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Review – Door Kickers: Action Squad

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Imagem do jogo Door Kickers Action Squad

Quando moleque, jogos policiais me atraiam bastante por oferecem a possibilidade de enfrentar aquilo que eu cansava de assistir nos noticiários e via nos filmes. Ser o bonzinho da trama ou o salvador da pátria soava como genial para meu cérebro infantil e aquilo mexia com meu imaginário. A partir de tal admiração, buscava maneiras de me aproximar daquele universo. Nos games encontrava isso, como na franquia Emergency, cujo enfoque é colocar o jogador no papel de um esquadrão policial, bem como da brigada de incêndio, do pessoal do trânsito etc. Havia também opções mais trashes como Evidence, para PC.

Na verdade verdadeira, nutro mesmo uma paixão pelos simuladores, sendo o meu favorito Football Manager. Nos primórdios (voltando a área policial), Police Quest: SWAT foi daqueles que me faziam varar noites em busca da solução de um caso. Estudar a melhor estratégia para invadir uma casa ou o esconderijo do bandido me fizeram uma criança mais feliz.

Door Kickers: Action Squad trouxe um pouco disso, mesmo que em dose menor e sob outra ótica. No título, anteriormente lançado para PC e desde o final de outubro disponível para Nintendo Switch, fiz parte da ala especial da SWAT, responsável por aniquilar os bandidos da fictícia Nowhere City. Cativante, o título é uma boa opção em uma área órfã de jogos voltados ao tema. Será que deu liga?

Mãos para o alto, é a polícia!

Door Kickers: Action Squad bebeu bastante da fonte de jogos 2.5 D da estripe de Hotline Miami e Broforce. Armado até os dentes de gráficos retro super detalhados, a missão ao longo das 60 fases varia entre salvar reféns, fazer uma limpa nos bandidos do cenário, desarmar bombas e capturar o chefe do tráfico. Tudo isso, claro, sob litros de sangue.

Imagem do jogo Door Kickers: Action Squad
Com um tempo médio de cinco minutos em cada missão, a diversão é garantida.

Não lineares, os cenários são divididos por andares de prédio ou casas e possuem diversas maneiras de invasão em localidades tropicais, urbanas e até mesmo em favelas. Seja pelo telhado, pelas janelas ou chutando portas, o que inclusive dá nome ao jogo, Door Kickers possui apenas missões principais, mas oferece a possibilidade de se preocupar com tópicos secundários do estilo ‘não mate reféns’ ou ‘seja 100% preciso’ a fim de conquistar o máximo de estrelas.

Estrelas essas, somadas as pontuações finais, dão a possibilidade de melhorar status e armas. Incrementando mais o gameplay, há as Habilidades Estratégicas; adquirir mais vida, mais munição, ter um escudo e um especial são algumas das possibilidades. Quando bem usadas, mudam uma partida por vezes perdida. Usá-las é bem simples: encha uma barra matando a galera e salvando os reféns. Com seis personagens jogáveis, cada um com sua característica própria, há mais de 30 armas e equipamentos, o que adiciona diferentes ideias para a matança desvairada que rolará em Door Kickers: Action Squad.

Militar não faz bagunça: toca o zaralho

Para começar a diversão, precisa-se primeiro escolher qual estilo será adotado. Citado acima, são oferecidos seis personagens, sendo eles o Assalto (metralhadora em punhos e dá-lhe tiro), Invasor (saque a 12 e veja cérebros rolarem), Escuderia (precaução e proteção dobrada), Agente Fergie (famoso personagem balanceado), Batedor (forte como um touro, porém lento) e Oficial à Paisana (à la espião silencioso).

Imagem do jogo Action Squad: Door Kickers
Dentre as boas opções, meu preferido foi o Invasor e sua espingarda 12.

Optar por algum deles é se entregar a uma jogatina diferenciada a cada rodada. Não gostou de um? Tudo bem, logo após o game over há a chance de começar a fase com outro. O interessante aqui é que cada um terá suas armas específicas, bem como o já citado especial.

Meu ponto negativo fica para a pouca diferença entre as armas. É divertido habilitar todas elas e notar como cada uma funciona. Contudo, quando se evolui até um certo ponto, nota-se que no final das contas é tudo farinha do mesmo saco.

QAP, está na escuta?

Como você pode notar, Door Kickers: Action Squad consegue aliar pontos que considero essenciais num jogo. Outro que observei é a árvore de habilidades. Pessoalmente, detesto aquelas complexas e cheias de ideias. Felizmente, não é o caso encontrado.

Imagem do jogo Door Kickers: Action Squad
Para um rapaz chato com árvores de habilidades como eu, a simplicidade aqui é admirável.

Muito bem elaborada e com uma progressão fácil de compreender, a galera da KillHouse Games dá uma lição de programação. Com as funções muito bem resumidas e progressão sentida na jogabilidade, a função aqui é escolher o que quer e ser feliz. Como pode ser observado na imagem abaixo, deve-se escolher entre Táticas, Recarga, Escopeta, Físico e Logística.

Bacana é que a evolução não fica presa a um boneco, passando então da mesma maneira para os outros. Em poucos jogos notei isso e gostei bastante. Afinal de contas, quem evolui somos nós, não o personagem!

Lombrou! Lombrou!

Todas essas características, somadas aos modos de jogo Clássico, Torre Infinita (mate hordas de inimigos) e Invasão Zumbi entregam um resultado bem bacana, sem dúvidas. Entretanto, há alguns problemas chatinhos, resumidos na falta de um modo história e de trilhas sonoras básicas.

Imagem do jogo Door Kickers: Action Squad
Bem como a refém, somos reféns da falta de um enredo que nos faça ter envolvimento.

Me incomoda quando um jogo bom desses esquece que um roteiro cativante sempre cai bem, ainda mais quando o conteúdo é gigante e divertido. Já citei em outro review que alguns jogadores precisam lutar por algo para comprar a briga ofertada. Entendo que mesmo a partir de um enredo simples, tudo se torna mais interessante. Querem algo mais simples que Double Dragon, Contra e companhia limitada?

Sem grandes inspirações, porém sem comprometer a qualidade de uma maneira geral já que os efeitos sonoros são bem bons, coloco as músicas como simples demais. Sem serem ruins, pecam por não acompanharem a qualidade de todo o resto. Caso fosse eu o compositor, aproveitaria o clima 16 bits e adicionaria umas trilhas baseadas na época e nas séries policiais dos anos 1990.

Parabéns, 06!

Door Kickers: Action Squad é um jogo que precisa estar na sua prateleira, ainda mais no Nintendo Switch. Divertido para jogar entre amigos (tem co-op com tela dividida) ou mesmo em voo solo, possui a garantia de divertir sem compromisso, como todos os jogos devem ser.

Lembra quando a gente só queria distração por uma parcela de minutos? Então, consegue-se isso. Não há telas longas de loading e nem muita frescurada. O intuito é sentar o bumbum no sofá (ou no vaso, como preferir) e jogar, jogar e jogar.

Imagem do jogo Action Squad: Door Kickers
“Os senhores estão fazendo o seu coordenador muito feliz, senhores!”

Mesmo não sendo perfeito, deixo minha recomendação mais que positiva. Escrito logo no começo desse review, o título mexeu de leve com meu lado mais nostálgico ao oferecer novamente a chance de ser um policial. Possuindo porradaria do começo ao fim, peca em não ter enredo e cutscenes. Mesmo assim, voltarei a jogar Door Kickers: Action Squad assim que possível.

** Este texto não reflete, necessariamente, a opinião do Portal UAI.

Prós

  • Árvore de habilidades fácil de mexer e entender
  • Cenários oferecem diferentes estratégias
  • O co-op com tela dividida é nostálgico
  • Os gráficos são super detalhados

Contras

  • A falta de um modo história chateia um pouco
  • Música um tanto simplória
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