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Review – Gungrave VR

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Como fazer um review de jogo ruim? Difícil começar, pior ainda terminar. No mundo da realidade virtual temos algumas excelente experiências, assim como outras que nem dá pra chamar de jogo. Quando isso ocorre, eu fico imaginando como os desenvolvedores tem coragem de lançar jogos tão ruins no mercado. Cadê o bom senso nessas horas? Vale tudo, até ignorar o feedback do setor de qualidade? Aparentemente sim, na maioria dos casos.

Gungrave foi lançado originalmente para PlayStation 2, em 2002. Um shooter em terceira pessoa que fez tanto sucesso na época que virou anime, lançado no ano seguinte. Um VR de um jogo / anime de sucesso não poderia dar errado, poderia?

Comecei a jogar, agora termino

Com Gungrave VR eu esperava uma boa experiência, junto de uma história complexa e interessante. Mas o que encontrei foi um jogo de míseros 50 minutos, cujo a história não tem pé nem cabeça. A desenvolvedora Iggymob simplesmente errou a mão do início ao fim, a começar pelos frequentes e intermináveis loadings.

A jogabilidade segue a fórmula básica de qualquer shooter VR: você anda por uma área ínfima mirando com a cabeça em inimigos, enquanto eles atiram em você. Se você lembrar dos antigos arcades onde ficávamos mirando em tudo que aparecia na tela, entenderá o gameplay. Em alguns momentos o jogo alterna para um modo grotesco em primeira pessoa, que deixa a jogatina ainda mais estranha.

Imagem do jogo Gungrave VR
Gráficos ultrapassados? Check!

Grave é um cara estiloso, com um caixão nas costas e um par de armas descoladas. Seu caixão vira uma arma mortal e gera até movimentos interessantes, mas é uma tentativa pífia de turbinar o protagonista num estilo à lá Dante (de Devil May Cry). Seus inimigos surgem do nada e são dizimados de forma idêntica em praticamente toda a sequência do jogo. Embora os movimentos da cabeça funcione como mira, os comandos são confusos e muito imprecisos. A variedade de modos de tiro e os ditos especiais são de péssimo gosto e simplesmente inócuos quando utilizados. Andar pelo cenário, disforme e quadrado, é sofrível e sem nenhum objetivo.

No final das desesperadoras fases temos chefões que, apesar de serem até interessantes, não possuem razão de estarem ali. Você os enfrenta ao melhor estilo Robocop, mexendo sua cabeça para tentar mirar neles enquanto miramos também em seus projéteis. Funciona, mas é bastante incômodo.

Imagem do jogo Gungrave VR
Eba, um chefão nada interessante pra enfrentar.

Como ficaram os gráficos e os sons? Gungrave VR é uma negação em tudo isso. O nível de imersão com a realidade virtual é completamente inexistente, impedindo qualquer empolgação com a aventura. Quanto aos sons, passam longe de impressionar ou mesmo fazer uso de tecnologias atuais como o Dolby Atmos.

Este é um jogo fadado ao esquecimento. Daqueles que encontraremos fácil em uma liquidação, custando o preço de um salgado. Com todo respeito àqueles que investiram tempo e dinheiro na produção, este game é um exemplo a não ser seguido. Uma experiência que ninguém merece ter

** Este texto não reflete, necessariamente, a opinião do Portal UAI.

Prós

  • O protagonista

Contras

  • Curto e ruim
  • Sem pé nem cabeça
  • Sons e gráfico do século 15
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