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Explorando o RPG indie brasileiro Dungeon Crowley

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Antes que o nome faça confusão, trata-se de uma piada com o gênero Dungeon Crawler. Este que ficou popularizado por jogos como Diablo, Bindings of Isaac e Darkest Dungeon, onde vamos explorando mapas enfrentando inimigos e armadilhas pra conseguir encontrar tesouros. Dungeon Crowley, da desenvolvedora indie paranaense Animvs Game Studio, pega o gênero e mistura com FPS e dungeons procedurais.

Disponível no Steam em acesso antecipado, já dá para se ter um gostinho do que vem por aí. Fãs de The Elder Scrolls e Diablo vão se sentir em casa, uma vez que a inspiração é bastante evidente. Um jogo onde poderemos explorar ambientes criados de forma randômica, como caminhos, inimigos e recompensas diferentes a cada jogada. E com uma pitada de Dark Souls, já que morrer é praticamente inevitável.

Dessa vez não precisa tirar no dado

Sendo um RPG de ação, com visão em primeira pessoa, posso dizer que gostei bastante do hack ‘n’ slash promovido. Não chega a ser um jogo rápido, até porque as vestimentas e armas que carrega contigo fazem a diferença na velocidade do combate. Mas é um jogo ágil, com muitas opções de armas para combate a curta e longa distância.

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Armadura é para os fracos, os mais valentes usam pijamas de bolinha quando lutam contra criaturas malignas.

Em Dungeon Crowley, acordamos em um quarto no subsolo, o que parece ser a versão draconiana da caverna dos desejos do Alladin da Disney. Estamos de pijamas, controlando um cara que constantemente tem pesadelos sobre o local e por algum motivo foi transportado para lá. Somente desbravando as diversas masmorras e coletando seus tesouros ele poderá escapar desse sonho.

Contando com multiplayer co-op onde você pode chamar até três amigos para vasculhar as masmorras em companhia, a diversão e os desafios ficam ainda melhores. O engraçado é que a Animvs levou em conta a questão de que apenas aquele cara sonha com esse mundo e que você e seus amigos controlaram, cada um, a sua versão da mesma pessoa. Ou seja haverá um de vocês que será arqueiro, um mago e um guerreiro, cada um pertencendo uma classe distinta, mas todos uma versão da mesma pessoa.

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O bom de jogar de mago é que se acabar a Mana, você já tem algo para sair na trocação. Pena que aqui não rola essa opção.

O jogo possui um gráfico bem simples, não é nada que salte aos olhos em nenhum momento, mas consegui me sentir satisfeito com as criaturas, locais e armas, parecendo mais um modo de jogo de Gary Mod ao invés de um jogo próprio. Trilha sonora é algo inexistente, mas nesse caso eu consigo ver o porquê, deixando apenas o som ambiente e o das criaturas, o jogador acaba ficando tenso, que é como guerreiros devem se sentir ao explorar catacumbas e masmorras abarrotadas de monstros e criaturas nefastas.

Entretanto, o jogo não consegue ainda acertar em muitos pontos. Diversas vezes, durante as explorações pelas masmorras, o jogo teve uma queda brusca de FPS. Além disso, as criaturas são bem poucas na realidade, contando com trolls, olhos espiões e alguns bosses que não possuem um balanceamento adequado. O primeiro boss é bem fraco, já o segundo é extremamente resistente e difícil, além de possuir uma sala cheia de armadilhas.

Dungeon Crowley é uma abordagem bem criativa e divertida em um gênero já famoso, mas a sua sacada de ter um inicio de aventura bem diferente dos demais e até mesmo o desenvolver do jogo tornam ele uma ótima pedida para quem quer experimentar algo novo, seja sozinho ou junto de amigos. Mas ainda existe muito o que ser trabalhado para que a experiência consiga superar as boas e velhas aventuras nos cadernos e dados.

** Este texto não reflete, necessariamente, a opinião do Portal UAI.

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