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O futuro de Crusader Kings III em um bate-papo com Alexander Oltner

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crusader kings 3 royal court

Os fãs de Crusader Kings III estão contando os dias para o lançamento de Royal Court, o mais novo DLC de uma das franquias mais famosas da Paradox. Para dar um gostinho aos que esperam ansiosamente pela nova expansão, Alexander Oltner, game designer da Paradox, conversou com a mídia latino-americana sobre o futuro do jogo. O DLC Royal Court, as perspectivas para o futuro e até mesmo suas inspirações para o projeto foram alguns dos temas abordados durante a conferência.

Em um bate-papo de 1 hora, Oltner contou um pouco mais sobre o que os jogadores podem esperar do novo DLC. Segundo o designer, as mecânicas novas serão introduzidas de forma intuitiva, pois o objetivo é não tornar o jogo mais complicado para os novos jogadores. É sabido que os Grand Strategy, em geral, possuem interfaces pouco amigáveis e uma infinidade de recursos, então a estratégia para o Crusader Kings III é tornar o processo de aprendizagem menos traumático. O foco pode ser notado já no tutorial do jogo, que foi muito elogiado por ser um dos mais simples e completos do gênero.

Novidades do DLC e inspirações gerais

Uma das novidades que Royal Court trás são os idiomas. Um personagem poderá falar várias línguas diferentes, o que causará bônus caso ele consiga se comunicar no mesmo dialeto de uma área governada. O designer confirmou que o aprendizado das línguas está atrelado à habilidade de learning, onde a mecânica de conluio será utilizada para representar o processo de aprendizagem do personagem. Aparentemente a cada 5 pontos de learning o personagem poderá aprender uma língua diferente.

Falando em idiomas, Oltner disse que a empresa ainda não tem planos para traduzir o jogo para o português. Mesmo com títulos como Hearts of Iron IV e Stellaris em nosso idioma, parece que Crusader Kings III ainda está longe de ter o mesmo suporte das outras franquias.

stellaris

Stellaris é um dos jogos da Paradox que possuem tradução oficial em português.

Quando perguntado sobre as inspirações de Crusader Kings III, Oltner foi bem assertivo ao destacar a franquia The Sims como uma das principais fontes criativas. As semelhanças são nítidas: em vez de focar na parte estratégica, o jogador pode simplesmente viver e simular aspectos da vida de um monarca, onde suas ações aumentam ou diminuem seus atributos. Além disso, muitos fãs da franquia já destacaram que os modelos de personagem do jogo são similares ao da franquia da Maxis.

As dificuldades da pandemia

Partindo para um lado mais de desenvolvedor, as dificuldades enfrentadas durante a pandemia do COVID-19 foram abordadas durante a conversa. Em um mundo que teve que se adaptar ao modelo online, a indústria dos jogos sofreu com as novas práticas de trabalho. Oltner destacou o tamanho da equipe de desenvolvedores, confessando que foi realmente difícil organizar um projeto com tantos funcionários sem realizar encontros presenciais.

Ciente das empresas que colocam os funcionários para fazer jornadas de trabalho mais longas, quando perguntado se a Paradox realizou algo parecido, Oltner foi enfático ao dizer que tais práticas não fazem parte da filosofia da empresa. O gerenciamento de equipe foi fundamental durante a última fase de desenvolvimento.

Vale lembrar que Crusader Kings III foi anunciado em 2019, antes da pandemia, e seguiu à risca o seu cronograma, sendo lançado sem atrasos no dia 1 de setembro de 2020.

O foco nas religiões

Por último, as religiões foram um dos elementos que tiveram mudanças drásticas em comparação com o título anterior. Em Crusader Kings III, é possível criar a sua própria religião do zero, moldando diversos aspectos que tornam cada fé única. Contudo, mesmo com diversas novidades, alguns sistemas foram esquecidos, como o Colégio dos Cardeais – introduzido no DLC Sons of Abraham – e o processo de canonização de um personagem – introduzido no DLC Holy Fury.

crusader kings college of cardinals

O Colégio de Cardeais permite que o jogador financie a campanha de um sacerdote até o papado.

Quando perguntado se a exclusão dos conteúdos desses DLCs foi algo discutido internamente durante a criação do novo sistema religioso, Oltner disse que seu time optou por eliminar elementos que não eram tão populares entre os fãs da franquia, focando os esforços em sistemas já consagrados e que são a base de toda a dinâmica presente.

Entretanto, isso não significa que tudo será mantido, e o desenvolvedor sueco afirmou que os jogadores podem esperar mudanças no funcionamento das religiões em atualizações futuras. Se isso significa o retorno das mecânicas citadas, a introdução de novos elementos e se tais mudanças virão por meio de uma atualização gratuita ou um DLC pago ainda é incerto, mas a sua fala denota que a Paradox pretende expandir ainda mais um dos elementos que tornam a franquia única.

O cronograma de Crusader Kings III ainda é incerto. O DLC Royal Court está previsto para ser lançado junto à atualização 1.5, cuja data exata ainda está para ser definida. Contudo, os interessados já podem adicionar o DLC à lista de desejos do Steam.

** Este texto não reflete, necessariamente, a opinião do Portal UAI.

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