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Review – LEGO Marvel Super Heroes 2

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Eu sou Groot!

Mais um mês e mais um jogo da franquia LEGO é lançado. Dessa vez não é nada baseado em um filme, como foi com Lego Ninjago, mas sim a sequência direta de um dos títulos mais divertidos feitos pela desenvolvedora Traveller’s Tales.

Claro que basicamente o game é mais do mesmo, afinal a fórmula não muda muito: explore os mapas, bata nos inimigos, desvende uns puzzles simples e chegue no chefão. Não há muito desafio, como sempre, mas isso pode ser relevado se pensarmos que a franquia é voltada para o público infantil.

Kang, o Costureiro

A história aqui é completamente original, bem divertida e com muito bom humor, marca registrada LEGO. Kang, O Conquistador, resolve cortar caminho e conquistar todas as dimensões de uma vez só. Para isso ele usa o cristal Nexus e forma uma cidade chamada Chronopolis, que reúne pedaços de diversas dimensões e eras do universo Marvel.

Claro que nessa brincadeira ele acaba juntando os mais diferentes heróis de diferentes eras e mundos em um mesmo ambiente, e aqui está a graça de LEGO Marvel Super Heroes 2. A quantidade de personagens jogáveis é imensa, acredito que o maior número já reunido pela TT Games e isso é sensacional.

Imagem do jogo Lego Marvel Super Heroes 2
Cheguei chegando…

Temos vários heróis e vilões da Terra e até de fora dela, sem contar versões diferentes do mesmo personagem, como os vários Homem-Aranha (Peter Parker, Miles Morales, 2099, Gwen-Aranha, etc). Também aparecem muitos outros que ganharam destaque nos quadrinhos e nos cinemas nos últimos anos, como a Capitã Marvel, o Pantera Negra, o Doutor Estranho e, é claro, os Guardiões da Galáxia.

Mundo diversificado

O mundo aberto é bastante grande e variado, e essa variação se dá principalmente por causa da forma como foi construído por Kang. Além das 20 fases principais existem muitas outras opcionais que permitem o desbloqueio de novos itens e personagens, como é tradição. Os variados cenários passam por uma Nova Iorque alternativa nos anos 50, o velho oeste e até mesmo o Egito antigo. Tudo isso faz parte da colcha de retalhos que torna Chronopolis muito divertida.

O que pode decepcionar um pouco é o fato de que os maiores vilões não dão as caras. A produtora optou por utilizar em sua maioria aqueles que estão no segundo escalão, como Homem-Coisa, Ego – o Planeta Vivo e Modok.

Imagem do jogo Lego Marvel Super Heroes 2
Sai fora! Ninguém toca nos cabelos dela.

Algumas ausências mais sentidas por mim foram do Magneto e do Dr. Destino, e acredito que isso aconteça devido ao fato da disputa entre a Marvel e a Fox, detentora dos direitos cinematográficos do Quarteto Fantástico e dos X-Men. Claro que a Disney não confirma, mas cada vez fica evidente um certo “boicote” a esses personagens para que não seja feita propaganda para a concorrente.

Mesma jogabilidade, novos bugs

Como já falei no começo deste texto, a fórmula dos jogos LEGO muda muito pouco de um para o outro e raramente há algo novo além da história. Como de costume, a maior diversão se dá quanto jogamos o modo cooperativo com alguém, e isso também não mudou.

Dessa vez até existe uma novidade na forma como podemos interagir. Em certos momentos itens e objetos podem viajar no tempo, abrindo passagens e criando novas formas para derrotar os inimigos. O modo de criação de personagens também é bem completo e dá para perder bastante tempo nessa parte, que é muito divertida.

Infelizmente, um velho problema apareceu de novo: a queda do frame rate. Em várias partes isso acontece, não sei se a engine já está defasada ou mesmo se há uma falta de cuidado na hora do desenvolvimento. O fato é que esse problema continua existindo e, especificamente neste jogo, aparece com mais frequência.

Imagem do jogo Lego Marvel Super Heroes 2
Eu sou Groot!

Isso não quer dizer que não existam novos bugs. Como bem falou Carlos Aquino, colaborador do Gamerview: “os jogos LEGO sempre são muito parecidos, só mudam os bugs”. Desta vez esses bugs aparecem aos montes. Personagens andando no céu, outros travados no cenário e até inimigos que simplesmente desaparecem. Os erros surgem aos montes, em sua maior parte quando estamos em Chronopolis.

Visual super caprichado

Esses problemas comprometem em certas partes, mas em compensação não dá para reclamar dos gráficos de LEGO Marvel Super Heroes 2. O visual foi muito bem construído, cheio de detalhes e efeitos de sombra e luz. Eu só tenho elogios, pois dá gosto ver como a franquia evoluiu nesse quesito.

Por falar em visual, o de cada personagem se baseia acompanhando o momento dele. Por exemplo: a armadura que o Hulk usa, inspirada no último filme do Thor (Ragnarok), e os já citados uniformes variados do Aranha.

Imagem do jogo Lego Marvel Super Heroes 2
Aqui de boas, dando um rolê na Maria Fumaça.

Os efeitos sonoros também merecem ser elogiados e seguem os gráficos com uma linha bem atual. Podemos ouvir as músicas de trilhas sonoras que fazem bastante sucesso, como a de Guardiões da Galáxia vol. 2. Gostei também das dublagem em PT-BR, que foi de responsabilidade da Maximal Studio; mais um excelente trabalho dos caras, que nada deixa a desejar em relação às vozes originais.

No fim, LEGO Marvel Super Heroes 2 é obrigatório para todo fã dos bonequinhos, principalmente para quem puder desfrutar das horas de jogatina ao lado de um filho ou um sobrinho. Apesar de todos os problemas, a diversão e a fidelidade dos personagens fala mais alto, compensando os erros de desenvolvimento e a falta de alguns outros heróis e vilões que poderiam muito bem aparecer e ter destaque.

selo nuuvem

** Este texto não reflete, necessariamente, a opinião do Portal UAI.

Prós

  • História divertidíssima
  • Muitos personagens. Muitos mesmo!
  • Ótimos efeitos visuais

Contras

  • Jogabilidade batida
  • Queda de frame rate em vários pontos
  • Muitos bugs novos
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