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Review – Double Dragon IV

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2017 começa absolutamente nostálgico: 27 anos após o lançamento de Double Dragon III para o Nintendinho, em 1990, Double Dragon IV é lançado preservando a identidade visual, as mecânicas e a jogabilidade da série que foi febre no 8bit da Nintendo, fazendo os gamers old school salivarem. Mas será que o jogo é tudo isso mesmo?

Fidelidade

Temos acompanhado uma série de remakes HD de jogos antigos como Duck Tales e Castle of Illusion que vêm deixando os jogos muito próximos das animações, graças à alta definição e à quantidade de frames por segundo dedicadas a cada sprite na tela. A Arc Systems, atual detentora dos direitos da série Double Dragon e responsável por séries como Guilty Gear e BlazBlue, poderia ter lançado uma sequência ou até mesmo um remake com gráficos estonteantes, mas manteve a identidade visual da série de três jogos lançados para o Nintendinho.

jogo
Se você ficar parado nesta tela, os inimigos sequer o atacarão…

Esta escolha pode parecer insana para os jogadores que já nasceram jogando em consoles baseados em gráficos poligonais e som de CD, como o Playstation e o Nintendo 64, mas para quem acordava cedinho como eu na sexta ou no sábado para alugar jogos como Double Dragon II e III antes deles sumirem da locadora e passar o fim-de-semana inteiro espancando capangas ao lado dos amigos de infância, Double Dragon IV é um colírio e uma carta de amor.

Diálogo com a série original

As principais figuras por trás de DDIV, como o diretor Yoshihisa Kishimoto, o designer de personagens Koji Ogata e o compositor Kazunaka Yamane, são nada mais, nada menos que os responsáveis pela série original no NES/Famicom. Graças a isso, estão garantidas aparições surpresa de personagens dos três jogos, com direito aos sprites originais, a inesquecível trilha sonora original e golpes que são marcas registradas da série, como o chute giratório e o agarrão com cotoveladas e joelhadas. Junto a eles, temos também referências nostálgicas constantes como o rapto de Marian em Double Dragon I e os interlúdios com cutscenes pixelizadas de Double Dragon II.

Três métodos de espancamento

versus
Muitas opções de personagens para o quebra!

DDIV apresenta o tradicional modo história em que o jogador espanca todos em seu caminho até o final do jogo e o retorno do modo versus exclusivo de DDI, que agora se chama Duel e permite o combate entre lutadores diferentes e oferece dezenas de personagens selecionáveis. É importante frisar novamente que este modo não é nada parecido com o padrão adotado após Street Fighter II, pelo contrário, ele preserva algo de torto que já havia no jogo em que ele estreou, o Double Dragon de Nintendinho (1988). O terceiro modo de jogo, liberado após a finalização do modo história, se chama Tower. Similar ao modo Survival de Double Dragon Advance (para GBA), em que o jogador encara seguidas ondas de capangas com apenas uma vida, desta vez os irmãos Lee batalham novamente com apenas uma vida subindo uma torre com um bando de capangas aguardando em cada andar.

Cadê a dificuldade?!

Abobo verde
Nem dois Burnovs com um Abobo verde salvam a dificuldade…

Todos os modos de jogo oferecem multiplayer, assim como personagens desbloqueáveis para serem utilizados tanto no modo história quanto no duelo, o que aumenta a rejogabilidade. Para quem é fã histórico da série como eu, Double Dragon IV é um prato cheio, mas mesmo assim certos aspectos destoam, como a dificuldade absolutamente abaixo do padrão Double Dragon, desde a primeira fase na qual os inimigos sequer encostam o dedo no jogador caso ele não mova o personagem, até as partes do jogo que remetem a verdadeiros suplícios como a parede que projeta tijolos e as platafomas que desaparecem associadas a engrenagens que giram e arremessam o boneco para morrer no buraco. Se nas versões originais tais desafios chegavam a frustrar, desta vez não fazem nem cócegas, chegando a parecer que estão ali apenas como um lembrete, um aceno para o passado e não como obstáculos pensados para dificultar a vida do jogador.

A jogabilidade, porém, além de manter boa parte dos golpes originais, traz novidades como uma cabeçada em parafuso ascendente ao estilo Dhalsim e a melhor de todas, a possibilidade de montar combos associando golpes violentos como o gancho e a joelhada voadora com outros golpes, sofisticando o gameplay.

Nostalgia à parte…

Sim, é delicioso jogar um jogo inteiramente baseado em uma das minhas séries prediletas de um dos meus consoles prediletos, com direito a aparições especiais, referências e detalhes cuidadosamente inseridos, porém, o desbalanceamento da dificuldade associado ao novo conjunto de ataques à disposição do jogador torna a experiência um pouco aquém da esperada. Por fim, ao contrário da épica batalha contra o chefão final de DDII, as irmãs Okada de DDIV são pouco carismáticas e nem mesmo intimidam o jogador.

** Este texto não reflete, necessariamente, a opinião do Portal UAI.

Prós

  • Identidade audiovisual agrada quem viveu e curtiu a era 8bit
  • Novidades interessantes no gameplay
  • Modo Tower

Contras

  • Dificuldade frouxa
  • Chefonas finais insossas
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