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Review – Borderlands: Claptrap’s New Robot Revolution

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Se fôssemos citar as qualidades de Borderlands, mencionaríamos alguns pontos que chamam atenção, como o humor, a beleza artística dos gráficos, a variedade de armas, o design dos vilões e heróis, etc. No entanto, uma tarefa mais complicada seria a de ressaltarmos algo que fosse icônico, chamativo, que tivesse aparecido seja na aventura principal ou em algum de seus DLCs. Não há um personagem como Nathan Drake que nos cative, ou um estágio de arrepiar os pelos do braço como em Call of Duty 4. Isso não significa que Borderlands não possua qualidade, pelo contrário, trata-se de um jogo excelente. Mas dizer que há um elemento facilmente identificável, que não seja puramente conceitual (como o vasto número de armamentos), é complicado – isso é, com uma exceção.

Se existe algo que possa ser dito um ícone da franquia, cuja mera visão nos remete imediatamente aos cenários de Pandora, seria os Claptraps. Os simpáticos robôs tornaram-se, quem sabe acidentalmente, o mascote da série, seja pelo seu humor, charme, ou a estranha impulsão que temos de atirar em um deles quando avistados. Por conta disso que é tão animador que o último DLC do jogo os coloque em um papel de destaque, transformando-os nos antagonistas mais hilários e interessantes a aparecerem até então.

Tudo tem início quando um Claptrap, chamado de Interplanetary Ninja Assassin, se indigna contra o tratamento empregado por humanos àqueles de sua espécie. Assim, ele se revolta e traz os outros robôs à sua causa, começando uma revolução, cabendo a nós impedi-la.

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Se essa descrição não é suficiente, saiba que Claptrap’s New Robot Revolution é de longe o conteúdo mais cômico a ter aparecido em Borderlands. Megafones espalhados soltam constantemente frases do líder, explicando de que maneira sua utopia lidaria com humanos e robôs, fazendo, entre outras coisas, sátiras com um discurso presente em Bioshock. Existem cartazes que parodiam ícones políticos, como um no qual um Claptrap está no lugar do rosto de Che Guevara, ou um outro que copia o mesmo estilo, design e cores dos panfletos usados na campanha de Barack Obama. Durante o combate, os robôs proferem frases como “how do you like them apples?” ou, quando derrotados, exclamam estarem vendo três luzes vermelhas piscando. O humor que havia aparecido anteriormente sofria de oscilações, caminhando do ótimo a situações em que era simplesmente bobo. CNRR acerta em cheio o tom, mostrando o melhor trabalho de escrita feito pela Gearbox.

Apesar de serem os principais antagonistas do conteúdo, não são apenas Claptraps os inimigos encontrados. Os bandidos de sempre e a vida selvagem de Pandora também darão as caras, mas com alterações. Eles foram atacados pelos robôs, sendo “claptrificados” no processo, e agora são um misto de orgânico e robótico. Isso, na prática, não muda em nada o combate. As mesmas táticas anteriores, como atirar na boca aberta de um Skag, continuam funcionando. A diferença é puramente estética, mas não deixa de ser bem-vinda. Após tantos encontros vendo os mesmos modelos de personagens, é bom encontrá-los mudados. Além disso, novas falas foram gravadas para os humanos “claptrificados”, cujas vozes têm o mesmo tom daquela dos Claptraps. Os chefes, por sua vez, são bastante interessantes por serem todos inimigos já derrotados anteriormente, trazidos de volta à vida devido à implementação de partes mecânicas.

Os cenários estão entre os mais impressionantes a terem aparecido em Borderlands. Eles, apesar de não serem numerosos, são muito diferenciados entre si. Enquanto vastos, não são os maiores já vistos, mas torná-los grandes demais seria inviável, já que veículos se fazem completamente ausentes em CNRR. Da maneira como são, as transições são dinâmicas, e você não se verá passando tanto tempo dirigindo por estradas retas como aconteceu em General Knoxx.

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Também é válido lembrar que aqueles que desejam caçar novas armas encontrarão um prato cheio neste novo DLC. A quantidade de caixas de armamentos encontradas é grande, e uma das recompensas finais é o acesso a uma sala repleta desses contêineres, que podem ser reabertos um número infinito de vezes.

Há qualidade na apresentação e conteúdo de Claptrap’s New Robot Revolution; ele é engraçado, sua ambientação é interessante e suas missões, mesmo não fugindo do padrão usado em Borderlands, o carregam adiante. No entanto, mesmo assim, ele parece menos significativo do que o conteúdo anterior – The Secret Armory of General Knoxx. Não há um novo limite de níveis (isso será implementado posteriormente via uma atualização), não foi adicionado um novo ranque de raridade às armas e Crowmerax continua sendo o inimigo mais forte de todo o jogo. CNRR é um pacote com novos cenários e missões, e funciona como uma boa desculpa para voltarmos a Pandora, mas não nos dá motivos para que nossa estadia seja muito longa.

Claptrap’s New Robot Revolution é um DLC de boa qualidade, com o conteúdo mais engraçado de Borderlands. Porém, sem aprofundar nenhuma das mudanças mecânicas trazidas por The Secret Armory of General Knoxx, aqueles que querem motivos para voltarem a ficar presos em Pandora não os encontrarão aqui.

** Este texto não reflete, necessariamente, a opinião do Portal UAI.

Prós

  • Engraçado
  • Bom conteúdo para se caçar armas raras
  • Cenários diversificados
  • Atirar em Claptraps

Contras

  • Pouco significativo quando comparado a The Secret Armory of General Knoxx
  • Nenhuma mudança às mecânicas do jogo
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