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Pancadaria nacional de ponta em Pocket Bravery

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Pocket Bravery

Durante a Retro Games Brasil 2022, o público pode conferir de perto o Pocket Bravery, o game de luta da desenvolvedora indie Statera Studio. Um ambicioso projeto que pretende lançar o Brasil para o cenário internacional de games de luta, ao lado de grandes títulos como The King of Fighters, Blazblue e Melty Blood.

Joguei Pocket Bravery tanto durante o evento quanto a demo disponível na Steam, e recentemente venho jogando há dias a versão beta para testar os novos personagens: a artista marcial Mingmei e o espadachim Daisuke. Personagens ágeis e muito divertidos de jogar.

Em um mercado dominado por grandes nomes com anos de casa, Pocket Bravery tem chance no cenário da fighting game community?

Pocket Bravery
Os cenários são vivos e cheios de surpresas

Tempero caseiro

Muita gente ainda vira o nariz quando ouve falar de projeto nacional, sempre considerando a nossa indústria inferior ao que consumimos vindo de fora. Seja em filme, séries ou jogos, o jogador brasileiro às vezes acaba se surpreendendo com a qualidade muitas vezes acima do esperado.

Pocket Bravery não fica muito atrás. Até o momento, o jogo nacional foi capaz de apresentar uma qualidade altíssima tanto em modelos de personagens quanto no gameplay. O jogo traz um “roster” bem variado e dentro do que se espera, mas com toques regionais interessantes.

Porém, os personagens não se resumem apenas a personagens brasileiros, mas sim uma coletânea de lutadores do mundo todo. Só não foi revelado ainda a trama por trás do confronto entre eles. Da lista atual, temos acesso a 7 lutadores dos 11 ao total.

Pocket Bravery
Mingmei é bem versátil, divertido de jogar com ela

Os lutadores disponíveis são bem balanceados e não há “zoners” (que realizam ataques à distância) para incomodar. Nuno, o protagonista, se comporta como Ryo de The King of Fighters e Art of Fighting, tendo uma habilidade semelhante a seu Ko-Ou-Ken. Sebastian McClane lembra bastante Dudley, com seus ataques poderosos de boxe.

Ndidi é um representante africano, que utiliza ataques elementais e movimentos carregados pesadíssimos. Hadassa é uma grappler brasileira que lembra muito a Abel de Street Fighter IV. Mingmei é ágil no seu kung fu e Kimberly lembra o Doctrine Dark, de Street Fighter EX2. Por último temos Daisuke, um personagem que lembra bastante o Vergil de Devil May Cry, com saques rápidos e cortes violentos.

Combos, fluidez e versatilidade

Durante minha conversa com Jonathan Ferreira no Retro Games Brasil 2022, e também em seu painel no evento, ele comentou que o projeto inicial de Pockter Bravery se espelhava mais no design de The King of Fighter XIII, tanto no gameplay quanto no visual, remetendo ao estilo de arte dos belos jogos de luta da SNK.

Pocket Bravery
Se fosse o King de Tekken, era um grab e tchau a barra

Infelizmente, por motivos financeiros, o projeto tomou outro rumo e voltaram o estilo do jogo para algo semelhante ao Pocket Gem da Capcom e jogos de luta do Neo Geo Pocket, com personagens menores na estatura e grandes em complexidade e diversão.

Pocket Bravery consegue ser bem convidativo para novos jogadores e divertido para os veteranos que já gastaram um carro só em fichas de fliperama. O jogo ainda não está pronto para o lançamento, mas já consegue engajar com suas mecânicas, cenários e temas.

Até o momento, o único “problema” que tive foi o de não conseguir configurar meu arcade stick para jogá-lo. Mas acredito que isso deve ser implementado em breve. O que me mantém ainda mais ansioso é a possibilidade de ver um projeto como este florescer. Em fase de acesso antecipado, mesmo tendo apenas o modo versus e treino desbloqueados, já dá pra ter um gostinho do que pode vir nas futuras atualizações.

Pocket Bravery
Vai pro chão!

Pocket Bravery é o Brasil mais uma vez mostrando o quanto tem para oferecer no mundo dos games. Recentemente, tive uma excelente surpresa com Fobia – St. Dinfna Hotel, e tenho certeza que Pocket Bravery logo estará entre os melhores jogos nacionais já feitos.

** Este texto não reflete, necessariamente, a opinião do Portal UAI.

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