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Review – James Cameron’s Avatar: The Game

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Antes de escrever esta análise, eu fui ao cinema assistir o filme. Avatar me divertiu bastante durante suas longas 3 horas de duração. É um filme bonito, com uma boa história e computação gráfica de cair o queixo (ainda mais em 3D). Tanto que em nenhum momento senti que estava vendo bonecos azuis na tela. Os Na’vi parecem existir de verdade, com expressões faciais e realismo jamais visto no cinema. Mas infelizmente, o jogo não corresponde à altura da obra cinematográfica.

Avatar: The Game tropeça na experiência que tenta propor ao jogador. A começar pela falha na história, que deveria ser uma prequência mas acaba narrando os mesmos momentos vistos no filme. A própria introdução do jogo é idêntica: você acorda do stasis (hibernação), passa pelo campo de treinamento e faz seu primeiro link ao corpo de um Na’vi. A interação com o jogo começa ao escolher um entre 12 personagens em suas duas formas (humano e Na’vi).

Na pele de um soldado humano da RDA, sua missão consiste em objetivos simples como contatar pessoas, defender uma base, resgatar fulano, explorar o planeta Pandora e eliminar ameaças alienígenas. Para isso, você dispõe de várias armas, veículos (terrestres e aéreos) e habilidades. As habilidades se dividem em quatro: ficar invisível, recuperar a energia, explodir uma bomba ultra sônica e correr mais rápido. Jogando como um Na’vi, você faz uso de armas indígenas (lanças, bastões, arco e flecha), veículos animais (de montaria e alados) e habilidades semelhantes a dos humanos. O game oferece também um sistema de evolução por pontos de experiência, que permite fazer upgrade destas habilidades e adquirir novas armas e armaduras.

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Depois de 4 a 5 horas de jogo, você terá que fazer uma escolha: lutar ao lado dos humanos ou defender os Na’vis. Se você optar por lutar com os humanos, o que você terá é um shooter genérico sem fim. Sendo um Na’vi, o jogo vira um hack and slash. O problema é que os controles do Na’vi não funcionam tão bem quanto o dos humanos. Os combos são lentos e um tanto travados, sendo difícil eliminar inimigos em grande número – a não ser que você fique à distância atirando flechas. Fazer esta escolha é realmente difícil, pois não há equilíbrio entre as raças. Os humanos estão em maior vantagem, apesar da infeliz ausência da trava de mira no alvo.

O planeta de Pandora é bonito, colorido e rico em detalhes. E neste quesito o jogo esbanja qualidade gráfica. Além de explorar suas vastas áreas, o jogador pode escanear coisas como plantas para adicionar dados na Pandora-Pedia, uma enciclopédia in-game com informações sobre tudo que existe neste universo (fauna, flora, etc). Um conteúdo interessante, mas sem muito apelo. Devido à grande proporção do mapa, o jogo oferece máquinas de teletransporte (GMI) para se deslocar entre as áreas. E quando a sua energia e munição estiver baixa, só passar perto de uma estação de recarga (A-POD). Ou seja, é difícil morrer no modo de campanha.

No multiplayer, há cinco modos de jogo: “Team Deathmatch”, “Capture the Flag”, “Capture and Hold”, “King of the Hill” e “Final Battle”. Este último consiste em destruir pontos táticos do inimigos o mais rápido possível. Todos os modos se dividem em dois times (RDA e Na’vi), com até 8 jogadores para cada lado.

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Avatar: The Game poderia ter dado certo, mas caiu no erro comum das missões repetitivas e que não empolgam. Nem o minigame de estratégia Conquest Mode segura o interesse pelo jogo. É perceptível também a falta de capricho na modelagem dos Na’vis, que são horrorosos se comparados à qualidade dos personagens humanos, que por sua vez são medianos. Já os cenários são caprichadíssimos e, se você tiver uma tela 3D (ou o GeForce 3D Vision da NVIDIA, para jogar no PC), poderá desfrutar da tecnologia estereoscópica que o jogo suporta – balas passando perto da sua orelha, literalmente.

É uma pena que a história do jogo não adicione nada ao universo criado por James Cameron. Aliás, se você ainda não viu o filme, não jogue o game, pois ele entrega várias surpresas da trama. E, se você viu o filme, melhor guardar esta lembrança do que estragá-la com o game.

** Este texto não reflete, necessariamente, a opinião do Portal UAI.

Prós

  • Cenários bonitos
  • Efeito estereoscópico 3D

Contras

  • Missões repetitivas
  • História cronologicamente confusa
  • Não há sistema de trava de mira
  • Péssimo controle do Na'vi
  • Conquest mode é inútil
  • Multiplayer não empolga
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