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Double Kick Heroes promove metal pesado na luta contra zumbis

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O bom e velho metal nunca morre, nunca sai de moda e tem sempre seus fãs ardorosos. Sou um velho apreciador desse estilo musical, e como nunca aprendi a tocar instrumento nenhum, me restaram os games musicais, como Rock Band e Guitar Hero.

E é aqui, com Double Kick Heroes, que a Headbang Club acerta em cheio. Afinal, como pode dar errado a mistura de heavy metal com zumbis e uma pitada de inspiração em alguns filmes de Robert Rodrigues? Impossível! O game acabou de entrar na fase de acesso antecipado no Steam e já mostrou a que veio.

Imagem do jogo Double Kick Heroes
Vai começar o headbenzi!

Metááááááááááál!!!!!

A premissa desse jogo de ritmo é bem simples: sua banda está ensaiando há um tempão para um show, todos enfurnados sem sequer ver a luz do dia. Quando saem para a apresentação percebem que estão cercados por zumbis e precisam sair com seu Gundillac (um Cadillac cheio de metrancas) se livrando das criaturas para tentar descobrir que é o responsável por este apocalipse.

A partir daí começa sua aventura. Você vai se movendo pelo mapa de fase em fase, combatendo as criaturas mais estranhas, inclusive tubarões, usando sua música para disparar as armas. É preciso sobreviver na estrada de um ponto a outro da aventura, evitando ser atacado pelos zumbis.

Imagem do jogo Double Kick Heroes
Não pode tocar muito alto? Deus Metal não curtiu isso…

Usando o um gamepad ou o teclado você controla a bateria e é no ritmo dela que deve combater as hordas. As notas vão passando abaixo na tela e é preciso acertar uma a uma. A medida que a sequência de acertos vai aumentando as armas ficam mais fortes. Se apertar os botões descontroladamente, o jogador corre o risco de sobreaquecer as armas e tem que esperar voltarem ao normal para serem utilizadas novamente (o famoso “cooldown”).

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Algo que chama atenção em Double Kick Heroes é o humor galhofa com que a história é contada. É tudo bem tosco e ao mesmo tempo engraçado. Tem todo tipo de personagem clichê a que estamos acostumados e isso não é ruim, pois cada um conta com sua própria personalidade. Aliás, a interação entre eles é excelente.

Os textos que contam a aventura geralmente são grandes e as cenas às vezes podem ser cansativas, mas vale a pena ter um pouco de paciência para acompanhar tudo. Para casar com este clima de A Praça é Nossa, os gráficos pixelados formam um conjunto perfeito com o estilo proposto. A ideia é realmente parecer algo old school e isso ficou muito bem representado na arte. Na verdade, não acho que poderia ser de outra forma.

Também podemos notar inspiração (ou cópia mesmo) nos veículos que os inimigos usam para nos atacar. Muitos são, claramente, baseados nos veículos dos filmes da série Mad Max.

Imagem do jogo Double Kick Heroes
Max, é você?

Inspirados no Deus Metal

Mas e as músicas? Afinal, do que adianta criar um jogo de ritmo se as músicas forem ruins, certo? Bom, aqui também acertam, pelo menos na maioria do tempo. As faixas criadas para Double Kick Heroes se encaixam muito bem com cada momento. Não existem músicas de artistas conhecidos, até porque teriam que gastar uma grana alta com direitos autorais. O game conta com mais de 30 composições originais muito boas. Por várias vezes me peguei seguindo o ritmo não só no gamepad, mas também com meus pés.

Infelizmente aqui aparecem alguns problemas. Como falei, a maioria das músicas são muito boas, mas umas acabam sendo repetitivas e enchem o saco, se tornando às vezes muito longas.

Lag pra que te quero

Uma outra questão ruim é um certo imput lag entre o que fazemos e o que acontece na tela. Tentei dois controles diferentes (Xbox One e PS4) e o teclado, e nas três opções notei atraso na resposta – isso faz muita diferença nesse estilo de gameplay. Infelizmente também notei quedas do frame rate em determinados momentos. Foram poucas as situações, mas não é o tipo de problema que um game leve como esse deve ter.

Imagem do jogo Double Kick Heroes
Calma, gente! É só o Bingão da Amizade!

Outro detalhe que também me incomodou é o fato de você perder boa parte da ação das batalhas por estar prestando atenção nas notas musicais que deve seguir, no canto inferior da tela. Nas lutas contra os chefes isso é bem ruim, pois seu carro precisa mover para cima e para baixo para acertar também os inimigos menores que estão te caçando, o que dificulta ainda mais a visibilidade geral do jogador.

No final das contas, os prós pesam muito mais do que os contras em Double Kick Heroes. As ótimas músicas, o clima inspirado no metal dos anos 80, o bom humor da história e seus personagens, aliados ao fato de podermos criar e compartilhar nossas próprias fases, fazem com que este seja um título imperdível, nem que seja pra jogar por poucas horas e relaxar ao som do bom e velho heavy metal.

Mesmo sendo um jogo indie e em fase de acesso antecipado, Double Kick Heroes já está muito bem polido. Basta acertarem alguns detalhes, como estes que citei na prévia, e pronto. Temos aí um forte pretendente à melhor jogo musical do ano.

** Este texto não reflete, necessariamente, a opinião do Portal UAI.

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