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Review – Blazing Beaks

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O indie Blazing Beaks, da desenvolvedora polonesa Applava, já vinha agradando os jogadores de PC durante o Acesso Antecipado no Steam, que começou em novembro de 2017. Esta fase acaba amanhã, sexta-feira (10 de maio), com o lançamento do game completo junto à versão de Switch. Testando no console da Nintendo, deu pra sacar que o game está devidamente rechonchudinho e pronto pra agradar quem gosta de desafio elevado.

Este roguelite de tiro é mais uma prova de que desenvolvedoras focadas em jogos mobile tem mais é que sair da zona de conforto e se arriscar. Embora o visual seja de um jogo 16-bit, manjadão no território indie, as ideias apresentadas aqui são interessantes e até mesmo originais em alguns aspectos. Chuto dizer que o título, inclusive, seja uma zoeira com Angry Birds.

Bicos Flamejantes

Este é o nome do game em português. Uma descrição do que você irá encontrar nesta aventura: um bando de aves enfurecidas com a invasão de monstros no pacato mundo de Beaks. Nessa trama simples, o objetivo é encontrar a fonte de todo o mal que assola o sossego destes animais com penas. E assim os heróis mais corajosos são convocados para dar fim na ameaça: uma galinha, um pato, um pinguim…

Imagem do jogo Blazing Beaks
O número de inimigos aumenta a cada nível.

Seguindo a fórmula, cada um dos oito personagens possui características próprias que influenciam no gameplay, como o alcance de tiro e tempo de recarga de munição, entre outros valores dados em porcentagem. A tela de escolha se dá num túmulo, sendo possível jogar co-op local em até 4 pessoas. Cada nível é gerado aleatoriamente, assim como os inimigos e loot presentes nela. Mas diferente do design de mapa dos jogos do gênero, Blazing Beaks apresenta cenários super simplificados. Mas não se engane: essa estrutura minimalista permite uma jogatina rápida e prazerosa.

Os níveis são interligados por portas, de uma a três, que só são liberadas após eliminar todos as criaturas: uma porta para o próximo nível, outra para a loja e uma para o chefão, esta ornada por um grande crânio. Isso permite ao jogador ignorar o chefão para tentar encontrar mais loots – ou se dar mal no processo, perdendo vida por exemplo. Tendo a porta do chefão como a única opção, você deve enfrentá-lo para avançar pra próxima área. Cada uma dessas áreas possui seu próprio visual (pântano, cemitério, etc.) e seguem um padrão de inimigos, que surgem em quantidade cada vez maior.

Catador de tralhas

O loot consiste em moedas (pra torrar na loja com novas armas), itens que conferem melhorias (como chance de mais loot e imunidade a ácido), artefatos e habilidades. Todos os artefatos possuem status negativos, como tirar todas as suas moedas e sua arma travar por 5 segundos após tomar dano, mas sua coleta é extremamente importante para trocar por loot decente na loja. É uma forma de equilibrar a dificuldade, que já é alta por natureza. Quanto mais artefatos juntar, mais penoso o jogo será. Por fim, as habilidades adquiridas podem ser usadas a qualquer momento: você começa com a esquiva e vai adquirindo outras que, ao serem acionadas, exigem um tempo de recarga. Você pode empurrar os inimigos pra longe, congelar todo mundo por 3 segundos, aumentar o poder de fogo da sua arma, entre outras habilidades.

Imagem do jogo Blazing Beaks
Os itens geralmente oferecem uma vantagem e uma desvantagem ao mesmo tempo.

Embora as habilidades e itens ajudem bastante, são as armas que de fato fazem a diferença no combate. Você começa com uma básica e vai adquirindo outras que dão choque, recocheteiam projéteis, congelam, incendeiam, e assim por diante. É preciso jogar um bocado pra conhecer todas as opções e definir qual é a melhor para você, somado às características da ave que escolher.

Diferente de Enter the Gungeon, você utiliza apenas uma arma por vez durante a run. Morreu? Perde tudo e volta pro início. O objetivo é passar por todas as áreas e eliminar tudo no caminho, incluindo os chefões. Encerrado o modo solo, há ainda o modo de torneio multiplayer (2 a 4 jogadores) com cinco variações, entre elas o tradicional deathmatch de arena. Infelizmente a opção de criar personagem não está disponível no Switch.

Imagem do jogo Blazing Beaks
Chefão que presta homenagem a Super Meat Boy? Parece que sim.

Fora o gameplay redondinho e a ideia diferenciada com os artefatos “amaldiçoados”, Blazing Beaks possui uma trilha sonora espetacular. Embora não sejam muitas músicas, alternando somente entre as áreas (e não entre os níveis), elas são criativas o suficiente para grudar na mente como chiclete. Agora o que poderia ser diferente é a dificuldade brutal logo de cara: você morrerá muitas vezes até aprender como o game funciona. E outras dezenas de vezes para aprender como cada inimigo se comporta. Mas sentir sua evolução dentro do game e ser recompensado por isso sempre vale a pena.

** Este texto não reflete, necessariamente, a opinião do Portal UAI.

Prós

  • Sistema de penalidade diferenciado
  • Bom sozinho, melhor ainda em co-op
  • É difícil, mas igualmente viciante
  • Trilha sonora incrível

Contras

  • A estrutura dos níveis poderia ser um pouco mais complexa
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