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Review – Agents of Mayhem

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Agents of Mayhem é, sem sombra de dúvidas, um jogo divertido. Desenvolvido pela Volition, o jogo é um spin-off de Saints Row que se passa após os eventos de Gat out of Hell, que faz parte do terceiro game da franquia. Claro que veremos durante todo o jogo referências diretas e indiretas e cruzamentos interessantes de personagens e histórias, além de muitas referência à cultura pop. O jogo chegou ao Brasil com os menus e legendas em português, o que deixa a experiência melhor para muitos.

O game apresenta uma temática cartunesca que lembra muito o desenho “As Aventuras de Jackie Chan”, com apresentação de personagens e suas histórias feitas em animações 2D em sua maioria, ainda que exista outras feitas apenas com fotos e o diálogo ao fundo. No entanto, não deixam de ser interessantes. Na verdade esse background dos personagens nos faz querer explorar cada vez mais suas histórias.

Os 12 agentes da Mayhem são únicos e super divertidos. Você inicia o jogo com apenas 3 (Fortune, Hardtack e Hollywood), para aprender a jogar com cada um, para depois poder trocar entre eles selecionando a melhor opção de acordo com o confronto. Posteriormente, para liberar os outros agentes, você precisará fazer as missões de recrutamento que vão aparecendo conforme avança na campanha. É na variedade dos personagens que temos a variação de armas e ataques especiais, cada um com seu. Portanto é importante escolher bem o seu trio de agentes para cada tipo de missão.

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Lista dos agentes tanto de campo quanto da base

A história apresenta a boa e velha fórmula da luta entre e o bem e o mal, entre heróis e vilões. Exceto que nossos heróis são, na verdade, ex-vilões, ator de filme pornô, justiceiros à margem da sociedade, e por aí vai… Ou seja, não são nada perfeitos, e são essas personalidades peculiares que dão a graça aos diálogos. Por vezes os vemos discutindo, falando de romances entre eles, revelando segredos, tudo com uma pitada de bom humor (negro) e totalmente politicamente incorreto.

E assim seguimos com as missões. A Mayhem (agência dos “mocinhos” criada, comandada e financiada por antigos antagonistas de Saints Row) tem como objetivo impedir a Legion (liga dos vilões) de destruir as nações do mundo e DOMINAR O MUNDO! … dominar o mundo!… dominar o mundo!… (eco não mais audível aqui) e sua missão como agente é impedir que isso aconteça, claro!

Mundo aberto, só que não

Uma das boas coisas que vêm acontecendo nos jogos atuais é que agora, cada vez mais, as desenvolvedoras investem em mundos abertos. Mas com Agents of Mayhem, apesar de ter sido anunciado como tal, não é bem assim. Toda a história do jogo se passa em uma Seul futurista, uma cidade modelo extremamente bela e automatizada. No entanto, essa cidade é muito pequena e não há muita coisa para explorar, a não ser que você apenas queira ficar correndo de carro para todos os lados. A maioria dos prédios não são exploráveis, a não ser que você faça uma missão que precise usar um elevador, e só.

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Combate direto entre Fortune e um agente da Legion

Os conflitos acontecem no meio da rua e em locais de acesso livre, ou dentro dos covis. Toda exploração que o mundo aberto proporciona foi esquecida aqui. O que se mantém é que a cada inimigo eliminado, seja os que você enfrentou em missão ou os que você topou em alguma esquina, você coleta dinheiro, equipamento, artigos em geral, para a melhoria dos seus agentes, que por sinal é a grande sacada do jogo. A variedade no combate te mantém entretido, mas depois de um tempo até isso fica chato.

Apesar do visual ser bem bonito, Agents of Mayhem cansa após algumas horas de jogatina. Os prédios são sempre os mesmos, as missões são muito parecidas (isso porque os vilões mudam, se não eu arriscaria dizer iguais). Até mesmo os covis da Legion são idênticos; o que varia é a porta de entrada, às vezes nem isso. Como resultado, entre uma missão e outra, você acaba entrando no mesmo covil que acabou de explodir!

Esse é o grande pecado do jogo: a repetição de tudo o tempo todo. Um jogo de ação e RPG que joga fora quase todo o seu potencial por conta da mesmice. Claro que há missões paralelas para fazer, muitas na verdade, as quais você tem que completar nos quadrantes da cidade. Ou seja, 4 missões iguais em cada tarefa. E quando você acha que acabou, a Legion vai lá e toma tudo de volta só para criar mais 4 missões de cada tarefa novamente.

Opa! Deu tela roxa!

Os problemas enfrentados no desempenho do game também não ajudaram muito. Não falo em jogabilidade; tirando a câmera quase que fixa às costas dos agentes, ela é bem fluida. Falo da queda nos frames e do jogo congelar completamente em momentos críticos. Isso ocorreu muitas vezes durante o carregamento de uma missão e também quando estava no meio da ação. Em outras situações com bugs menores, uma legenda de texto travava na tela e não saia nem com reza brava. Só reiniciando o jogo para resolver.

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Dois bugs em um: enquanto a motorista do carro roubado ficou presa no para-brisa, o aviso de habilidade especial continuava desde o último confronto

Por falar em bugs, não encontrei nada muito fora do comum (além dos já citados acima). No geral, eram inimigos com membros fora de controle depois de mortos, elementos que compõem a cidade se mexendo e fazendo barulhos sozinhos, carros descontrolados e, claro, inimigos presos em lugares atrás da caixa de correios.

Agents of Mayhem é divertido, mas sua repetição pode deixar tudo chato com o tempo. O início é bem viciante, com toda aquela ação e adrenalina que faz a gente não ver o tempo passar. Até que você faz a mesma missão de novo e de novo e de novo…

** Este texto não reflete, necessariamente, a opinião do Portal UAI.

Prós

  • Visual bonitão
  • Personagens carismáticos
  • Os combates são viciantes
  • Diálogos engraçados

Contras

  • Mundo aberto pequeno e limitado
  • Missões muito repetitivas
  • Enjoa rapidinho
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