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Arcadegeddon: Quando o loot e os clichês não têm limites

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É isso mesmo, pessoal: tem mais um shooter em terceira pessoa com estética colorida e cartunesca vindo aí. Ultimamente parece que o que não falta na indústria de games são títulos semelhantes a Arcadegeddon, que está sendo desenvolvido pela mesma galera que fez Friday 13th: The Game (que foi um fiasco) e Predator: Proving Grounds (que é bem ok, mas já caiu no esquecimento). Já tem algum tempo que a Illfonic vem trabalhando nesse projeto que, ao mesmo tempo que parece não ter nada demais, também é muito atraente. Finalmente chegou o momento de tirarmos tudo a limpo no recém-disponibilizado Acesso Antecipado, que já está disponível no PS5.

Para quem não está por dentro, Arcadegeddon é um shooter co-op que funciona 100% a base de loot. A fórmula é velha: sozinho ou com outros jogadores, entramos em fases recheadas de inimigos e metemos bala em tudo até o inevitável momento que todos morrerem. Não nego que, quando feito direitinho, pode ser bastante viciante, por mais simples que seja. Contudo, minha experiência com este preview foi um tanto mista, o que já é bem positivo, pois eu sinceramente não esperava nada deste título.

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Amei essa batcaverna!

O jogo nos coloca em um universo forjado na estética oitentista do retrowave, que também tem aquela pitada de futurismo. A primeira coisa que chama atenção é o visual: Arcadegeddon esbanja estilo! Mesmo sendo um tanto clichê, é impossível não se encantar com a aurora daquela cidade azulada, o synthpop tocando ao fundo e com o show de luzes neon, cores vibrantes e personagens exageradamente arredondados. Me lembrou vagamente um jogo indie chamado Going Under, que traz gráficos muito simplórios, mas que definitivamente conseguem te marcar de alguma forma.

Por mais que não seja o foco do jogo, aqui temos um enredo que gira em torno de um desenvolvedor de games chamado Gilly e seu jogo revolucionário: o Arcadegeddon. Como toda boa distopia, seus jogos são censurados por uma megacorporação que domina a cidade e não foi diferente com sua obra mais recente, que foi atacada por um vírus altamente destrutivo. Agora cabe a nós, um boneco genérico e sem personalidade, adentrar aquela realidade virtual a fim de salvar a obra-prima de Gilly.

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O punk rock ainda vive!

O jogo consiste em aceitar missões dos líderes das diferentes gangues da cidade para conseguir enfrentar o sistema – tudo dentro do Arcadegeddon, é claro. Uma vez dentro do game (isso mesmo, é um jogo dentro de um jogo), é como se estivéssemos jogando Fortnite, mas sem construções ou battle royale. O gameplay é bem parecido e, somado com as cores fortes dos cenários, fica meio impossível não traçar essa comparação.

Ao aceitar uma missão e entrar no jogo, você inicia uma sequência infinita de fases que podem ser jogadas tanto sozinho quanto em grupo. Felizmente, Arcadegeddon funciona muito bem em singleplayer! Joguei a maior parte do tempo sozinho e tirei tanto proveito quanto jogando em multiplayer, então não dá para ignorar essa proeza. Muitos jogos co-op não conseguem se sustentar com jogadores solitários, mas até que esse aqui se sai muito bem.

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O arsenal é bem vasto, difícil é ter a chance de testar tudo…

As fases são exatamente as mesmas do início ao fim, mudando apenas alguns inimigos e a dificuldade. Você começa no muito fácil e pouco a pouco avança um grau, até chegar bem próximo do impossível (o que vai exigir algumas horas de dedicação). Ainda é possível pagar – com dinheiro do jogo – para aumentar a dificuldade, mas por que pagar pelo que você pode ter de graça, não é mesmo?

A variedade de inimigos é bem pobre e isso me incomodou bastante, pelo menos nessa fase de testes. Eu só enfrentei robôs de diferentes cores do início ao fim, todos com uma inteligência artificial que beira o ridículo. Chegou um momento que eu simplesmente corria para o fim da fase e ignorava todos os inimigos que apareciam pelo caminho – o que acaba te poupando bastante tempo, mas não rende tanto XP nem grana.

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Victory Royale!

O loot do jogo é bem semelhante ao que temos na série Borderlands. Você encontra vários tipos de armas pelas fases, todas geradas aleatoriamente em baús estrategicamente posicionados. O problema é que você não encontra armas novas com tanta frequência, então é como se o jogo te forçasse a se virar com um trabuco específico por mais tempo do que desejamos. A pior parte é finalmente encontrar um baú e só tirar armas inferiores as que você já tem. É a maldição do loot, não tem jeito.

Ainda assim, joguei Arcadegeddon por boas horas consecutivas até chegar à conclusão que tinha enjoado. Não tem como esperar nada de inédito de um jogo desses, mas pelo menos ele cumpre o que promete de uma forma bem satisfatória. O que vai manter esse jogo em evidência é justamente o co-op e, é claro, o loot cosmético, que também se faz presente aqui (por enquanto somente com dinheiro do jogo, mas sem dúvidas teremos microtransações no lançamento).

Dito tudo isso, seria injusto tirar conclusões precipitadas antes do lançamento oficial – que ainda está longe, com previsão somente para 2022 -, mas Arcadegeddon segue sendo uma incógnita. Como jogo, ele certamente tem o suficiente para engajar jogadores, agora a pergunta que não quer calar é: por quanto tempo?

** Este texto não reflete, necessariamente, a opinião do Portal UAI.

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