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Review – Mortal Kombat Legends: A Vingança de Scorpion

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Imagem de fundo do review de Mortal Kombat Legends

Vimos de tudo nos filmes de Mortal Kombat até os dias de hoje. Reptile com gráficos piores que o de GEX no PS1, Shao Khan com orelhas de bulldog velho virando um “dragão” bizarro e aquelas esferas malucas subterrâneas. Mas tirando o primeiro filme que foi de alguma forma fiel ao material original, o restante foi uma grande cacofonia de material mal-dirigido e adaptado. Agora a Warner Bros, aquela linda com incríveis animações da DC, finalmente pisou no solo manchado de sangue de ninjas, robôs e assassinos para trazer Mortal Kombat Legends: A Vingança de Scorpion.

Dirigido por Ethan Spaulding e produzido por Jim Krieg e Rick Morales, além de trazer Patrick Seitz novamente na voz do ninja, o filme reconta a história da queda do clã Shirai Ryu pelas mãos dos ninjas do clã Lin Kuei. Assim como é de se esperar, algumas mudanças foram feitas, mas nada que altere muito a estrutura geral da história original. No entanto, valeram a pena as mudanças, pois as cenas de luta e batalhas em geral são de primeira qualidade.

EU QUERO É SANGUE!

Sangue, vísceras e ossos quebrando: isso é o que esperamos ao iniciar uma partida de Mortal Kombat. Assim como num triturador de cana, queremos ver os personagens sangrando e se quebrando de maneiras cada vez mais absurdas. Pela primeira vez, temos tudo e mais um pouco em um filme da série Mortal Kombat e não é pelo fato de ser uma animação, afinal MK The Journey Begins está aí pra provar que até animação pode não ter salvação.

Imagem do review de Mortal Kombat Legends: Scorpion's Revenge
Imagens que precedem momentos de dor intensa.

A história começa mostrando Hanzo Hasashi, o atual líder do Shirai Ryu, um dos clãs mais poderosos de ninjas do universo de Mortal Kombat. Após um dia de treino e ensinamentos para seu filho mais novo, ambos voltam para a vila onde vivem. Lá chegando, Hanzo vê todos aqueles que ama mortos, e tomado por fúria o ninja mata todo e qualquer soldado dos Lin Kuei em seu caminho. Até encontrar com seu futuro rival, Sub-Zero, que cruelmente finaliza o serviço que começara antes da chegada de Hanzo, agora morto pelas mãos do rival.

Agora em Netherrealm, Hanzo encontra com o feiticeiro Quan Chi, que lhe oferece uma chance de redenção e vingança. Quan Chi explica sobre o torneio Mortal Kombat, que ocorre uma vez a cada geração e que Netherrealm precisa de um campeão e este será Hanzo. Agora imbuído das chamas do inferno e da vingança dentro de si, Hanzo, agora Scorpion, segue rumo à ilha de Sheng Tsung a fim de se vingar de Bi-Han e roubar o amuleto de Shinnok.

Dentes voando

A premissa de Mortal Kombat Legends: A Vingança de Scorpion é a de trazer uma releitura do primeiro jogo, o que já havia acontecido em 2011 com Mortal Kombat 9. Aqui algumas coisas sofrem alterações, alterando um pouco a cadeia de fatos, mas vale muito a pena. Além disso, mesmo com Scorpion sendo o pivô do filme, ele não é o foco, e na realidade o torneio é o grande astro, trazendo momentos marcantes e adicionando outros. Ou seja, todo mundo sai ganhando, os fãs antigos veem Scorpion botando geral para correr e os novos podem entender a história por trás do primeiro jogo e ver todos os lutadores em ação.

Imagem do review de Mortal Kombat Legends
Em minha opinião, essa é a versão mais maneira de Raiden até hoje.

Definitivamente o que se passa pela cabeça de alguém antes de ver esse filme é: este filme é violento? A resposta é que sim, pois se não fosse violento ele teria que deixar de ser Mortal Kombat. Eu amei a maneira como fizeram as lutas neste filme! Como dito antes, eu sou fã de carteirinha de animações da DC, e provavelmente já vi todas. De Batman: A Máscara do Fantasma, Superman Red Son e semanalmente o seriado da Harley Quin, que também é ótimo.

Mas o filme de Mortal Kombat bebe das águas da arte visceral que a Warner coloca nessas animações com uma dose de energético para agitar as coisas. Quando estava vendo logo no começo, pensei comigo mesmo que o filme seria violento, mas nada exagerado. Logo fui totalmente contrariado com a cena de Hanzo atravessando uma faca com tanta força pelo maxilar de um ninja Lin Kuei que os olhos do mesmo saltaram das órbitas. Ou quando ele literalmente “martelou” uma foice pelo lado direito do corpo de um inimigo, arrancou o restante com as mãos e ainda abriu a cabeça do cara ao meio. E isso sequer é o mais violento do filme.

Imagem do review de Mortal Kombat Legends
Silêncio, o administrador, está “a mimir”.

Execução artística

Meu maior medo era o fato de usarem muitas muletas da série para poder apoiar o filme e trazerem pouco de novo à mesa. Igualmente ao tópico anterior, fui surpreendido pelo fato de pouco das obras antigas estarem aqui. Assim sendo, nem precisa ficar esperando a música de academia de Mortal Kombat, roupas antigas ou puxação de saco de protagonista. Liu Kang? Toma porrada. Sonya Blade? Toma porrada também. Johnny Cage? Vou deixar vocês verem.

Além disso, os animadores e responsáveis decidiram tomar um caminho bem ousado. Claro que eles poderiam se manter seguros e vender um filme todo mostrando como o Scorpion é rídiculamente poderoso, mandando fatality atrás de fatality, com só ele lutando, ou seja, um foco total nele. No entanto, cada um dos guerreiros de Netherrealm possui uma cena de luta e mostram suas habilidades. Tirando Jax, que ainda não possui as próteses e Raiden, que não pode interferir no torneio por ser um dos Deuses Antigos.

Imagem do review de Mortal Kombat Legends
E pensar que eu achava o desenho do Mortal Kombat que passava na Record o ápice da série.

E mesmo sendo criativos, sem puxar muletas nostálgicas, a Warner Bros ainda consegue fazer o que é nostálgico mesmo funcionar sem parecer forçado. Existem referências a vários momentos dos jogos, cenários e até mesmo fatalitys. Sabe aquelas cenas que te deixam igual ao gif do Chris Pratt entusiasmado? Para quem é fã da série, existem várias cenas assim, seja em golpes, ou apenas na maneira em como a história é apresentada de maneira geral.

Você provou seu valor

É difícil colocar uma nota neste filme de Mortal Kombat, pois existem fatores a serem considerados. Como animação de videogame americana, ela é sem dúvida a melhor até agora. Quero dizer, Ratchet & Clank é legal, mas é praticamente ver o jogo de PS4, enquanto Final Fantasy: The Spirits Within é ridículo em todos aspectos e Angry Birds: O Filme é algo que prova que deus nos abandonou. Mas em contrapartida, as animações de games japonesas são ridiculamente boas. Bayonetta: Bloody Fate, Clannad, Fatal Fury e os lendários filmes em VHS de Street Fighter, que nos agraciaram com a cena da Chun-Li destruindo o rosto de Vega com um pisão após o banho.

Mortal Kombat Legends: A Vingança de Scorpion é de longe um dos filmes que mais gostei até agora neste ano. Respeita bem o material original e permite ainda abrir um espaço para respirar e adicionar um pouco mais de material. Além de respeitar a franquia, soube respeitar principalmente os fãs e por isso ele provou seu valor no teste de poder.

** Este texto não reflete, necessariamente, a opinião do Portal UAI.

Prós

  • Frenético e violento
  • Ação constante
  • Respeita o material original
  • Tem sua identidade

Contras

  • Algumas lutas poderiam ter sido mais exploradas
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Rique
Rique
2 anos atrás

Demais! Altos filme, com muitas referências; uma delas foi o “Test your Might” na hora que eles entram no salão.

Caco
2 anos atrás
Reply to  Rique

Sim hahahaha, pena que o cara não quebrou o pulso igual nos games quando falhamos.

cledson
cledson
2 anos atrás

johnny cage muito zuera, quando a sonya chuta o saco dele eu soutei um “Jesus” kkkkk

Clovis Rodrigues de Freitas
Clovis Rodrigues de Freitas
2 anos atrás

Olha pela violência da animação eu dou nota 10, pelo enredo dou nota 5,0. Chega a ser ridículo o Liu Kang na história do jogo, entrou no torneio com uma motivação dupla, salvar a terra e vingar a morte do Kung Lao original derrotando o Goro e na sequencia derrotando Shang Tsung e libertando as almas escravizadas pelo feiticeiro, o desenho começou bem no início e se perdeu do meio pro fim!

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