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Review – Light Fingers

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Você gosta de uma noitada de jogos de tabuleiro com os amigos e possui um Switch? Então Light Fingers é uma boa pedida pra você! Desenvolvido e publicado pela desenvolvedora indie canadense Numizmatic, este exclusivo de Nintendo Switch mistura os gêneros Party, Board Game e Plataforma utilizando uma mecânica que cria suas fases de forma aleatória, oferecendo um bom desafio para quem procurar passar um tempo jogando com os amigos.

Light Fingers acontece em um tabuleiro mágico controlado pelo tempo, com jogadas baseadas em turno e ação em tempo real, incluindo oportunidades tortuosas que desviam os jogadores do caminho correto. O objetivo é simples e um só: conseguir mais loot que seus adversários. Amigos entre ladrões? Muita coisa pode dar errado.

Tabuleiro para dois ou mais

O jogo oferece dois modos principais: Board Campaign e Dungeon Rush. No primeiro só é possível disputar partidas em multiplayer local de 2 a 4 jogadores, sem a possibilidade de singleplayer. Neste modo podemos jogar com as regras padrões ou criar uma partida personalizada, indo desde o tamanho do tabuleiro até o limite de turnos. A missão é roubar quatro cofres sem serem pegos pelos guardas e levar o loot de volta para o campo dos ladrões.

A ação acontece em um tabuleiro estratégico com fases em plataforma, requisitando que o jogador de fato pense bem antes de suas jogadas, assim como o gênero exige quando jogado offline. Os movimentos no tabuleiro são traiçoeiros, já que cada casa nele fica escondida e só são reveladas ao passar por cima delas. Nunca se sabe quando irá cair em uma rua, um edifício pra roubar ou em uma torre para iniciar uma dungeon. Ao roubar um edifício, você ganha um cofre. Ao completar uma dungeon, você ganha dois cofres.

Imagem do jogo Light Fingers
O visual é simplório, mas adequado pra proposta do jogo.

Quando se rouba algo, os guardas são chamados para prender os jogadores. Eles irão persegui-los por um determinado número de turnos que depende de quantos lugares foram roubados, desistindo após esses turnos passarem. No máximo quatro esquadrões de guardas o perseguem e há apenas duas maneiras de ganhar: levando o máximo de cofres para o covil dos ladrões ou vendo quem está com as melhores estatísticas ao acabarem as jogadas.

Parece complicado, mas Light Fingers exige apenas bastante atenção dos jogadores. Pode-se dizer que é um modo de jogo pra nicho, criado pra quem aprecia jogos de tabuleiro mais estratégicos e que queiram curtir a mesma experiência no console com quatro joy-cons. Mas aprender as regras não é nenhum bicho de sete cabeças.

Imagem do jogo Light Fingers
Escolha muito bem quais cartas irá utilizar contra os outros jogadores.

Cadê a chave?

O modo Dungeon Rush, que também oferece multiplayer local de 2 a 4 jogadores, é o único que pode ser jogado sozinho. Neste modo o jogo funciona mais como plataforma, promovendo a correria entre os participantes enquanto se escapam de armadilhas. O objetivo é abrir portas com chaves para adentrar as torres, sendo que cada porta representa quatro níveis de dungeons. Um modo um tanto sem graça, mesmo com os níveis sendo gerados aleatoriamente e a dificuldade elevada.

Light Fingers é bastante desafiador, dando ao jogador apenas três vidas: morre se levar três danos ou cair para o infinito, no melhor estilo Super Mario. No início, além do tutorial, temos todo o tempo do mundo para se acostumar com as regras do game. Mas um passo demorado é o suficiente para perder para os oponentes.

Imagem do jogo Light Fingers
No Dungeon Rush, corra como se não houvesse amanhã.

O visual cartoon, ainda que minimalista, funciona perfeitamente para a proposta e à tela do Switch. Os efeitos sonoros são engraçados e a trilha sonora é caprichada, com músicas que acompanham a intensidade e imersão das partidas, porém elas caem na repetição muito rápido.

Apesar de misturar três gêneros diferentes, Light Fingers tá mais para Board Game do que os outros gêneros. Com isso em mente, posso afirmar que ele não é o jogo mais apropriado para uma jogatina descompromissada entre amigos. Apesar de não ser complexo como outros jogos semelhantes, como Hand of Fate 2, ele exige tempo para aprender. Se nem você ou os seus amigos se importarem com isso, este título certamente vale a conferida.

** Este texto não reflete, necessariamente, a opinião do Portal UAI.

Prós

  • Visual charmoso e bem polido
  • Trilha sonora caprichada
  • Multiplayer divertido

Contras

  • Dungeon Rush não empolga
  • Com o tempo, a trilha fica repetitiva
  • Faltou conteúdo singleplayer
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