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Sobrevivendo ao extremo em Green Hell

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capa de Green Hell

Domingão a tarde, nada para fazer, amigos estão ocupados ou viajando, namorada(o) também sem idéias do que fazer e o que resta é ficar surfando pelos canais da televisão até encontrarmos algo para matarmos o tédio. Passando pelos canais, muitas vezes acabamos parando em algo inusitadamente bizarro e chamativo: Man Vs Wild, o show onde o aventureiro Bear Grylls ensina as pessoas como sobreviver em lugares desolados… Assim é Green Hell.

O jogo de sobrevivência da empresa Creepy-Jar é um dos melhores games do estilo. Desta vez não há apocalipse zumbi, super-vírus ou qualquer outra desculpa do gênero para forçar os jogadores a pensarem em como sobreviver, desta vez é apenas a realidade do homem contra a força incomensurável da mãe natureza.

Morte, como o nascimento, é um dos segredos da natureza.

Como dito por Marcus Aurelius na frase acima, a morte é algo que faz parte do processo natural e a mesma será uma presença lúgubre para os gamers durante a jogatina. O modo história – o qual ainda não foi lançado – nos dá apenas um pequeno prólogo que serve como tutorial também, onde conhecemos nosso herói, o antropólogo Dr.Higgins que, acompanhado de sua esposa e intérprete Mia, se aventuram pela floresta Amazônica.

imagem de Green Hell

Tirando o seu rádio-comunicador, que raramente é usado no jogo, esse relógio é o item mais avançado ao qual você terá acesso.

Enquanto ficamos cuidando do nosso acampamento, nossa esposa é sequestrada pelos fictícios e ainda tribais Yabahuacas, uma tribo dividida entre aqueles que desejam conhecer o mundo moderno e aqueles que ainda acreditam que os costumes devem ser mantidos. Graças a essa rixa, Mia acaba sendo feita de refém pela tribo e resta ao nosso herói salvar sua amada, mas isso é uma história para quando o game sair do Early Acess.

Agora vamos ao que realmente interessa, como o jogo se relaciona com o jogador. Durante o modo de sobrevivência que os gamers poderão jogar durante o acesso antecipado, eles estarão desarmados e desequipados por inteiro, tendo que contar apenas com as instruções de um caderno de notas e o que puderem achar, e é ai que o jogo vai de zero a cem.

imagem de Green Hell

Hmmm… Larvas para o café da manhã!

Tendo acesso apenas ao que a natureza oferece, o jogador vai ter de sobreviver por tempo indefinido em um ambiente hostil, cheio de perigos e armadilhas naturais. Isso os irá cobrar e testar em suas habilidades de sobrevivência e até mesmo questionar o senso comum dos jogadores. Ou seja, o senso de autopreservação é algo indispensável para essa aventura nas entranhas do pulmão do mundo.

Coletando folhas, gravetos e pedras, os jogadores poderão fazer habitações e até mesmo armas para caçar animais menores. Terão que usá-las para se defender também dos terríveis predadores à espreita e até mesmo dos guerreiros indígenas da tribo dos Yabahuacas. Levando em consideração ainda o estado físico do seu personagem, o game conta com um sistema onde, após sofrermos danos, podemos examinar braços e pernas à procura de cortes, lacerações, alergias e até mesmo parasitas como sangue-sugas, tudo isso enquanto tentamos não perder nossa sanidade para a floresta.

imagem de Green Hell

Nada como uma boa e velha água não tratada para pegar Hepatite A, Cólera, Diarreia, Leptospirose, Esquistossomose e Legionelose!

Green Hell é uma verdadeira aventura inesperada e cheia de potencial. Mesmo não sendo nenhum aventureiro, muito de suas experiências no campo, na infância e tudo aquilo que você já viu em filmes e séries virão a calhar no começo do jogo. Apenas não espere encontrar uma penca de bananas amarelinhas quando iniciar a jogatina, afinal, a selva é um lugar hostil e não um filme de Sessão da Tarde.

** Este texto não reflete, necessariamente, a opinião do Portal UAI.

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