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Review – The Dark Pictures Anthology: House of Ashes

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Imagem do review de The Dark Pictures Anthology House of Ashes

Nem mesmo as areias do tempo são capazes de apagar todo o mal que existe no universo e se esconde no brilho das estrelas. Após quase um ano, finalmente o deserto abre espaço entre suas dunas para permitir que os fãs de horror mergulhem em The Dark Pictures Anthology: House of Ashes. Uma nova história que mais uma vez atravessa o tempo, trazendo um mal tão antigo quanto se pode imaginar.

Saindo diretamente de Little Hope, nos EUA, voltamos no tempo para 2003, em plena guerra do Golfo. Uma equipe de cinco pessoas terá que lutar para sobreviver em meio as catacumbas do império Acádio. Onde vemos a queda do próprio “Rei do Universo” Narã-SIm em uma releitura do clássico “Maldição de Acádia: Ekkur Vingando”. Poema Mesopotâmico que narra a queda de Narã-Sim pelas mãos dos Gútios. Mas aqui a realidade é um quadro muito mais sombrio!

Passado escrito em pedra negra e sangue

The Dark Pictures Anthology: House of Ashes faz com que o jogador experimente uma história bem mais curta que as anteriores, mas ainda assim cheia de emoções. Conhecemos nossos cinco protagonistas que irão enfrentar os horrores abaixo do solo Iraquiano, mais precisamente na cordilheira de Zagros. O Coronel Eric King, sua esposa e agente da C.I.A Rachel king, os soldados Jason Kolchek e Nick kay. Além do soldado iraquiano Salim Othman.

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Uma sede insaciável cresce dentro de Joey

Há ainda outros personagens menores, como Clarice, Joey, Marwin e Dar. No entanto, esses personagens não pertencem ao círculo de protagonistas. As engrenagens do desastre ocorre quando Eric chega a base de Rachel, após ficarem um ano separados por conta do trabalho. Algo que abalou severamente a união e relacionamento de ambos e que será colocado ainda mais a prova, uma vez que Eric assume o posto de comando de sua esposa.

Eric passou o último ano trabalhando em um satélite extremamente poderoso, capaz de registrar imagens fototérmicas a centenas de metros abaixo do chão. Na cordilheira de Zagros o mesmo acredita ter encontrado um silo de ogivas nucleares, que pertenceriam a Saddam Hussein. Eric diz que o esquadrão de Rachel deve seguir em frente com um ataque rápido e certeiro afim de capturar o armazém e evitar uma guerra nuclear de se espalhar.

Aqui House of Ashes já irá fazer com que o jogador comece a fazer escolhas que irão e em muito decidir o desenvolvimento da história. Enquanto os americanos começam a se mobilizar, Dar Basri vai até a casa de Salim, que havia sido dispensado horas atrás e já deve voltar ao campo de batalha. No entanto mal sabe ele, que os americanos serão os menores dos problemas a ameaçarem sua vida.

Imagem do review de The Dark Pictures Anthology House of Ashes
Como se já não bastasse a visão widescreen, temos imagens desfocadas em certos momentos

Presas e estalos na escuridão

Após um embate entre forças americanas e Iraquianas no pequeno sitio acima do local onde Eric acredita que o armazém se encontra um terremoto ocorre. O solo cede, engolindo tropas americanas e Iraquianas igualmente. Agora alguns separados e outros em duplas, devem vasculhar o local em busca de uma saída. Mas eles não estão sozinhos, há uma terceira força rondando pelos corredores e entranhas desta antiga ruina na qual cairam.

Um mal antigo e sedento, pronto para espalhar suas raízes contaminadas por toda a vida que cruzar seu caminho. Como previsto pelos antigos nas estrelas e registrado por aqueles que pisaram aqui antes, esse mal irá se enraizar na mente de nossos heróis caso o jogador não faça as escolhas corretas. E caso seja o caso de um deles morrer, ele irão rezar para não ser na mão destas criaturas.

The Dark Pictures Anthology: House of Ashes nos mostra em primeira mão a queda deste templo também. Abrindo com uma cena que se passa anos atrás, onde vemos o Rei do universo tomado pela loucura. Após saquear o templo do Deus Enlil, o mesmo fora amaldiçoado com o povo Gútio trazendo sua ruina. para isso ele resolve sacrificar o máximo de pessoas possíveis, sejam eles acádios ou gútios.

Imagem do review de The Dark Pictures Anthology House of Ashes
Nem mesmo tempo pode apagar o que fora escrito nas pedras

Nesta seção jogamos com um general acádio chamado Balathu e um gútio chamado Kurum. Enquanto os soldados de Narã-Sim lutam contra as forças gútias no deserto a porta do templo, o mesmo observa o sol pela boca da estátua na entrada do templo. Um eclipse ocorre e o inferno desperta para todos ali. Balathu encontra seu rei e os guardas mortos e sua única chance de sobrevivência é cooperar com o inimigo. Terão eles conseguido?

Sangue envenenado

Em The Dark Pictures Anthology: House of Ashes temos uma volta de uma escola de horror clássica, onde uma expedição acaba se deparando com um templo antigo e esquecido. Como em muitas histórias, aqui temos um local soterrado e escondido da humanidade, mas ainda assim apenas a poucos metros dos mesmos. Algo como em As Montanhas da Loucura de H.P Lovecraft, mas troquemos o gelo por areia e um sol escaldante.

Em relação a Man of Medan e Little Hope, House of Ashes é o mais convidativo dos jogos da série, trazendo várias mudanças. Agora o jogador pode escolher o grau de dificuldade em que deseja experimentar a história simples, desafiador ou letal. Além disso também é possível ajustar a velocidade dos quick time events, além da mira também ser mais voltada a uma área, ao invés de um ponto fixo. Facilitando alguns eventos que podem levar a terríveis consequências.

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E veja nossa ruina em House of Ashes

As trocas de personagens em ação por capítulo também está mais dinâmica e abrangente. Em Little Hope certos segmentos fariam que o jogador comandasse dois personagens, trocando entre eles para agir. Já em House of Ashes, existem capítulos onde todos os cinco protagonistas poderão ser controlados. Enquanto lutam contra as terríveis criaturas milenares que estão sedentas pelo sangue e corpos de nossos heróis e heroína.

Voltando ao clássico e velho vento pestilento

Admito que House of Ashes é nem de perto o meu episódio favorito de The Dark Pictures Anthology . A história acaba sendo bem mais curta em relação as anteriores e os modelos desta vez apresentam menor qualidade. Experimentei o jogo em um PS4, e o mesmo já saiu com visão para o PS5. No entanto jogadores do PS5 com quem falei expressaram o mesmo descontentamento. A sonoplastia continua excelente no entanto, me fazendo sentir exatamente o que eu queria, adrenalina.

Para enraizar ainda mais a ideia de um mal atemporal, House of Ashes traz um novo sistema de segredos. Onde após encontrarmos as páginas espalhadas do diário de Randolph Hodgson, ao olharmos nas costas das folhas vemos flashbacks narrados pelo mesmo. Randolph Hodgson comandou a expedição falha que deixou para trás os equipamentos encontrados na ruina.

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Um clássico direto da era de prata!

O mesmo sendo um homem culto e entendido do mundo e suas culturas na época já havia feito a ligação entre as criaturas e o deus mesopotâmico que chocou em 1971. Pazuzu é mais uma vez o foco central, emprestando das criaturas suas qualidades e aparência, só que desta vez não temos a possessão demoníaca por assim dizer. Uma excelente homenagem a um ícone do horror, mesmo que ele mesmo não seja o responsável pelo caos desta vez.

Os jogadores podem esperar um desafio a altura ainda mesmo que as texturas demorem um pouco a carregar e certos elementos muitas vezes acabam sobrepondo os modelos em cutscenes. Nada que um patch não resolva logo menos! Mas ainda assim a apresentação geral da obra é muito satisfatória no grande esquema da série e em relação a jogos de horror.

Sombras na soleira de Hamurabi

A experiência em The Dark Pictures Anthology: House of Ashes será desafiadora, aterradora e satisfatória para muitos jogadores amantes do gênero. De começo, admito que pessoalmente torci o nariz quando vi uma determinada revelação, mas logo vi que havia sido uma excelente mistura de gêneros. Além de claro como dito acima as referências a monstros clássicos do horror como Pazuzu, Nosferatu e um último o qual não posso citar, afim de não dar spoilers.

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A última expedição, rumo as portas da loucura

Além disso a capacidade de deixar o jogo “mais fácil” é uma excelente porta de entrada para aqueles que desejam se aventurar nas sombras deste templo. Afinal muitos acabam deixando de experimentar obras desse gênero pelo sistema de punição rígido imposto pelo jogo. E antes que venham falar, que “num podi”, não se esqueçam que se quiserem há como deixar o jogo extremamente imperdoável também. Afim de agradar novatos e veteranos do gênero de horror.

** Este texto não reflete, necessariamente, a opinião do Portal UAI.

Prós

  • Excelente atmosfera
  • Sonoplastia de ponta
  • Mantem a qualidade de narrativa dos anteriores
  • Acessível para novatos e veteranos

Contras

  • Qualidade gráfica inferior aos anteriores
  • Relativamente menor que jogos capítulos anteriores
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