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Review – Death Stranding Director’s Cut

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death stranding directors cut capa

Death Stranding definitivamente deixou a sua marca na história dos videogames quando saiu, em novembro de 2019. O hype foi inteiramente correspondido e Hideo Kojima provou ao mundo que suas ideias e histórias malucas não possuem limites. Não que seja um jogo perfeito, afinal andar longas distâncias cansa qualquer jogador, mas é um título digno de estar entre as melhores criações do famoso game designer japonês.

A versão Director’s Cut chega exclusivamente ao PlayStation 5 com várias novidades, e não só no visual – algo mais do que esperado – como também traz melhorias muito bem vindas ao gameplay. Ou seja, uma versão definitiva como ela tinha que ser, melhor equilibrada. Um jogo recomendado tanto para quem é fã e terminou o game no PS4 quanto para os portadores de primeira viagem.

Como esta é apenas uma versão aprimorada do mesmo game, recomendo você ler o nosso review original para conhecer a história, como funciona o gameplay e a nossa opinião geral. Este review será baseado somente nas melhorias e novas adições.

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Sam não aprendeu nada com Solid Snake

Bonito igual a versão de PC

Vale lembrar que Death Stranding chegou ao PC no ano passado, com direito a DLSS 2.0. Testei esta versão com uma Galax GeForce RTX 2080 Super Work The Frames e fiquei abismado com a qualidade do port, que roda muito bem otimizado mesmo com o Ray Tracing ligado. A mágica acontece pra valer quando você ativa o DLSS, garantindo imagens mais cristalinas e te dando FPS extras, valiosos ao jogar na resolução 4K.

O jogo já é bastante imersivo por natureza, mas tais detalhes gráficos da versão de PC dão um tchã a mais. Logo, fiquei curioso para ver como ficou o visual do game no PS5. Embora seja um jogo feito para a geração passada, com a Decima (mesma engine de Horizon Zero Dawn), a Kojima Productions fez questão de surpreender neste upgrade.

Death Stranding Director’s Cut oferece os modos Performance, que prioriza os 60 FPS, e Qualidade, que prioriza a resolução 4K e imagem mais nítida sacrificando um pouco do FPS (não chega a cair pra 30, felizmente). A novidade fica para o modo Ultrawide, que adiciona barras pretas em cima e embaixo para dar aquele aspecto de filme, porém aumentando o campo de visão. Usando junto ao modo Qualidade, pelo fato da imagem renderizada em tempo real ser menor, o console consegue manter o FPS nos 60 durante a maior parte do tempo.

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Cadê meu Monster?

Os recursos do DualSense foram perfeitamente aproveitados. Você sente melhor o terreno percorrido, graças ao feedback háptico (vibrações) do controle, e os gatilhos ficam mais rígidos de apertar na hora de equilibrar o peso excessivo carregado por Sam. No controle dos veículos, na exploração de terreno com os acessórios e no combate com as armas, os gatilhos também sofrem influência. Fora isso, o som emitido pelo DualSense é muito melhor que no DualShock 4. E, por mais estranho que isso pareça, o jogo permite ser jogado com teclado e mouse no PS5.

Uma enxurrada de novidades

São muitas as novidades em Director’s Cut, sendo que a maioria impacta diretamente a experiência de jogo. A começar pela nova arma não letal, chamada Maser. Ela libera uma descarga elétrica recarregável que desabilita veículos e atordoa as mulas por mais tempo que a boleadeira. Bastante eficaz contra os inimigos (EPs não contam) em contato com a água. O novo estabilizador de queda (ou planador, como preferir) é super bem vindo, permitindo pular de grandes alturas para ganhar tempo no trajeto. Digo o mesmo para as catapultas de carga, que arremessam suas encomendas pra bem longe, sendo uma ótima combinação com a viagem rápida da Fragile – que agora funciona direto pelo mapa.

Há novas áreas para explorar e missões paralelas, incluindo uma com história inédita, que se passa em uma fábrica em ruínas. Entrou também um novo exoesqueleto de suporte, com bateria recarregável que permite se mover bem mais rápido, perfeito para usar em terrenos mais difíceis. Aumentaram até a quantidade de portadores perdidos para ajudar e ganhar recompensas, quebrando um pouco mais a sensação de solidão ao explorar este mundão desconectado. O combate corpo a corpo foi aprimorado com novos movimentos e, para treinar sua habilidade com as armas de fogo, o Terminal recebeu um estande de tiro. Neste mesmo ambiente você encontra desafios com cenários próprios, semelhante aos “VR Missions” da franquia Metal Gear Solid, para disputar o melhor tempo com outros jogadores.

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A ponte quiral veio para dar aquela aliviada no trabalho

Claro, tem mais coisas, como a possibilidade de usar as tirolesas sem deixar sua carga pra trás, construir pontes quirais – que somem com a chuva ou neve, fique esperto! – e construir rampas para pular com a moto e fazer manobras pra sair bonito na foto. Revisitar chefões derrotados, no quarto privado de Sam, agora possui ranking online pra disputar tempo e dano com outros jogadores. E temos um novo robô amigo que além de cuidar das suas cargas te dá carona na garupa. Altas mordomias, sem dúvida.

Outra novidade que não interfere na história e funciona como conteúdo bônus são as corridas, liberadas bem mais a frente na campanha. Você escolhe entre a moto, o carro conversível (também inédito) e a caminhonete da Bridges para competir contra outros portadores, com desafios diferentes pra cada tipo de veículo. São bem legais, mas nada que vá prender a atenção do jogador por muito tempo.

Vale citar a inclusão de 8 novas músicas na trilha sonora, todas do compositor Ludvig Forssell, e as melhorias na interface de usuário, desta vez um pouco menos confusa. Pra quem for comprar a Digital Deluxe Edition, terá acesso às novas músicas para ouvir em uma interface própria e uma prévia de 29 páginas do livro The Art of Death Stranding, que originalmente contém mais de 250 páginas. São artes conceituais que mostram um pouco do design de personagens, veículos, armas, estruturas, robôs e locais. Esta versão oferece também 10 avatares e vários itens in-game, incluindo novas cores para o traje, luva e cápsula do BB.

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As corridas expandem um pouco mais a duração do jogo

O capricho de Death Stranding Director’s Cut

O que eu não esperava ver em Death Stranding Director’s Cut era tantas coisas novas, indo além do que foi mostrado no trailer de prévia. A customização ampliada, com mais opções para deixar Sam mais descolado, e dá pra notar o esforço da Kojima Productions nos mínimos detalhes. Rolou aquele trato esperado nas texturas, mas é perceptível também o polimento nos cenários. A correnteza dos rios, a queda das cachoeiras, o brilho nas pedras encharcadas pela chuva, o reflexo do sol no asfalto, tá tudo muito mais bonito no PS5.

Se Death Stranding não ganhou 10 aqui no Gamerview em seu lançamento original, chegou a hora com o Director’s Cut. A versão definitiva traz novidades cruciais para uma experiência mais completa e equilibrada, tirando um bocado o estigma de “simulador de correio” que tanta gente brincou. A campanha ainda pode cansar, mas certamente ficou mais leve e interessante.

** Este texto não reflete, necessariamente, a opinião do Portal UAI.

Prós

  • Tão bonito quanto a versão de PC
  • Uma porrada de novidades e melhorias necessárias
  • DualSense muito bem aproveitado
  • O upgrade pra PS5 não custa caro

Contras

  • Mesmo com as novas "ajudinhas", a labuta das longas caminhadas pode cansar os jogadores
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