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Os corações em chamas e as belas feras de Guilty Gear -Strive-

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Jogos de luta e jogos de horro sempre foram uma grande paixão e preferência minha. Fosse jogando em casa ou nas já extintas locadoras que havia aqui, os jogos de “lutinha” sempre estavam no canto dos olhos. Guilty Gear -Strive- era então um título que estava salivando para colocar minhas mãos desde que vi o incrível trailer de Smell of the Game. Estava no ar a incógnita: teríamos aqui um reboot da série?

Afinal, tantos personagens estavam tão diferentes… Chipp Zanuff estava com um ar maduro, May estava com um corpo mais semelhante a sua idade, porém, talvez, o mais diferente fosse Ky, sem sua longa capa da Divina Ordem dos Cavaleiros Sagrados. Como sempre, temos mais uma vez a trilha sonora nos dando pistas sobre o que podemos esperar da história e suas mudanças. Um novo capitulo se abre entre o mundo de Guilty Gear e o “Quintal”, bem vindo ao Céu ou Inferno.

Motor furioso!

Dizer que estou empolgado com o que vi de -Strive- é uma mentira, pois estou é fervoroso com a nova entrada da série. Mais uma vez, a Arc System prova que veio para liderar o mercado dos jogos de luta tanto em narrativa quanto em gameplay. Guilty Gear -Strive- é, sem dúvida alguma, uma surpresa super bem vinda.

Imagem do texto de p´revia de Guilty Gear -Strive-
Deveria ser um crime um jogo ser tão bonito assim.

Essa nova entrada na franquia pega a mecânica já excelente e desafiadora de Guilty Gear Xrd -REVELATOR-, a refina e a torna ainda mais fluida e versátil, mantendo ainda elementos recorrentes como Tension Gauge – Barra de especial -, Defesas Perfeitas, arremessos e o famoso Roman Cancel.

No entanto, o jogo se tornou mais exigente e “saltitante” por assim dizer. Os famosos Dust Attacks, que quebravam a guarda baixa do oponente e os lançavam a um iminente combo aéreo, agora são mais sensatos. A continuação do combo agora só se dá se o Dust for realizado como um Counter Hit. Além disso, Dusts em meio a combos irão apenas lançar o oponente para longe ao invés de dar inicio à sessão aérea. Sweeps também fazem o oponente quicar, mas também o derrubam caso o sweep já não encaixe diretamente em um combo.

Porém, não pense que apenas a defesa irá garantir uma vitória por chip damage em Guilty Gear -Strive-. Mecânicas como Blitz Shield e Attack, que permitiam o “hold and glow” de Xrd – Revelator-, caíram por terra (e foram tarde). Além deles, o “agiota” de barra de tensão, chamado Dead Angle Attack, que permitia um ataque indefensável durante o block, também virou história. Fechem a porta na saída e não esqueçam de levar o Danger Time e seus ridículos 25% de barra de tensão e 20% mais de dano junto!

Imagem do texto de prévia de Guilty Gear -Strive-
Ei Ky, tem um mosquito no seu rosto.

Claro que eu não poderia deixar de falar do novo sistema de risco e recompensa, saído diretamente de Dragon Ball FighterZ. A nova mecânica de quebra de parede é uma verdadeira tentação. Por um lado, é interessante ver seu oponente escorregar pela parede como um personagem de Tom e Jerry. Porém, por outro lado, usar a transição de estágios recompensa o jogador com barra de tensão, dano e status específicos para cada personagem.

Nem mesmo palavras podem me matar em Guilty Gear -Strive-

Fora as mecânicas, o salto visual do jogo também está ridiculamente absurdo. A nova engine permite que a série abandone o estilo mais cartunesco de Xrd e Rev2 e alcance um patamar bem mais polido e condizente com a série. Um exemplo da qualidade gráfica sublime está nas transições de cenários e pequenos detalhes nas roupas e habilidades dos personagens. Toma-se, por exemplo, Zeto-1 criando um ponto de luz em suas costas para gerar imensas sombras, para que a Besta Proibida Eddie possa ficar ainda maior.

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Overdrives apelões e ao mesmo tempo bonitos? Só em -Strive-!

Outro exemplo da sutileza artística está na habilidade Wasureyuki, de Nagoriyuki, o vampiro samurai bondoso que chegou no roster da série recentemente. Tanto ele quanto sua Odachi são sedentos pelo sangue do inimigo e isto é representado na lâmina. Quando Wasureyuki é usado, um close é dado na lâmina da Odachi e nela podemos ver o reflexo de um Gashadokuro. Os Gashadokuro são yokais de guerreiros que morreram no campo de batalha ou pessoas que morreram de fome e não foram enterradas.

Assim sendo, esse enorme esqueleto fantasmagórico ronda invisivelmente pelo mundo em busca de vítimas. Uma vez que tenha encontrado seu alvo, ele irá arrancar a cabeça do infeliz e irá tentar saciar sua sede com o sangue pulsante do corpo. Tal qual Nagoriyuki usa uma barragem de ataques poderosos para poder beber o sangue que espirra daqueles atacados por sua lâmina.

Imagem do texto de prévia de Guilty Gear -Strive-
Pesado contra zoner, quem será que leva?

Blame Shift

Por quê teria a Arc System dito que -Strive- seria um começo novo para a série? Por que ela teria dado essa ideia de reboot na mente das pessoas? Quando finalmente entendi a frase “Um começo novo para a série”, meu queixo foi no chão. O que mudou foi provavelmente o portador do título Guilty Gear. O que escrevo a partir de agora é totalmente voltado para especulações tiradas a partir do material fornecido por trailers, estudo de lore e pontos. Então, pode ser que não esteja correto, mas vamos lá, apertem os cintos.

Para entender exatamente o que falarei, irei explicar exatamente o básico sobre o protagonista da série, Sol Badguy. Sol antes se chamava Frederick Bulsara e era um cientista especializado em Física de Partículas Mágicas. Junto dele estavam Aria, seu interesse amoroso, e um misterioso personagem conhecido apenas como “Aquele Homem”, seu antigo melhor amigo.

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Kkkk e ae gata, “vomo” vira monstro?

Os três formavam o cerne do grupo de pesquisa do projeto Santo Orácio, que mais tarde seria conhecido como o Projeto Gear. O mundo de Guilty Gear é o mesmo que o nosso, no entanto, na virada do milênio a humanidade descobriu a mágica e começou a utilizá-la e baniu toda a tecnologia antiga, chamada agora de Tecnologia Negra. Usando magia, o projeto Gear visava a evolução da humanidade, criando criaturas artificiais, chamadas de Gears.

Aria possuía uma doença incurável e com isso foi colocada em sono criogênico até que uma cura fosse descoberta. No entanto, “Aquele Homem” usou a oportunidade para implantar a Chama da Corrupção em Frederick, o transformando em um Gear, que mais tarde seria Sol. Aria, por outro lado, recebeu as Escamas de Juno e se tornou a constante antagonista da série chamada Justice.

Imagem do texto de prévia de Guilty Gear -Strive-
Só porradaria violenta através da net.

Entretanto, Justice se rebela e transforma os Gears pelo mundo todo em máquinas revoltosas contra os humanos. Como a mesma diz para Ky em GGX, ela está apenas fazendo o que foi programada. Criada como uma arma de guerra, ela está matando humanos como era de se esperar, está entregando Justiça. Ky, por sua vez um membro da Divina Ordem dos Cavaleiros Sagrados, se viu impotente pela primeira vez contra um Gear e aqui começa a se perguntar sobre o que acredita. Isso seria visto várias vezes na série, sempre que traído.

Ky e Sol já lutaram lado a lado sob o mesmo manto, no entanto Sol é o traidor da sua antiga raça e algoz da sua nova espécie. Sol é o Guilty Gear, que jurou matar Aquele Homem que lhe trouxe tanta dor e tristeza (fora as inúmeras vidas que matou com a revolta dos Gears). Só que Guilty Gear Xrd -Revelator 2- nos mostra que, na realidade, Asuka, o verdadeiro nome do misterioso homem, apenas fez o que fez para salvar a vida de Sol e Aria, uma vez que a mesma volta a vida quando Jack-O Valentine e Justice se fundiram em uma nova Aria.

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Pegadinha do malandro secular.

Assim sendo, toda a sede de vingança e culpa que Sol carregava é retirada de suas costas. Ou seja, Sol não carrega mais o título de Guilty Gear, mas sim Ky! O jovem que jurou destruir todos os Gears após perder seus pais descobre recentemente que é parte Gear e, como podemos ver, o mesmo possui até a habilidade de Dragon Instal em Guilty Gear -Strive-! Isso pode ser visto pelo fato do jovem abandonar o grande cinto escrito Hope que usava e as novas roupas mais escuras, que vão contra o branco puro que costumava usar.

A música Smell of the Game que toca no trailer também coloca a questão de saber quem você é, contra ser aquilo que dizem de você. Essa é uma dinâmica que muitos outros personagens mostram além de Ky. Entre eles, está Chipp, que agora está mais maduro e aparentando ser um verdadeiro líder de nação, além de se mostrar um ninja mais capaz. Potemkin também se mostra ainda mais devoto à tecnologia negra da nação de Zepp e seu criador.

No entanto estas ainda são apenas teorias que espero estar correto. Enquanto isso o que me resta é continuar jogando o que resta da Beta e escrever um apanhado da Lore de Guilty Gear na série do Freakview. Vejo vocês em Boston Seabed!

** Este texto não reflete, necessariamente, a opinião do Portal UAI.

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