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Review – Deemo Reborn

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Deemo Reborn Review Capa

Deemo nasceu inicialmente para mobile em 2013 como apenas mais um jogo rítmico. Mesmo entre vários do tipo, ele se destacou por sua arte impressionante, músicas cativantes e por ter uma história no meio de tantas notas musicais. Não tardou para ele chegar ao PSVita e para o Nintendo Switch, que eram apenas um port do jogo da Rayark Games.

Porém a versão para PlayStation 4 prometia algo a mais. O Reborn do nome não é à toa e o título foi mesmo criado do zero, trazendo uma experiência completamente diferente das versões anteriores, com novas músicas, sendo algumas exclusivas para o PS4, além de uma nova jogabilidade e gráficos estonteantes para combinar com a atmosfera espetacular da história.

Deemo vai além do Guitar Hero

Deemo Reborn, à primeira vista, parece um Guitar Hero do piano. Mas não se engane achando que ele só tenha isso a entregar, pois quanto mais se envolve, mais ele te mostra do que é capaz. A cada som, você se vê mais cativado com as composições asiáticas que estão contidas no título. Te situando, não estranhe ver a diferença de sons com o repertório que une Japão, Coreia, China e até mesmo de Taiwan.

Imagem do Review de Deemo Reborn
Completar 100% não é a parte mais importante do som.

Com uma biblioteca de músicas tão culturalmente rica, não tem erro se você curte o gênero. Os comandos funcionam perfeitamente, sendo fáceis de se aprender mesmo que não tenha tanta coordenação motora, e não há cobranças. Você não precisa ser perfeito, basta sentir o ritmo e seguir as notas conforme elas te levam. Atingir o 100% agiliza o seu objetivo, mas quem disse que toda música tem de terminar rapidamente?

Longe do piano, sua aventura muda drasticamente. No papel de Alice, que caiu de uma janela que fica no topo do lugar, ela tem de atingir as performances para fazer crescer uma árvore que a leve de volta para cima. Só assim conseguirá escapar. Deemo, um pianista sombrio, a acolhe e a auxilia para atingir seu plano. Além dele, também há uma moça mascarada que cuida da biblioteca que fica logo atrás do instrumento musical.

Conforme vai conhecendo o local, há vários puzzles que liberam novas partituras e novas áreas, além de resolver mistérios sobre a sua identidade. Apesar de querer fugir, ela não tem memória alguma do passado, e pelos desafios alguns detalhes surgem para fazê-la identificar o que aconteceu e onde realmente está. O tom de melancolia que o ambiente e as músicas carregam agem de forma que lhe deixa ainda mais aprofundado nesse papel.

Imagem do Review de Deemo Reborn
A melancolia está presente em todos os cantos de Deemo Reborn.

Esse tom melancólico e de tristeza é essencial para que compreenda ainda mais o que Alice, uma criança enérgica e cheia de vida, enfrenta de realidade ali. Não me prolongando nos achismos ou spoilers, o game não te oferece respostas claras sobre o que acontece ali. Porém há algo bem pontual na protagonista cercada de coisas tristes que te fazem sentir como se ela estivesse encontrando a própria maturidade em meio ao mundo.

Uma nova versão

Falando um pouco das diferenças das versões, se você jogou anteriormente, este é um título completamente diferente do original. Além das músicas exclusivas, no PS4 é permitida a livre exploração dos ambientes que você libera, e há uma interação muito maior com essas áreas do que antes. Isso permite a criação de puzzles completamente diferentes e que te permite ampliar o conhecimento do que está acontecendo com todos eles.

Imagem do Review de Deemo Reborn
Agora os comandos são apenas por aperto dos botões, não mais touch.

Também há o recurso para você jogar com o PlayStation VR. Infelizmente não tive como realizar o teste para essa funcionalidade, mas é uma ótima alternativa caso você tenha apenas o Beat Saber como game rítmico para a plataforma. Se o gênero sobrevive por aparelhos na atual geração sem o uso do recurso, imagina com ele, não é? Então a proposta é muito válida e te dará ao menos uma alternativa tão boa quanto a outra opção.

Deemo Reborn não possui grandes defeitos que tirem dele o mérito de um ótimo game rítmico. Poderia citar um pouco da movimentação de Alice, que parece dura e sem muita graça. Andar com ela para entrar em menos de um minuto numa tela de loading é uma das partes mais desagradáveis do título. O ambiente é minúsculo e, ou você está no piano, ou está se movimentando pelas áreas e gerando esse carregamento.

Imagem do Review de Deemo Reborn
Apesar de ser excelente, os ambientes são minúsculos.

Mesmo isso sendo entediante, diria que é totalmente incabível deixar de jogar apenas por isso. Encontrar novas partituras, descobrir mais coisas do passado de Alice e tocar as novas músicas compensam essas limitações de uma forma tão mágica que você as esquece num instante.

Altamente recomendado, principalmente pela sua excelência e pela falta de títulos rítmicos nessa geração, Deemo Reborn é pedida certa caso você queira tocar um pouco de piano e espairecer com músicas clássicas asiáticas. Com uma grande variedade de sons e, inclusive, músicas com vocais, não há razões para não dar uma chance e se deixar encantar no mundo de Alice.

** Este texto não reflete, necessariamente, a opinião do Portal UAI.

Prós

  • Músicas cativantes de vários países asiáticos
  • Puzzles interessantes
  • Mistérios envolventes dos personagens
  • Grande variedade de ritmos

Contras

  • Falta espaço para explorar fora do piano
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Yasmin Luara
Yasmin Luara
2 anos atrás

Se for parecido com o jogo mobile, e pelo trailer do jogo acredito que seja, novos espaços são desbloqueados conforme você joga. Depois de um tempo, é possível explorar uns 5 ou 6 espaços diferentes 🙂

Diego Corumba
Diego Corumba
2 anos atrás
Reply to  Yasmin Luara

Oi Yasmim, tudo bem? Sim, abrem mais espaços depois, porém você não tem muita circulação por eles. Sempre acaba indo e voltando e a tela de load é vista a cada cinco minutos no máximo. Como postei, não é um fator OMG que tira a magnitude e beleza dele, é apenas um pouco chato essa parte específica.

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