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Review – Dodgeball Academia

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Dodgeball Academia

Você pode jogar FIFA 22, NBA 2K22, eFootball e o que mais vier no fim deste ano, porém se eu estivesse no seu lugar, voltava a sua atenção ao que realmente interessa: queimada. Anunciado de forma tímida durante a E3 2021 e chegando de mansinho, Dodgeball Academia é tudo que você ia desejar de um jogo de esporte e de uma produção nacional.

Com uma arte incrível, um enredo que parece ter saído diretamente dos animes que conhecemos e um coração gigantesco, as aventuras de Otto vão cativar até quem for atingido de tabela por uma bolada de seu time. Independente da plataforma que escolha jogar, tome cuidado, prepare os equipamentos e entre em quadra sabendo que apenas o melhor sairá como vencedor.

Os reis da queimada

Dodgeball Academia mistura RPG com esportes, trazendo o melhor dos dois universos com muito humor e críticas sociais. Você, no papel de Otto, vai assistir aulas, participar de campeonatos, impedir robôs de dominarem o mundo e defender o legado da Bola Lendária que está dentro do colégio. Não se preocupem com estes fatores, tudo é totalmente explicado durante o gameplay.

Imagem do review de Dodgeball Academia
O sonho de Otto era entrar na maior escola de queimada.

Sua tarefa é simples: montar um time para poder vencer o torneio escolar e honrar toda a história do lugar. Opções são o que não faltam, com vários personagens espalhados pelo terreno esperando por uma chance de brilhar. Cada um conta com formas diferentes de destruir o time adversário, cabendo a você compreender bem suas adições e habilidades para adaptar ao seu modo de jogar.

Para isso, você contará com alguns recursos de Dodgeball Academia para não se dar mal. Nos controles é que a magia ocorre. Atirar a bola de forma comum ou carregada têm efeitos distintos. Assim como a recepção, com a possibilidade de você apenas pegá-la ou rebater com um chute, por exemplo. Um botão de desviar e outro de aumentar a energia do especial completam a fórmula.

Simples demais, agora tenta dominar tudo isso entre seus três jogadores e, às vezes, até oito oponentes ao mesmo tempo. Cada um com uma singularidade, diga-se de passagem. Some nisso que há distintos tipos de bolas, uma de fogo que pode te causar dano contínuo e até uma de chiclete, que te gruda no chão. O resultado é o completo caos, o que torna cada partida completamente imprevisível.

Imagem do review de Dodgeball Academia
Cada bola tem um efeito diferente dentro das partidas.

Admito que houve combates contra chefões que eu não sofri o menor risco possível, outras contra alunos comuns em Dodgeball Academia que me fizeram temer pela derrota. Falo seríssimo, tinham partidas contra personagens genéricos que acabava com apenas um membro sobrando e sua vida no vermelho. Se você for distraído e se descuidar, será derrotado facilmente.

Apesar disso funcionar perfeitamente, sem te deixar se sentir perdido em momento algum, o que mais vai agradar na aventura será as piadas e referências. Me senti o verdadeiro Capitão América notando algumas delas no decorrer da história. De Pokémon, Street Fighter, Dragon Ball, Star Wars e várias outras, é um prato cheio para qualquer gamer ou geek que se preze.

E o humor de Dodgeball Academia, caros leitores, ri tanto em alguns trechos que havia tempo que não me sentia assim. Em especial, dou os créditos à Tia da Cantina, uma excelente personagem que se torna essencial para o desenvolvimento da aventura. Os membros da Sociedade do Quadrado também são excelentes e uma ótima cutucada nos negacionistas de plantão.

Imagem do review de Dodgeball Academia
Humor e referências são as palavras-chave do sucesso do jogo.

Na reta de Dodgeball Academia

Vou ser sincero com vocês, minha experiência com o título foi espetacular. O trabalho do brasileiro Ivan Freire e do estúdio Pocket Trap foi um verdadeiro respiro de tranquilidade e alegria em 2021, trazendo um conteúdo leve e, ao mesmo tempo, desafiador. Em nenhum momento o game te trata como um amador, porém também não te coloca em frente de situações impossíveis. Tudo é muito bem-dosado, estrategicamente inserido para que todos possam aproveitar.

Não me entendam errado, óbvio que Dodgeball Academia tem os seus defeitos e não roda tão liso assim. Ao menos na versão de Nintendo Switch eu enfrentei alguns delays e um travamento de segundos em certo momento do game. Isso me incomodou demais, porém posso ser bem sincero com vocês? Na ação, as partidas de fato, não tive um ponto sequer para reclamar.

Particularmente falando, eu acho esse o ponto mais importante de todos. Chateia você ver certo atraso na câmera enquanto se movimenta ou uma leve travada, mas isso não acontecendo no meio dos combates e atrapalhando a minha vitória é o que me apeguei. Ainda assim, era meu dever informar que ao menos nessa plataforma isso pode acontecer.

Imagem do review de Dodgeball Academia
Não atrapalhando minhas partidas está tudo bem.

Outra coisa que devemos citar é que o jogo é curtíssimo. Mesmo que aproximadamente 10h seja muito para determinados games, se considerar que Dodgeball Academia é um RPG acaba impactando. Ainda que isso seja pouco para quem jogar na maior hype do universo, ao menos a história fecha perfeitamente e abre uma gigantesca brecha para que possamos ver Otto e seus amigos em sequências. Ainda não foi confirmado se terá algo, mas a semente foi plantada.

De qualquer modo, vale também ressaltar que a trilha-sonora e o design do game acertam em cheio em ambientar os jogadores no colégio. Tudo é feito para homenagear clássicos de nossa vasta cultura geek com uma boa dosagem de queimada no meio, trazendo algo que é familiar e também inova em seus conceitos. Um grande feito, se considerarmos o desastre que alguns jogos com investimentos milionários alcançaram e aqui termos uma desenvolvedora indie.

Imagem do review de Dodgeball Academia
O designer do game está de parabéns

Se ainda formos além, Dodgeball Academia traz o que vários deles falharam: alma. Você consegue ter empatia pelos personagens, compreender as atitudes de muitos deles, incluindo do valentão Bóris. Nada está ali por acaso e quanto mais você jogar, mais você acabará imerso nessa aventura. Olha que não estou exagerando em elemento algum, teste um pouco e não terá mais volta.

Ouso dizer que ele é um dos melhores jogos nacionais já feitos, estrelando no pódio brasileiro para brilhar contra quem tem síndrome de rebaixar as coisas produzidas em nosso país. Seja para brincar e se distrair ou para dar tudo de si em partidas que tem o destino do mundo em suas mãos, com certeza Otto e seus amigos vão te impactar e te fazer pedir por uma continuação o quanto antes.

** Este texto não reflete, necessariamente, a opinião do Portal UAI.

Prós

  • Gameplay equilibrado e completamente simples
  • Humor na dose certa
  • Personagens extremamente carismáticos
  • Homenagem a muito da cultura gamer e geek
  • Trilha-sonora e design estão sensacionais

Contras

  • A versão de Switch apresentou delays e travou
  • Apesar de fechar o enredo bem, o título é muito curto
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