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Review – Mortal Kombat Legends: Batalha dos Reinos

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Em abril do ano passado a Warner Bros lançou Mortal Kombat Legends: A Vingança de Scorpion, o início de uma nova série de filmes animados pelos estúdios da Warner, conhecidos pelas incríveis animações do universo da DC Comics. No dia 31 de agosto recebemos o segundo filme desta linhagem, desta vez focado em Liu Kang e sua luta contra Shao Khan em um torneio Mortal Kombat definitivo. Mas não é apenas a sombra do imperador de Outworld que paira sob os reinos.

Além do imperador, Shinnok está atrás de Scorpion, buscando pelo ninja infernal que esconde em seu corpo a chave que o levará até o último Kamidogu. Buscando vingança contra os Deuses Antigos, o deus louco não irá medir esforços para colocar as mãos no artefato e trazer a destruição eterna. O destino da criação repousa sobre os ombros capazes do Escolhido!

O texto conterá spoilers afinal certos segmentos da crítica estão inerentes a certas cenas de Mortal Kombat Legends: Batalha dos Reinos . Então siga sabendo disto.

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O começo de uma longa relação.

Surge o grande imperador de Outworld

Mortal Kombat Legends: Batalha dos Reinos abre com o forte da Sociedade da Lótus Branca sendo atacado por forças de Outworld. Liderados por Kitana, Baraka, Kintaro, Jade e Reiko, o exercito de demônios está a porta da casa dos monges. No entanto quando tudo parecia perdido, Kung Lao surge com seu fiel e afiado chapéu.

Enquanto defende o forte, outros aliados surgem, como Jax e Stryker, descendo bala nas criaturas de Shao Khan. Enquanto isso no centro de comando de Kitana, Jhonny Cage, Sonia, Liu Kang e Raiden fazem de tudo para frustrar os planos da general. Após um embate o próprio vilão surge em busca de sangue. Se vendo preso, Raiden propõe um ultimo Mortal Kombat: um evento definitivo para definir o destino de Earthrealm.

Pedindo uma audiência com os Deuses Antigos, Shao Khan e Raiden chegam ao consenso de que este será o torneio definitivo. Abrindo mão de sua divindade, Raiden finalmente poderá lutar lado a lado de Liu Kang e os outros guerreiros. Enquanto isto, em Netherealm Scorpion volta a vida uma vez mais pelas mãos de Shinnok, que diz que o mesmo está em posse de seu amuleto, a chave para a libertação do poder do Deus insano.

A fim de frustrar os planos de Shinnok, Scorpion foge para Earthrealm em busca de auxílio. Porém Raiden já não pode auxilia-lo em sua jornada. Incapaz de desvincular o amuleto sagrado de sua alma, Scorpion deve fugir, não apenas das suas garras, mas de seus antigos aliados, os Lin Kuei que também buscam o ninja infernal e o amuleto.

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Li Mei, voltou só para tomar um salve da Sonia!

Inevitável confusão em fusão de linhas

Mortal Kombat Legends: Batalha dos Reinos traz uma premissa rebuscada, trazendo duas frentes de história. Na história principal temos Liu Kang e os defensores de Earthrealm lutando pela proteção da Terra. Já na história secundária temos Scorpion evitando que os planos de Shinnok se concretizem. E infelizmente nem uma nem outra acabam passando o impacto que deveriam.

O longa de uma hora e vinte tenta abordar dois grandes eventos, segundo o arco de Shinnok ainda mais importante que o próprio Mortal Kombat em si. A história principal traz o arroz com feijão da série, o que é excelente por si só, mas o arco do deus insano acaba ficando nas sombras. Sendo sincero, ele é competente em trazer mais informações pertinentes ao universo da série. Porém, seria necessária uma inversão de prioridades com este arco liderando a história e o torneio em segundo plano. De qualquer modo, seria injusto com ambos.

Enquanto isso, o arco do torneio aborda a rivalidade de Shao Khan e Raiden, a profecia de Liu Kang ser O Escolhido e a proteção de Earthrealm. Já o arco de Shinnok vai além e joga muita informação no colo do espectador desprevenido. Temos a introdução de Kuai Liang como próximo Sub-Zero, sua ligação com Smoke, a hierarquia dos Lin Kuei, surgimento dos Cyber Lin Kueis, o embate entre o Único e os Deuses Antigos e os Kamidogus. Muita coisa para ser tratado como um arco adicional.

Cyrax e Sector são algo a mais na minha opinião. Por algum motivo a animação nos mesmos, principalmente em Cyrax, quase nunca se mantem consistente. Além de terem perdido uma chance excelente de terem adicionado Triborg ao filme. No entanto os mesmos que parecem ser uma força praticamente indestrutível acabam sendo derrotados quase que fora das camêras.

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Rapaz, primeira vez que vejo robô com papada. Pega leve na coxinha Cyrax!

Só sangue não salva!

Podemos ver uma forte influência de MK 2011 e X em Mortal Kombat Legends: Batalha dos Reinos. Tanto em design quanto em narrativa. Aqui já vemos cenários presentes nos jogos novos, como o templo Lin Kuei aonde Kuai Lang e Smoke treinam. Temos a volta de outros personagens como Shang Tsung e outros que haviam sido esquecido nos games. Como Li Mei, Reiko, Kintaro e Stryker.

No quesito técnico a animação de combate e fatalities continua excelente com os x-rays. Porém no geral, ainda acredito que A Vingança de Scorpion possui um trabalho artístico melhor no geral. Além disso em determinados momentos o frame-rate das cenas diminui de uma maneira pouco natural, o que acaba tirando um pouco do impacto de certas cenas. Somando a animações estáticas de tiro, problemas de escala entre criaturas e cenas à la He-Man antigo de tiros.

Um grande exemplo disto é durante a luta de Liu Kang contra a criatura chamada o Único. Afim de derrotar o mesmo, nosso herói recebe os poderes dos Deuses Antigos, mas ao invés de receber uma forma semelhante a Fire God de MK11, temos um Liu Kang dourado. Usando os poderes dos Deuses ele pode assumir uma forma semelhante a do fatality A Beast Within.

Com o surgimento da face de um dragão chinês, esperava uma transformação icônica. Mas meus pesadelos voltaram para me assombrar. A transformação de Liu Kang em dragão parecia mais uma fusão entre Raptar dos Rugrats e uma lagartixa. Levando a um embate tão frustrante quanto Liu Kang e Shao Khan em Mortal Kombat: Annihilation.

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O inimigo está pra lá, o sua topera.

Já na parte de sonoplastia o filme é excelente, o som dos golpes e ossos quebrando estão de ponta. Além disso ouvir Shao Khan dizendo seus bordões icônicos entre e durante as batalhas é algo incrível. Porém acredito que o filme poderia ter maneirado bem mais nos bordões e piadas de Jhonny Cage. Estas, após determinado tempo, começam a realmente irritar.

Mortal Kombat Legends: Batalha dos Reinos é um filme que realmente fez sua pesquisa e é realmente bem fiel ao material original. Com fatalities clássicos como Identity Theft e Double Down, o longa traz muita informação canônica e nostalgia. O problema é tentar condensar tanto em um curta de uma hora e vinte. Infelizmente acaba ficando atrás de A Vingança de Scorpion, mas ainda é melhor que os anteriores em live-action.

** Este texto não reflete, necessariamente, a opinião do Portal UAI.

Prós

  • Rico em referências
  • Sonoplastia excelente
  • Elenco rico e diversificado
  • Mais lutas que o anterior

Contras

  • Uso de animação estática
  • Excesso de informação em pouco tempo
  • Arcos confusos
  • Pouca prioridade em continuidade
  • Final anti-climático
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