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Review – Call of Duty: Black Ops

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A bola da vez está com a Treyarch e seu Black Ops, o novo game da franquia Call of Duty. O jogo saiu em novembro e você, leitor, já deve estar jogando há muito tempo. Porém fiz questão de escrever este review com calma, após terminar a campanha solo e jogar muito o multiplayer. Até fui atrás do controle da Mad Catz. E sim, não há dúvidas de que este game supera Modern Warfare 2 em vários aspectos. Afinal de contas, não é à toa que o jogo vendeu mais de 7 milhões de cópias em apenas 24 horas e 650 milhões de cópias cinco dias depois.

Na história, você encarna o soldado Alex Mason, que está sendo interrogado. Ele é bombardeado de perguntas sobre suas missões e os números que não saem de sua cabeça. As missões ocorrem fragmentadas em flashbacks, as quais acontecem durante os anos 60 passando por Cuba, Rússia, Laos e Vietnã. A história é toda baseada nos acontecimentos da época, como se fossem missões secretas do governo norte-americano. Até as armas existentes naquela época estão presentes no game, assim como algumas armas que eram projetos em teste.

Sua primeira missão é matar o político revolucionário cubano Fidel Castro. Logo na abertura você conhece o sargento Frank Woods, parceiro de combate que o acompanhará durante toda a aventura. Ele entra pra trama como um substituto do capitão John Price, de Modern Warfare 1 e 2. Além de mais carismático que o velho Price, seu papel é essencial no desenrolar da história. Mason também conhece outras figuras políticas famosas, como o secretário de Defesa dos Estados Unidos Robert McNamara e o presidente John F. Kennedy, em uma visita ao Pentágono. Viktor Reznov, de Call of Duty: World at War, também aparece na trama durante a fuga da prisão de Vorkuta Gulag – segunda fase do jogo.

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Devido aos flashbacks, o jogo mantém o jogador sempre ligado na ação, acelerando ao máximos os acontecimentos da trama. Porém você nunca se perde na história, o que é extremamente positivo neste gênero. Mais interessante ainda é ver como o jogo encaixa perfeitamente a ação com fuga, perseguições, veículos pilotáveis e os objetivos a serem completados. Aliás, objetivos que mudam e o empolgam constantemente.

Comparando com os games anteriores da franquia, Black Ops não difere muito nos gráficos. Está bonito, mas não há nada inédito – exceto pelos efeitos de explosões e fogo, que a Treyarch já provou saber fazer muito bem em World at War. A jogabilidade permanece a mesma, assim como os comandos. A única novidade neste sentido fica por conta de algumas armas, como o lança-míssel controlável, a besta com flechas explosivas, a faca balística e o carrinho-bomba controlado por controle remoto (chamado RC-XD). Pena quem nem todos estejam disponíveis no modo de campanha.

O que impressiona mesmo é a qualidade na trilha sonora e dublagem. Mason é dublado por Sam Worthington (de Avatar), enquanto Reznov é dublado por Gary Oldman (o Comissário Gordon, em O Cavaleiro das Trevas). Os atores Ed Harris e Ice Cube também participaram da dublagem, entre outros. A trilha é de Sean Murray, o mesmo compositor de World at War. E pra completar o trabalho primoroso, David S. Goyer (diretor de O Cavaleiro das Trevas) participou da direção e roteirização do game, contribuindo muito no impacto da experiência.

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A campanha solo dura cerca de 6 horas, o suficiente para lhe preparar para o modo multiplayer. Caso você nunca tenha jogado Call of Duty antes, a campanha serve como um longo e eficiente tutorial. O multiplayer oferece vários modos de jogo em quatro níveis: Core, Baredones, Hardcore e Prestige. Exceto pelo Core, cada nível exige um level específico para ser destravado. Há muitos modos diferentes, sendo que eles variam entre partidas com regras específicas e objetivos em time. Wager Match, Combat Training e Theater são algumas novidades incluídas no multiplayer. O Wager Match são partidas especiais de aposta, em que você aposta o dinheiro obtido nas partidas normais. Combat Training é uma partida de treino contra bots, em que você pode convidar amigos para jogar junto. E Theater é um editor de vídeo, que armazena suas partidas para que você possa editar e compartilhar com os amigos.

Outra novidade fica por conta do COD Points, dinheiro que você ganha a cada partida (além do XP). A Treyarch ouviu o pedido dos jogadores e modificou o sistema de leveis, que antes permitia acesso à arma X apenas se você alcançasse o level Y. Em MW 2, subir de level requeria muito tempo, e era comum ficar em desvantagem contra outros jogadores experientes. Com o COD Points, você pode comprar o que desejar assim que tiver dinheiro suficiente. O sistema de level permanece presente apenas para limitar o acesso à armas mais poderosas, Killstreaks, Contracts e Playcard. Os Killstreaks são praticamente os mesmos de MW 2, adicionando apenas o RC-XD (carrinho-bomba; 3 kills) e trocando a bomba nuclear por ataque de cachorros (com 11 kills).

Os Contracts são compráveis, dão boas recompensas em dinheiro e XP, mas possuem um tempo de expiração (de 40 minutos a 1 hora). Por último temos o Playcard, onde você confere os desafios (Challenges), cria uma tag de clã, confere seu desempenho e recordes, vê a Leaderboards, e edita o seu emblema (agora com camadas de personalização). Se você alcançar o level 50, destrava o Prestige Mode – um modo especial que oferece novos emblemas, títulos, slots extras para criar classes, e etc.

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Sobre a customização, você pode editar até dez classes. No começo, apenas cinco slots estão abertos, sendo que você abre as demais adquirindo Prestige Level. A customização oferece armas primárias, secundárias, letais (incluindo um machado Tomahawk), cinco tipos de bombas táticas, seis tipos de equipamentos (sensor de movimento, claymore, câmera espiã, entre outros), e três Perks (cada um com cinco opções). Chegando no level 31, você abre uma opção para pintar o rosto do seu avatar.

Há aqueles que irão odiar o novo sistema do multiplayer, simplesmente por estarem viciados com o formato de Modern Warfare 2. Mas creio que a maioria irá gostar ou pelo menos se acostumar com o tempo. Eu diria que é uma evolução necessária para equilibrar as partidas entre jogadores novatos e experientes. Agora se você é um destes jogadores experientes que odeia jogar com novatos, basta partir direto para os níveis Hardcore e Prestige.

Call of Duty: Black Ops é um excelente game, que apresenta uma ótima campanha solo e um multiplayer evoluído. Não chega a revolucionar o gênero FPS, mas é um título que veio para fazer diferença e divertir os jogadores por mais um longo tempo. Ainda mais com o retorno do modo de zumbis de World at War (que entrou no lugar do Special Ops, que eu particularmente vou sentir falta), e um minigame escondido chamado Dead Ops Arcade (DOA), um Dual-Stick Shooter muito bem feito. Vale cada centavo!

** Este texto não reflete, necessariamente, a opinião do Portal UAI.

Prós

  • História contada de forma original
  • Produção de primeira, com ótima trilha sonora e dublagens
  • O novo sistema do multiplayer permite jogatina mais justa
  • Compartilhar seus triunfos e falhas com o modo Theater não tem preço
  • O retorno do modo de zumbis e um minigame extra

Contras

  • A campanha solo dura pouco
  • Modo de zumbis sem novidades
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