve dar uma chance aos títulos que, na minha opinião, foram os mais fiéis aos seus fãs do famoso universo dos desenhos japoneses.

** Este texto não reflete, necessariamente, a opinião do Portal UAI.

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Carlos Zaga
Carlos Zaga
5 anos atrás

anime naum é desenho anime é 1 arte unika

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