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Trabalhando à distância com Junkyard Simulator: First Car

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Imagem de fundo de Além de escrever para o Gamerview, eu também possuo uma oficina mecânica. Assim como é de se esperar, muitas vezes jogos mais voltados para a questão técnica automotiva acabam em minhas mãos. Afinal de contas como já tenho um conhecimento factual, consigo ter uma ideia da profundidade atingida pelos projetos. Mas meus amigos, nada me preparou para Junkyard Simulator: First Car. Se soubesse que estaria visitando um desmanche semelhante aos muitos que já fui, ficaria mais tranquilo. No entanto aqui no jogo me vi em um lugar tão mal administrado quanto os que conheço. E olhem que já fui em lugares que eram tão entocados que a saída de volta a pista muitas vezes parecia uma sentença de morte, desembocando logo na estrada. Mas vamos mergulhar de cabeça neste prologo disponibilizado deste simulador. Receita para o desastre Sei que o objetivo maior de Junkyard Simulator: First Car é a diversão e passar a sensação de trabalhar em um desmanche. Mas o grande "x" da questão aqui é que a Play Way levou essa parte da simulação, mais para a visão fantástica, do que a real. Com um "protagonista" que já amanhece de ressaca e vai atrás de veículos "abandonados" ou em necessidade de uma guinchada. Durante todo o período de teste, o que vi foi realmente escabroso. No geral o grande objetivo de Junkyard Simulator: First Car é fazer o máximo de dinheiro possível com as sucatas. Seja vendendo elas após o processo de desmanche ou até mesmo recuperando algumas, como no caso de motores. Mas o que realmente me assusta é o jogo trazer a visão pouco técnica da coisa e partindo mais para uma visão fantasiosa ou fantástica de como trabalhar com carros, sejam novos ou sucatas. É amigão, fim da longa estrada. Espero que o último suspiro desse blower tenha valido a pena. Seja desde a maneira como lidamos com os veículos até quando vamos realmente reformar ou detonar as sucatas. O jogo faz com que o jogador tenha que percorrer alguns trechos próximos ao ferro velho em seu guincho. O mínimo a se esperar de um simulador, é exatamente o ato de simular algo e acreditem, apenas colocar o carro em cima de um guincho, mesmo que preso com o cabo de aço não é o suficiente. O jogo simplesmente transporta o carro para a rampa, o que é longe de ser algo real. Sem presilhas de proteção nas rodas, travas ou algo do tipo. Mecânica do Deus nos acuda Uma vez que tenha levado o carro para o desmanche, podemos retirar aquilo que formos vender. O mais bizarro é o ato do jogo te colocar carregando o motor como se fosse algo que pesasse no máximo 10KGs. O que é mais bizarro no entanto é que há um guincho hidráulico, na área de desmanche! O guincho hidráulico junto da barra de sustentação de motor é um das ferramentas mais importantes para quando trabalhamos com esta peça. A barra segura o motor no ar quando os coxins são retirados, mas não vamos mover o motor e o guincho levanta o motor para evitar que você quebre sua coluna tentando! E.P.I para que né? Outro grande erro do "sonho mecânico" é a falta de E.P.I durante as ações de reforma do jogo. O seu tio mecânico pode até não ter usado a vida toda e não ter nenhum b.o aparente, mas pode acreditar que tem algo escondido. Junkyard Simulator: First Car coloca o jogador para lixar peças e latarias, arear as mesmas e pintar, tudo na raça e de peito e narinas abertas. Um convite e tanto para um sufocamento por tinta, já que o local é totalmente fechado e não temos uma máscara. Ou para vários cortes internos no pulmão, pois acredite, os pelinhos do seu nariz não param partículas de metal. Uma vez que a peça esteja reformada, ou não, o jogador pode vende-la para mecânicos ou compradores aleatórios. Além de poder usar a prensa hidráulica gigante para amassar carros igual a filmes de máfia, vendendo a sucata quadriculada para quem pagar mais. Junkyard Simulator: First Car é um interessante projeto, mas por levar o título de simulador, eu creio que poderia ser mais bem feito e atento a detalhes, como Car Mechanic Simulator. Uma série que aprovo pois mesmo não sendo tão aprofundada, dá de dez a zero no ferro velho do Tião que é Junkyard Simulator: First Car.

Além de escrever para o Gamerview, eu também possuo uma oficina mecânica. Assim, como é de se esperar, muitas vezes jogos mais voltados para a questão técnica automotiva acabam em minhas mãos. Afinal de contas, como já tenho um conhecimento factual, consigo ter uma ideia da profundidade atingida pelos projetos. Porém, meus amigos, nada me preparou para Junkyard Simulator: First Car.

Se soubesse que estaria visitando um desmanche semelhante aos muitos que já fui, ficaria mais tranquilo. No entanto, aqui no jogo me vi em um lugar tão mal administrado quanto os que conheço. E olhem que já fui em lugares que eram tão entocados que a saída muitas vezes parecia uma sentença de morte, desembocando logo na estrada. Porém, vamos mergulhar de cabeça neste prologo disponibilizado do simulador.

Receita para o desastre

Sei que o objetivo maior de Junkyard Simulator: First Car é a diversão, ao passar a sensação de se trabalhar em um desmanche. Mesmo assim, o grande “x” da questão aqui é que a Play Way levou essa parte da simulação mais para a visão fantástica, do que a real. Temos então um “protagonista” que já amanhece de ressaca e vai atrás de veículos “abandonados” ou em necessidade de uma guinchada. Durante todo o período de teste, o que vi foi realmente escabroso.

Imagem de Junkyard Simulator First Car (Prologue 2)
É amigão, fim da longa estrada. Espero que o último suspiro desse blower tenha valido a pena.

No geral, o verdadeiro objetivo do protagonista de Junkyard Simulator: First Car é fazer o máximo de dinheiro possível com as sucatas. Isso pode acontecer vendendo elas após o processo de desmanche ou até mesmo recuperando algumas, como no caso de motores. O que realmente me assusta aqui é o jogo trazer uma visão pouco técnica do processo e partindo mais para uma abordagem estereotipada de como trabalhar com carros, sejam novos ou sucatas.

Desde a maneira como lidamos com os veículos até quando vamos realmente reformar ou detonar as sucatas, não há uma “simulação”. O jogo faz com que o jogador tenha que percorrer alguns trechos próximos ao ferro velho em seu guincho. O mínimo a se esperar de um simulador, é exatamente o ato de simular algo e acreditem, apenas colocar o carro em cima de um guincho, mesmo que preso com o cabo de aço não é o suficiente. O jogo simplesmente transporta o carro para a rampa, o que é longe de ser algo real. Sem presilhas de proteção nas rodas, travas ou algo do tipo.

Mecânica do Deus nos acuda

Uma vez que tenha levado o carro para o desmanche, podemos retirar aquilo que formos vender. O bizarro aqui é o jogo te colocar carregando o motor como se fosse algo que pesasse no máximo 10 quilos. O que consegue ser ainda mais bizarro, no entanto, é que há um guincho hidráulico, na área de desmanche! O guincho hidráulico junto da barra de sustentação de motor é uma das ferramentas mais importantes para quando trabalhamos com esta peça. A barra segura o motor no ar quando os coxins são retirados, mas não vamos mover o motor e o guincho levanta o motor para evitar que você quebre sua coluna tentando!

Imagem de Junkyard Simulator First Car (Prologue 2)
E.P.I para que né?

Outro grande erro do “sonho mecânico” é a falta de E.P.I. (Equipamento de Proteção Individual) durante as ações de reforma do jogo. O seu tio mecânico pode até não ter usado a vida toda e não ter nenhum B.O. aparente, mas pode acreditar que tem algo escondido. Junkyard Simulator: First Car coloca o jogador para lixar peças e latarias, arear as mesmas e pintar, tudo na raça e de peito e narinas abertas. Um convite e tanto para um sufocamento por tinta, já que o local é totalmente fechado e não temos uma máscara. Ou para vários cortes internos no pulmão, pois acredite, os pelinhos do seu nariz não param partículas de metal.

Uma vez que a peça esteja reformada, ou não, o jogador pode vendê-la para mecânicos ou compradores aleatórios. O jogo também oferece a possibilidade de se usar a prensa hidráulica gigante para amassar carros igual a filmes de Máfia, vendendo a sucata quadriculada para quem pagar mais. Junkyard Simulator: First Car é um interessante projeto, mas, por levar o título de simulador, eu creio que poderia ser mais bem feito e atento a detalhes. Pega-se por referência o superior Car Mechanic Simulator, essa sim uma série que aprovo, pois, mesmo não sendo tão aprofundada, dá de dez a zero no ferro velho do Tião que é Junkyard Simulator: First Car.

** Este texto não reflete, necessariamente, a opinião do Portal UAI.

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