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Ubisoft teria sabotado protagonistas femininas em Assassin’s Creed

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Uma extensa reportagem revelou que a produtora e desenvolvedora Ubisoft pode ter sabotado intencionalmente a relevância de protagonistas femininas na franquia Assassin’s Creed, porque “mulher não vende”.

A matéria foi apurada por Jason Schreier e publicada na Bloomberg, a partir de entrevistas com diversos funcionários e ex-funcionários da gigante francesa. Os envolvidos denunciaram uma sistêmica cultura de misoginia, assédio e racismo nos bastidores de diversos estúdios e nas altas camadas de gerenciamento da Ubisoft. Essa atmosfera teria levado a mudanças forçadas no desenvolvimento de jogos.

Os relatos batem com a postura adotada pela produtora e desenvolvedora durante as reclamações de jogadores relacionadas a Assassin’s Creed Unity. O título não permitia o uso de personagens femininas no multiplayer e a empresa explicou que seria trabalho demais animar modelos femininos e suas roupas.

Em Assassin’s Creed Syndicate, a proposta inicial era que os gêmeos Evie e Jacob dividiriam os holofotes da trama em igual proporção, mas uma ordem teria vindo de cima para privilegiar Jacob sobre sua irmã. Essa visão teria se repetido depois em Assassin’s Creed: Origins. Inicialmente, o jogo mostraria Bayek sendo morto no início da trama e sua esposa, Aya, assumiria o protagonismo da aventura. No resultado final, Aya é relegada a um papel muito menor no enredo e Bayek permanece como o personagem central.

O caso mais grave denunciado na reportagem teria acontecido com Assassin’s Creed Odyssey. O bem-sucedido título mais recente da franquia traria Kassandra e apenas Kassandra como personagem principal. Entretanto, durante o desenvolvimento, executivos da Ubisoft teriam decretado que o jogo venderia menos ao trazer uma protagonista feminina e teriam imposto a criação de Alexios como uma alternativa aos jogadores.

No centro dessa polêmica estaria a figura de Serge Hascoët, responsável pela aprovação de títulos e “controle de qualidade” dentro da Ubisoft. Protegido pelos donos da produtora, o executivo teria liberdade para perseguir funcionárias e criar um ambiente tóxico para os desenvolvedores. Recentemente, em decorrência do escândalo, Hascoët pediu demissão após décadas na Ubisoft e a empresa anunciou mudanças em seus mecanismos internos de recursos humanos.

** Este texto não reflete, necessariamente, a opinião do Portal UAI.

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