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Em entrevista à Betway, Amanda “AMD” relembra início complicado

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Fonte: Unsplash

Counter-Strike: Global Offensive é um dos poucos jogos em que o cenário feminino possui uma boa estrutura, seja no exterior ou até mesmo aqui no Brasil. Entretanto, nem sempre foi assim, e algumas jogadoras precisaram enfrentar muitas dificuldades em busca de oportunidade. É o caso da Amanda “AMD” Abreu, que contou à Betway sobre as maiores dificuldades que teve na carreira, e também como foi essencial a criação de projetos para fazer as mulheres ganharem destaque nos eSports, um universo dominado por homens.

Com apenas 26 anos, Amanda é um dos maiores nomes femininos do eSports no Brasil. Além de ter uma carreira sólida no CS:GO, onde defendeu grandes equipes, como a BootKamp Gaming e a Vivo Keyd, ela também conseguiu entrar nos bastidores desse mercado e virou comentarista de vários jogos. Atualmente, ela participa das transmissões oficiais de Valorant, um dos jogos da Riot Games que mais cresceu em audiência nos últimos anos. Tudo isso em uma carreira que começou com muitas complicações, e que por pouco não deu certo.

Durante a conversa com a equipe da Betway, site de eSports bets, a jogadora falou sobre os primeiros momentos como profissional de CS:GO. Ela explica que precisou desistir dos estudos para se dedicar 100%, e enfrentou muitos problemas na família. Afinal, entre 2011 e 2013, era difícil explicar como os jogos digitais poderiam ser uma carreira profissional. Apesar de todas as dificuldades, e algumas quase desistências, ela conseguiu aproveitar as oportunidades e foi bem-sucedida. 

Entretanto, ela explica que não foi fácil continuar buscando espaço no eSports, principalmente em um universo dominado por homens. Amanda conta que a amizade com Olga Rodrigues, jogadora da FURIA, foi essencial para seguir firme na tentativa de virar profissional. As duas enfrentaram muitas dificuldades, e alguns problemas, mas conseguiram juntas criar projetos para melhorar a qualidade de vida das jogadoras profissionais de CS:GO, e também de outros jogos. Elas foram essenciais para a evolução desse cenário.

Projetos e uma carreira nova

Além de conseguir virar profissional, e disputar torneios de CS:GO, Amanda Abreu também criou vários projetos para ajudar as mulheres no eSports. Na entrevista ao blog Betway Insider, ela explica que não é apenas uma jogadora, mas também uma entusiasta do cenário feminino. O objetivo principal foi permitir que as equipes femininas ganhassem espaço e pudessem de fato jogar. Algo que nunca foi simples, mas que acabou dando resultados positivos com o tempo.

amanda amd abreu esports

Essa atuação nos bastidores foi importante, principalmente após a aposentadoria precoce do cenário profissional. Amanda tem uma tendinite crônica, e acabou optando por virar comentarista. A carreira com mais de 10 anos mudou, e ela começou a atuar do outro lado das câmeras. Uma escolha que se mostrou acertada, pois a brasileira agora é um ícone para muitos jovens que sonham em se tornar profissional. A última equipe na carreira foi a Havan Liberty, que só entrou no CS:GO por conta de projetos criados por Amanda.

O próximo passo é continuar crescendo como comentarista, e mostrar que as mulheres podem dar certo não apenas em um jogo, mas em vários. Por exemplo, ela deixou de lado um pouco do CS:GO para se dedicar ao Valorant, principalmente para criar desde cedo uma base onde as mulheres possam ter espaço no mundo profissional, principalmente com equipes e torneios de alto nível.

Sucesso nas redes sociais

A valorização das mulheres no eSports não acontece apenas no cenário profissional, mas também no envolvimento dos fãs. No Instagram, a própria Amanda possui mais de 22 mil seguidores e continua buscando crescer na plataforma para causar mais impacto. Outras jogadoras também conseguiram melhores números nas redes, e isso é importante para mostrar como as mulheres conseguem um bom alcance e uma boa audiência para o cenário gamer.

No Free Fire, por exemplo, alguns nomes já conseguem atrair milhões de seguidores. É o caso da Bárbara Passo, da equipe LOUD. Ela possui quase 10 milhões de fãs digitais no Instagram, considerada uma das maiores jogadoras de eSports do Brasil. Um sucesso importante que serve de inspiração para muitas mulheres que sonham com uma carreira de sucesso.

A entrevista da Amanda Abreu é importante para entendermos como o eSports funciona para as mulheres. Não é um mercado fácil, apesar da ascensão recente, e precisa de muito incentivo e luta para conseguir uma estrutura mínima.

** Este texto não reflete, necessariamente, a opinião do Portal UAI.

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