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Deathloop é tipo Dishonored, só que mais legal

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Aos trancos e barrancos, Deathloop sobreviveu aos adiamentos e agora está mais perto do que nunca de seu lançamento triunfal. Em um evento online transmitido exclusivamente para a imprensa, tivemos a oportunidade de conferir um gameplay inédito que mostrou em detalhes algumas das várias mecânicas e possibilidades disponíveis nesse misterioso ciclo de morte.

A temática cíclica não é novidade, principalmente porque recentemente tivemos o lançamento de Returnal, exclusivo do PS5 que também brinca com a ideia de experienciarmos um ciclo aparentemente infindável e exageradamente mortal. Além disso, os roguelites já estão em alta há pelo menos uns três anos na indústria de games, então já estamos bem acostumados com esses jogos que nos testam até o limite da nossa paciência.

Porém, Deathloop tem algumas cartas na manga que o destacam em meio a essa imensidão de títulos semelhantes. Primeiramente, apesar de carregar várias características do gênero, ele não é um roguelite. Morrer custará todos os seus equipamentos e habilidades adquiridos naquela partida, mas existe um detalhe crucial que nos dá uma grande vantagem: o mapa não é gerado aleatoriamente.

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Deathloop ou Aves de Rapina?

Para quem jogou Dishonored, que por sinal também é de autoria da Arkane Studios, imagine que Deathloop se desenrola como se fosse uma única missão de seu “antecessor”, mas em um mapa muito maior. Blackreef, cidade em que se passa o jogo, é dividida em quatro distritos que sofrem mudanças de acordo com o período do dia (manhã, meio-dia, tarde e noite). O relógio não avança automaticamente e não existe nenhum limite de tempo, então temos a liberdade de ficarmos em um único período à vontade – ou enquanto sobrevivermos. Pelo que entendi, o período muda a cada rodada e o único jeito de alterá-lo é iniciando um novo ciclo.

Na pele de Colt, o protagonista da vez, nosso principal objetivo será quebrar o ciclo, mas isso será mais difícil do que parece. Blackreef contará com vários alvos (chamados de Visionários) que devemos eliminar, o que seria as missões principais, mas também teremos missões secundárias que variam de acordo com a hora do dia. Alguns lugares podem estar abertos de dia e fechados à noite, por exemplo, assim como existem alvos que só aparecem em determinados horários. Nesse aspecto, o jogo me lembrou muito Dishonored, já que as missões se resumem a se infiltrar em algum lugar para matar alguém.

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O objetivo do jogo é matar todos os Visionários em um único ciclo.

As semelhanças não acabam por aí. Os desenvolvedores classificaram Deathloop como “um Dishonored com armas de fogo” e, de fato, teremos um arsenal considerável para causar o terror! Só que o jogo também disponibiliza um punhado de poderes sobrenaturais que vão facilitar um bocado nossa vida. Dentre os que foram apresentados neste gameplay, alguns são idênticos aos poderes de Dishonored, como o Shift, que permite se teleportar para lugares próximos. O que mais gostei foi o Nexus, que nos dá a habilidade de marcar inimigos próximos e fazer com que todos compartilhem o mesmo destino. Um exemplo: você marca três inimigos e dá um tiro na cabeça de um deles, fazendo os miolos de todos os três voarem pelos ares!

Obviamente, os poderes que encontramos são aleatórios e precisamos encontrar artefatos específicos para desbloqueá-los naquele ciclo (só não ficou claro se eles sempre spawnam no mesmo lugar ou se precisaremos procurá-los em cada partida). Os perks de Dishonored também estão em Deathloop, disponíveis através de itens chamados de Trinkets: ao equipar um, você ganha pequenas vantagens como passos mais silenciosos, mais poder de fogo e por aí vai.

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Julianna vai se certificar de fazer da sua vida um inferno.

Existe mais de uma forma de se matar um alvo e vai da paciência e curiosidade do jogador explorar esse aspecto – e pode acreditar: você vai ter que matar a mesma pessoa MUITAS vezes! Pelo que foi mostrado, o jogo está osso duro de roer, bastando um tiro para perdermos todo o progresso daquele ciclo e começar do zero. Segundo os desenvolvedores, nenhuma partida em Deathloop é perda de tempo, então cada ciclo nos garantirá informações valiosas e ensinará novos jeitos de progredir (sinceramente, não sei até onde isso é verdade). Também existem alguns poderes que nos auxiliam nesse aspecto, como o Reprise, que nos dá a oportunidade de voltar no tempo quando morremos e tentar mais uma vez, mas ele só pode ser usado DUAS vezes! Na terceira morte não tem mais volta.

O que realmente vai fazer das nossas vidas um inferno será uma personagem em específico: Julianna Blake, a Visionária mais perigosa do jogo. O papel dela é muito simples: nos impedir de cumprir nossa missão, então pode apostar que ela não nos dará tempo para relaxar. A parte legal é que Julianna pode ser controlada tanto pela IA como por outro jogador, através de um sistema de invasão que me pareceu ser semelhante ao da série Souls (quando um jogador invade seu jogo só para te matar e avacalhar tudo). Os desafios apresentados no gameplay não me pareceram nada perto do que essa mulher é capaz de fazer, então pode acreditar que será tenso.

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Tô com medo dessa mulher…

Assim como Dishonored, Deathloop é cheio de possibilidades e dá bastante liberdade ao jogador. Você pode bancar o Rambo e sair atirando em tudo que se mexe, mas é claro que isso também aumenta infinitamente as chances de uma morte precoce. Você também pode ser totalmente furtivo, fazendo bom uso dos poderes encontrados para se infiltrar nos lugares e matar cada alvo sorrateiramente. O único problema é quando Julianna aparece, porque daí não sobra uma pessoa que consegue manter o pensamento frio e calculista diante de sua ameaça.

Assumo que, antes de assistir a essa apresentação, meu interesse por Deathloop era praticamente nulo, mas agora já não vejo a hora de jogar essa belezinha! O jogo chega em 14 de setembro para PlayStation 5 e PC. Está chegando!

** Este texto não reflete, necessariamente, a opinião do Portal UAI.

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