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Review – Eyuden Chronicle: Rising

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Imagem do review de Eyuden Chronicle: Rising

Se há uma força excepcional em esconder segredos e tesouros, está com certeza é a força do tempo. E em Eyuden Chronicle: Rising, nossa função é escavar os montes de terra que o tempo lançou sobre esses segredos rúnicos e despertar uma magia maior do que se imaginava. Em uma história que precede Eiyuden Chronicle: Hundred Heroes.

Juntos de CJ, Garoo e Isha, vamos explorar os montículos rúnicos, antigas ruínas de poderes místicos habitadas por monstros, bandidos e tesouros! Isso enquanto ajudamos a cidade de Nova Nevaeh a expandir e se aprimorar cada vez mais. Um RPG bem aos moldes clássicos, mas com seu próprio tempero, mas que poderia ser mais marcante.

Capacete de segurança na cabeça e picareta na mão

Nossa protagonista em Eyuden Chronicle: Rising é a jovem caçadora de tesouros CJ, descendente de uma grande família de caçadores de tesouro. Para provar seu valor, ela saiu de casa aos 15 anos em busca de um tesouro ainda maior que o de seu pai, afim de provar seu valor e habilidade a sua família.

Eyuden Chronicle: Rising
Pode ir passando essa lente para cá amigão!

Com isso CJ chega a cidade de Nova Nevaeh, que está brutalmente arrasada após o surgimento dos montículos rúnicos, antigas ruínas recheadas de tesouros. Afim de fazer fama e fortuna, inúmeros aventureiros se reuniram no local. A cidade vem sofrendo uma grande pressão entre locais e aventureiros, já que após o terremoto, a situação ficou amarga para todos.

Assim CJ conhece Isha, prefeita interina e filha do antigo prefeito, que sumiu após certos eventos. Isha diz a CJ que para vasculhas os montículos é necessário uma licença de aventureira. O preço é de 100.000 baquas – moeda do jogo – ou preencher um cartão de carimbos de tarefas dos habitantes locais.

Se juntando mais a frente ao homem fera Garoo, Cj também irá contar com a a ajuda de Isha, enquanto se aprofundam ainda mais em seus objetivos próprios. Além de reconstruírem a cidade lentamente, ver o local prosperar e desvendar um antigo mistério sobre um poderoso feiticeiro maligno e uma maldição chamada “Sofrimento”.

Eyuden Chronicle: Rising
Muitos NPCs que aparecem em Eyuden Chronicle: Rising, voltarão em outros jogos

Moça, por favor, solta a minha mão!

Eyuden Chronicle: Rising é um RPG simples e de fácil compreensão do que se fazer. Com a party de heróis curta com apenas três personagens e mecânica de combate simples, o jogo deveria ser de vento e polpa, mas não é o que ocorre aqui. Um dos meus grandes problemas com Eyuden Chronicle: Rising é o quanto o jogo gosta de te levar pela mão.

A história se da em capítulos, com cada um deles sendo anunciado de forma maçante e pomposa demais para algo tão simples. Além de longos diálogos que se arrastam mais do que deveriam, fazendo com que cada volta a cidade se torne uma tarefa hercúlea. A ideia do cartão de carimbos também é uma faca de dois gumes aqui.

A ideia é genial, fazendo com que o jogador se empenhe em melhorar Nova Nevaeh cada vez mais, assim aumentando a qualidade de seus itens, acessórios e outros comércios dentro do jogo. Mas o avanço certas vezes é tão lento e pouco satisfatório que pode acabar fazendo com que muitos jogadores deixem de lado as side quests necessárias para se adquirir tais carimbos.

Eyuden Chronicle: Rising
Primeiro foram trinta, agora são cinquenta!

Eu adorei a ideia da expansão da cidade, porém o método aplicado é maçante e taxativo. Além do mais as próprias dungeons chegam a ser pouco atraentes para o jogador, uma vez que o grind em Eyuden Chronicle: Rising é razoavelmente fácil caso faça todas as missões e visite as dungeons com frequência.

Nem tudo está perdido

Dito isto, os cenários de Eyuden Chronicle: Rising são muito bem feitos e detalhados. Dando uma estética limpa e direta, não é meu favorito, mas aprecio. O sistema de combate também é bem direto e simples, algo que achei bem interessante. Sendo um combate direto, sem turno onde cada botão entre quadrado, triangulo e circulo controla um dos personagens.

Além de ter o sistema de ataque vinculado, onde ao acertar o tempo, você pode alternar entre os personagens e criar combinações poderosas. Começando com ataques rápidos de CJ, uma magia de Isha e finalizar com um ataque esmagador de Garoo. Fazendo com que até bosses sejam um passeio no parque.

Eyuden Chronicle: Rising
Esmagador na medida certa!

Porém, mesmo com o ataque vinculado e habilidade especiais de cada personagem, Eyuden Chronicle: Rising é um prequel bem raso e pouco marcante em todos seus aspectos. As personagens por mais interessantes acabam sendo rasas e pouco exploradas a fundo e há pouca interação e mudança no passing do jogo ou combate pelo jogo todo.

O jogo possui momentos onde é divertido jogar e evoluir a cidade, mas a constante interrupção corta totalmente a onda do jogador. É um jogo como Alundra 2, é um tipo de jogo 8 ou 80, onde você conhece o título original e a nem sabia que havia uma sequência ou prequel. Ou você ama, ou você deixa de lado.

** Este texto não reflete, necessariamente, a opinião do Portal UAI.

Prós

  • Sistema de avanço da cidade
  • Cenários belos
  • Sistema de combate intuitivo e fácil
  • Narrativa interessante

Contras

  • Repetitivo demais
  • Pouca liberdade ao jogador
  • Poucos personagens e itens
  • Reciclagem de inimigos e locais
  • Trilha sonora inexistente
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