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Review – Jamestown+

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Antes de começarmos, vou puxar um pouco a memória de vocês. Anos 90, seja com um Atari em casa, NES, SNES, Mega Drive, qualquer um desses serve. Controle na mão, uma nave na TV. Milhares de inimigos, um mundo a salvar e monstruosos inimigos que exigiam mais do que 100% da sua capacidade. Isso te traz lembranças? Se sim, Jamestown+ é um título que você tem o dever de experimentar e reviver todos estes momentos.

Você pode acreditar que o gênero está até defasado, já que na nova geração isso nem chega a aparecer. Porém, poucas desenvolvedoras ainda mantém a chama viva e trazem frotas inimigas voando por toda a tela, monstros espaciais enormes destruindo tudo e você novamente na frente disso, com o joystick preso nas mãos e apenas uma missão a cumprir: destruir tudo em seu caminho.

Voe sozinho ou com amigos

Poderia comentar vários aspectos da história, mas vamos ser sinceros, quantos que jogam um título desses procuram por um ótimo enredo? A premissa básica é simples, você está na colônia britânica de Marte em pleno Século XVII e escapou de uma execução orquestrada por seu próprio rei. Para limpar seu nome, você desbrava o que é chamado de Novo Mundo, enquanto forças malignas ameaçam várias vidas.

Imagem do jogo Jamestown+
O jogo pode ser simples, mas as mecânicas são de quebrar

Você inicia o game com uma nave básica, que se limita apenas aos tiros e ao raio energizado que corre em linha reta. Não poderia começar de forma mais clássica, fazendo a nostalgia te consumir fortemente. A partir daí você desbloqueia novas naves conforme avança nas missões e compra equipamentos para personalizar na Shoppe. No geral, são cinco fases principais, com a adição de The Moons, que te traz novas missões e os desafios de The Gauntlet.

Parece pouca coisa, mas devo te alertar: você não sabe com o que está lidando. Cada uma delas tem cinco graus de dificuldade, com uma gama assustadora de inimigos diferentes e que aparecem se intercalando aos que já enfrentou. Imagina olhar para a tela e ver tanto tiro que não há escapatória? Isso é no nível mais fácil. A partir dali é um abraço para se agarrar à habilidade e ao potencial da nave para encontrar seu caminho.

Mas dá pra fechar o jogo apenas jogando na menor dificuldade? Não. A quarta fase só fica disponível se você jogou as anteriores no nível Difficult e a quinta apenas se terminou as demais quatro no nível Legendary. O que você não sabe é, como o bom game retrô que ele é, incentiva você a chamar um amigo para o trabalho dos dois conseguir chegar no grandioso fim. Jamestown+ é um título que prestigia os mais habilidosos e os que contam com os companheiros.

Imagem do jogo Jamestown+
Chegar ao fim sozinho é apenas para os mais fortes.

Se não está em nenhum destes lados, infelizmente você parará no meio. A dificuldade absurda te força a seguir a opção co-op, como cada nave possui uma força e uma fraqueza, amigos se cobririam com mais facilidade. Porém isso pode desmotivar de forma cruel os casuais, que poderiam buscar no jogo apenas algo nostálgico para relembrar os bons tempos.

Jamestown+ é pura nostalgia

Devo também falar que o level design está muito bem trabalhado, assim como a quantidade diferente de inimigos que você enfrenta. Sua atenção precisa se redobrar em mil, as mudanças de cenários também trazem confusão, você nunca sabe de primeira quem é parte do visual e quem está ali para te matar. Não sei se foi apenas impressão minha, porém ele em alguns pontos lembra bastante o visual Metal Slug, seja pelo estilo pixel ou pelos personagens que aparecem enquanto você destrói tudo.

Imagem do jogo Jamestown+
As fases são lindas e os inimigos são desafiadores

Apesar da premissa co-op, Jamestown+ não tem opções online. Para dizer que ele não utiliza a internet para nada, há uma leaderboard que te mostra a pontuação obtida e seu ranking dentro dela. Como ainda não possui muitos jogadores, todos estão dentro do top 1.000 com o ranking Prata ou Ouro. A versão para Nintendo Switch também não utiliza nenhuma função com o touchscreen, o que é muito compreensível para o gênero.

A versão Plus tem algumas adições que a original de 2011 não recebeu. Um exemplo são novas naves, que se unem ao hall das quatro principais e as novas fases de The Moon que estendem a gameplay. Além disso, a trilha sonora foi melhorada pelo compositor Francisco Cerda, que trabalhou também em Gunpoint.

Imagem de Jamestown+
De online o jogo só possui a leaderboard

A Final Form mostrou muito empenho e paixão com o título, demonstrando que esse gênero de jogos ainda está vivo e não vai a lugar algum. Divagando um pouco, chega a ser triste ver que certas tendências são abandonadas pelas produtoras em prol de seguir o que mais está gerando dinheiro. Claro que elas precisam sobreviver, mas existe uma grande parcela de jogadores que foram abandonados nesse caminho que esperam jogos como esse para voltarem a ter uma nova aventura no videogame.

Jamestown+ é um excelente título que, apesar da sua dificuldade acentuada, traz o melhor do gênero para a nova geração e traduz aos novos jogadores como era a experiência que tivemos nos anos 90. Junte seus amigos, pilote, enfrente as armadas inimigas, derrote os chefões e desvende o que ameaça a galáxia no maior estilo retrô e, de quebra, garante bons momentos com seu pessoal como era antigamente.

** Este texto não reflete, necessariamente, a opinião do Portal UAI.

Prós

  • Acerto direto na nostalgia
  • Level Design sensacional
  • Inimigos variados e desafiadores
  • Incentivo ao co-op

Contras

  • Fases muito difíceis para casuais
  • Ausência do modo online
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Raju
Raju
2 anos atrás

É sim um jogo muito bom do gênero, mas o que mais me impressionou nesse jogo é sua incrível trilha sonora, especialmente a do quinto estágio!

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