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Review – Last Year: Afterdark

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last year afterdark attack bg

Enfim, o ano letivo chega ao fim em Last Year: Afterdark, com todos voltando para casa ao final da última aula, ou é o que pensavam. Imediatamente, seis jovem se vêem presos dentro das imediações da escola, que parece ter sido reforçada para evitar a fuga. Enquanto correm contra o tempo para escapar deste local, quatro demônios espreitam pelas sombras dos corredores, jardins e parapeitos, esperando o momento certo para clamar as jovens vidas dos estudantes.

Last Year: Afterdark é o retorno do jogo da Elastic Games após a queda da Discord Store, loja onde o jogo foi lançado originalmente de forma exclusiva. Agora, após quase um ano, o jogo abandona o subtítulo The Nightmare e se torna episódico. Porém, serão as mudanças apenas no nome? Uma vez que o título também mudou de “plataforma” completamente, é de se esperar que os problemas tenham sido melhorados e que o horror seja proporcionado pelos monstros e não pelo jogo em si.

Última chamada

À primeira vista, Last Year: Afterdark não parece ser muito diferente de The Nightmare. O jogo funciona de forma muito semelhante a Dead By Daylight, em que uma parte dos jogadores controla os sobreviventes e um jogador controla o monstro que os caça. Com um foco grande em referências aos clássicos do horror, Last Year traz uma representação interessante do gênero em suas homenagens, mas ainda não tanto quanto Dead by Daylight.

Imagem do review de Last Year: Afterdark
Não foi dessa vez.

Nesta nova versão, Last Year revela que será um jogo episódico, com cada novo episódio sendo uma nova temporada. Contando com um elenco de seis sobreviventes e quatro chamados “Fiends” (que são as criaturas), Last Year tenta reviver os clássicos. Do lado dos sobreviventes temos o nerd, o valentão, a patricinha, a garota de aparelho, o  aluno transferido e o descolado. No lado dos monstros temos o Strangler, um veterano insano; Slasher, o zelador da escola que usa um machado; Giant, um fugitivo da prisão; e uma aranha gigante.

Do mesmo modo como sua antiga versão, o grande problema de Last Year: Afterdark é a falta de um tutorial. Logo de inicio somos apresentados agora a duas opções, sendo elas sobreviver e matar. Caso escolhamos sobreviver, seremos direcionados a uma tela em que podemos personalizar e escolher o estudante que queremos controlar. Caso optemos por matar, somos direcionados a tela em que podemos ver os monstros e os personalizar também, mudando skins e emotes.

Monstros e alunos possuem suas próprias skins, além do que as armas dos alunos também possuem skins, cheias de referências. Para libera-las, os jogadores devem acumular uma moeda in-game que é ganha após cada partida, chamada de Stash Cards. Posteriormente, skins podem ser desbloqueadas no Arcanum, uma árvore de habilidades semelhante à Teia de Sangue de Dead by Daylight. O Arcanum utiliza moedas chamadas de Tokens, e ações in-game para libertar magias que podem ser usadas pelos sobreviventes.

Imagem do review de Last Year: Afterdark
30 minutos para montar uma partida!

Já para a detenção

O gameplay mantém-se em grande parte semelhante ao seu antecessor. Assim, os jogadores devem se unir para cumprir objetivos, ao mesmo tempo em que evitam armadilhas  e se unem para impedir os ataques dos monstros. Juntamente com o sistema de perfis, os sobreviventes se dividem entre Assault, Medic, Scout e Technician, o que pode gerar uma boa sinergia entre jogadores, mas que raramente ocorre. No entanto, o jogo é razoavelmente desproporcional para o lado dos monstros, uma vez que estes morrem bem facilmente, caso sejam cercados.

Para se locomover de maneira mais eficiente, os monstros podem entrar em um modo de teletransporte, por assim dizer. Desta forma, eles podem cobrir grandes distâncias em pouco tempo, mas não podem aparecer caso estejam próximos demais ou á vista dos sobreviventes. Caso o jogador não saiba como utilizar o monstro de maneira eficiente, o mesmo será totalmente ineficaz. Principalmente, caso seja cegado: uma vez que isso ocorra, pode desistir, a probabilidade de que o monstro será derrotado é imensa.

Imagem do review de Last Year Afterdark
Tô nem ai mano, vou é meter o pé!

A maior novidade em Afterdark, sem duvida alguma, é Spider, a aranha gigante que veio com o novo capitulo e Raj, o novo sobrevivente. A maior diferença de Raj é seu vestuário (e skins), nada além disso. Spider, por sua vez, possui um cuspe ácido como habilidade principal, que desacelera e causa dano com o tempo. Além disso, a criatura tem o poder se esconder em buracos – que, diga-se de passagem, são gritantes e facilmente evitáveis – para realizar mortes instantâneas.

Fila indiana longa

Sem duvida alguma, o maior defeito de Last Year: Afterdark é seu sistema de matchmaking. Além de sofrer de longas esperas, existem dois fatores que tornam o jogo, digamos, injusto. Primeiramente: caso o jogo seja em party, ou seja, você com seus amigos, após a partida, tokens e stash cards não serão obtidos. Assim sendo, não há progresso na compra de skins e no Arcanum.

Last Year Afterdark Gamerview 04
Chega ai, hora de desbaratinar aquela ideia.

Em segundo lugar, toda partida, na realidade, tem sempre como host o jogador que controla o monstro. Isso torna tudo extremamente injusto pois, caso o jogador controlando o assassino note que irá perder, ele pode simplesmente desistir da partida. Caso isso ocorra, os jogadores são expulsos da sessão e não ganham nada, ou seja, temos aí um grande tempo desperdiçado.

Esses dois fatores tornam a experiência toda em algo frustrante e o sistema de matchmaking acaba sendo bem arrastado. Isso mostra que um modo PvE ou um modo de treino/aquecimento são elementos que fazem muita falta.

Após meses de trabalho em relação ao lançamento do projeto original, Last Year ainda mostra que é um Left 4 Dead bem pouco polido. O jogo é pouco balanceado, o sistema do Arcanum é bem demorado para ser explorado e o jogar em party é uma desvantagem…  são muitos problemas. Entretanto, não são nada que não possa ser solucionado, com empenho e dedicação. A Elastic Game pode criar um jogo ainda mais divertido e que faça os monstros serem assustadores e não o jogo em si. O segundo episódio parece já ter sido confirmado na pagina do Steam do jogo, ainda sem nome. Com isso, ficamos na espera de servidores mais estáveis, novos personagens e demônios além de partidas mais rápidas.

** Este texto não reflete, necessariamente, a opinião do Portal UAI.

Prós

  • Personagens interessantes
  • Monstros interessantes

Contras

  • Gameplay repetitivo
  • Pouco divertido
  • Atmosfera de horror inexistente
  • Longas esperas para jogar
  • Arcanum confuso e desnecessário
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