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Review – Alan Sharp

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Imagem destacada de Alan Sharp

Alan Sharp foi um game que tomou muito tempo para eu escrever, pois minhas opiniões sobre o mesmo eram sempre muito flutuantes. Devo ter terminado o prólogo em torno de três vezes, uma vez que o jogo se divide em capítulos, semelhante a Song of Horror. Com uma história, atmosfera e desenvolvimento de trama excelentes para uma prévia, o jogo peca em aspectos mais técnicos.

Alguns podem dizer que é apenas um jogo indie sendo indie. Mas creio que isso é simplificar demais as coisas, afinal existem indies de saltar os olhos. Vamos então entrar no mundo de Alan Sharp.

Pecados contra a inocência

A história que Alan Sharp nos conta é uma de tragédia que aflige uma pequena família. Um pai, uma mãe e um filho vivem pacificamente seu dia a dia, até que em determinada noite o caos desperta. O resultado é uma criança morta, pais desaparecidos e um mistério pairando sobre o ar, referente aos eventos que transpareceram durante aquela noite em questão.  Sam Whithers, antigo parceiro do homônimo protagonista que empresta seu nome ao jogo, acaba sendo delegado a investigar o caso.

Imagem do review de Alan Sharp
Boa tarde, posso ajudar a senhorita?

Enquanto explora a mansão, Sam começa a notar grandes influências paranormais pelo local. Enquanto busca pistas, resolve enigmas e quebra cabeças, o mesmo também irá desobrir que este local guarda mais do que pensa. E pode até mesmo fazer com que Alan tenha uma nova visão sobre os eventos que transpareceram com sua filha, algo a se esperar nos próximos capítulos.

Às vezes mudando até mesmo de planos e locais que jamais se conectariam com a mansão, Sam irá começar a revelar os segredos que o local guarda. A mansão pertence ao avô do jovem garoto assassinado e está repleta de objetos que podem ou não estar relacionados aos estranhos eventos que aqui ocorrem. Será que Sam irá sobreviver ao final do prólogo? Estará Alan já na mansão? Essas perguntas serão respondidas apenas aqueles que conseguirem as chaves.

Segredos atrás da porta carmesim

Alan Sharp possui uma história interessante, mas o que realmente gostei de ver foi a qualidade ímpar atmosférica que o game consegue passar no seu desenrolar. O silêncio dentro da mansão é ensurdecedor e irá atacar o jogador, regando peças, fazendo você duvidar de todo e qualquer som que ouvir, se perguntando se foi algo dentro do jogo, ou fora dele.

Imagem do review de Alan Sharp
Mesmo o prólogo sendo curto, há mais de uma resposta a se dar aqui.

O gameplay é bem simples, pelo menos até agora neste prólogo pude apenas andar, interagir e usar uma lanterna, nada de combate ou fugas. Vamos nos movendo pela mansão e coletando itens e pistas que irão nos guiar rumo ao próximo desafio. Os puzzles são bem fáceis, nada que vá exigir muito de jogadores novos, ou mais antigos, sendo bem equilibrados no geral.

No entanto, os sustos, mesmo que bem colocados, acabam caindo por terra quando vemos os modelos dos monstros. Alan Sharp foi criado por apenas uma dupla de programadores, e os mesmos estão de parabéns, afinal o jogo consegue ser bem assustador. Mas visualmente o jogo deixa bastante a desejar, a mansão e seus objetos são bem detalhados, mas as personagens, criaturas e corpos acabam passando uma sensação de algo um tanto quanto desleixado por assim dizer.

Imagem do review de Alan Sharp
Ainda há muitos segredos que atravessam o tempo neste local.

Abra-te Sésamo

Não digo que isso seja um grande problema, tendo em vista que jogo games com gráficos bem piores e os adoro. Alan Sharp é uma grande experiência de horror, que falha no quesito visual e em entregar sustos. O único momento em que me surpreendi foi durante um jumpscare, não por medo, mas sim por raiva, já que odeio barulhos altos vindos do nada. Mas mesmo não acertando no timing dos sustos, ele acerta no mais importante: atmosfera.

O casarão em seu grande estilo “american dream” é bem grande, com suas inúmeras portas, corredores e quartos cheios de segredos. E como em grande parte o único som que ouvimos é apenas o nosso, sempre que o jogo nos entrega algum som, é algo a se ficar atento, como passos, sussurros ou pistas musicais, que irão fazer os pelos da sua nuca se arrepiar e você pensar um pouco antes de avançar a próxima sala. Então, caso esteja se sentindo corajoso, tente desvendar o mistério por trás deste e outros misteriosos assassinatos com Alan Sharp.

** Este texto não reflete, necessariamente, a opinião do Portal UAI.

Prós

  • Excelente narrativa
  • Extremamente atmosférico
  • Consegue causar tensão sem forçar a barra

Contras

  • Gráficos bem fracos
  • Mecânica dura e pouco responsiva
  • Puzzles simples e pouco desafiadoras
  • Criaturas nem um pouco assustadoras
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