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Review – Niffelheim

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Ah, os RPGs! Eles estão presentes na vida de todos até hoje, sempre apresentando títulos diferentes: seja para jogar sozinho ou com os amigos, seja mais ação ou estratégia – ou até mesmo os dois. Estamos sempre atrás de novos desafios e, desta vez, quem está nos proporcionando isso é o estúdio Ellada Games. Mesmo não sendo novo no mercado, estando presente nesse mundo desde 2013, está chegando com seu primeiro indie só agora, em 2018, e esse é Niffelheim. O game que mistura um estilo 2D Survival com RPG que pode trazer um ar interessante para aqueles que são fãs de Terraria e Mitologia Nórdica.

Iniciamos nossa saga e, como em todo bom RPG, escolhenos nosso personagem, onde teremos as seguintes opções: Viking, Valquíria, Berserk e Xamã. Cada um conta com uma uma espécie de sinopse, facilitando ao jogador descobrir com qual ele pode se adaptar melhor, o que envolve o tipo de terreno e o modo de jogo daquele personagem. Não menos importante, também veremos suas habilidades mais fortes e mais fracas durante a campanha. Para aqueles que tem o costume de jogar RPGs ou até mesmo conhecem Terraria, com toda certeza irão amar iniciar essa jogatina, já que o estilo 2D nos transporta de uma forma nostálgica para este universo.

Imagem do jogo Niffelheim
Com grandes poderes, vem grandes responsabilidades.

A criação do novo mundo

Em Niffelheim temos quatro opções de mundo, onde cada um deles lembra muito Game of Thrones em alguns momentos. A Colina do Urso Ancestral tem seu terreno montanhoso e coberto de névoa habitado por animais pequenos, mas não abaixe a guarda! Também podemos dar de cara com a morte cercados por uma alcateia de lobos. Já na Floresta do Lobo Caolho (ou casa Stark se preferir), encontramos um terreno coberto de neve e com animais um pouco mais ferozes, mas uma grande quantidade de frutas e ervas. O Pântano da Águia do Deserto nos apresenta um lado ainda mais perigoso, já que o perigo está por todos os lados e não podemos enxergar muito bem o que vem a frente. Por fim, O Terreno de Dragão e Gelo não nos torna a Mãe dos Dragões, mas abriga uma quantidade gigante de predadores, que ficam à espreita em seu terreno montanhoso e de capim alto.

Ao escolher seu mundo, iniciamos nossa jornada em frente ao que seria a nossa caverna. Lá podemos nos abrigar das feras que vivem próximas e guerreiros esqueletos que surgem em alguns momentos para nos atacar. Começamos com nosso inventário já meio cheio, onde contamos com algumas armas 100% novas – já que todas elas contam com uma durabilidade de uso – comida e poções de vida. Vamos enchendo nossa mochila com equipamentos de inimigos e até mesmo com alguns que fabricamos, podendo deixar a maioria deles cada vez mais forte.

O inventário, por ser bem distribuído, funciona muito bem, já que aqueles que tem um certo TOC vão sentir um prazer enorme vendo tudo ajeitadinho – afinal, quem nunca ficou um bom tempo arrumando o inventário do Leon em Resident Evil 4, por exemplo, já que não existia nenhuma divisão? – As comidas e poções ficam juntas em uma sessão só, já que ambas tem a mesma função, evitando a necessidade de criar uma aba a mais apenas para isso, o que seria desnecessário.

Imagem do jogo Niffelheim
A bolsa da Hermione está entre nós!

A coleta de itens também é algo muito comum nos RPGs e não será diferente em Niffelheim. Contamos com árvores para a coleta de madeira, arbustos que dão frutas variadas, animais que dão carne e pele e as minas que nos garantem minerais variados (dependendo da região). Tudo pode ser usado para algo específico: seja a criação de uma armadura, melhora de armas ou da sua casa e a fabricação de objetos ou comidas mais potentes que podem aumentar ainda mais seus status – sem esquecer dos itens que valem para as missões.

Durante algumas coisas que vamos fazendo durante nossa campanha, vamos obtendo pontos de experiência para cada ocupação de nosso personagem. Podemos ir aumentando nosso level de minerador, alquimista, lenhador, caçador e muito mais que só liberamos após horas e mais horas de jogatina. É interessante que, com os materiais recolhidos, podemos construir vários save points espalhados pelo mapa, para assim ficarmos protegidos caso estejamos muito longe de nossa casa inicial – que é onde está tudo o que precisamos. Então, sempre que possível, guarde algum material, já que ele pode ser muito útil e, ainda por cima, pode salvar sua vida num embate com os lobos selvagens.

Imagem do jogo Niffelheim
Cavando nossa mina, noite e dia sem parar!

Já as missões podem deixar um pouco a desejar, já que elas muitas vezes acabam sendo meio confusas. Por exemplo: quando completamos uma quest, não existe a necessidade de ir até o mandante da missão para entregá-la – isso pode ser feito de forma remota. Mas mesmo que em nossa lista de quests ela apareça como completa, não sabemos se alguma recompensa foi dada ou o que mudou, já que não temos nenhum feedback disso. Mesmo que algumas missões sejam bem simples, a sinalização para o jogador importa muito na hora de se organizar com quais deve se preocupar primeiro e o que está ganhando com isso.

No começo recebemos missões simples, seja para conseguir pão ou simplesmente materiais para aprimorar algum ambiente. Mas ao tempo que seguimos para outros ambientes do mapa, mais personagens vão surgindo com outras missões para serem feitas e ainda surgem mais outras que ficam disponíveis pela sua mudança de level em algumas habilidades.

A luta pela sobrevivência vale a pena?

Se tem algo muito interessante nesse jogo são os nossos inimigos. Em variados momentos na floresta acabamos cercados por lobos ou, ao estarmos cavando em uma mina, surgem aranhas gigantes que aparentam ser meio radioativas. Em quase nenhum momento estamos seguros, o que nos dá uma ação muito intensa e jogamos horas sem sentir sono.

Algo que pode deixar alguns decepcionados é o fato de muitos deles serem muito fáceis, mesmo que já estejamos em um ambiente mais difícil. Algumas das criaturas acabam não evoluindo tão bem e isso gera uma certa revolta, mostrando que ao invés de arriscar e desafiar o jogador ele apenas dá uma colher de sopa e a solução fácil.

Imagem do jogo Niffelheim
Olha o bicho vindo moleque!

No mapa podem existir muitos pontos onde podemos entrar, seja uma caverna em formato de dragão ou apenas uma cabana que por fora parece pequena, mas se transforma em uma mansão em seu interior. Por todos os lugares podemos ser surpreendidos e então precisamos decidir se iremos encarar aquele batalhão ou simplesmente correr para salvar nossas vidas. Infelizmente, às vezes as aparências enganam e mesmo grandes grupos de inimigos podem acabar não oferecendo o desafio esperado.

Alguns dos monstros que surgem (podemos até mesmo os chamar de bosses) normalmente ficam escondidos nesses lugares, então olhe bem por onde anda e nunca relaxe sua guarda. Estratégia é algo muito importante nesse game, assim como em qualquer RPG. Precisamos sempre estar atentos a tudo do cenário, já que qualquer coisa ali pode talvez salvar sua pele no momento de perigo.

Niffelheim é uma boa pedida para os amantes de um mundo fantástico no melhor estilo Senhor dos Anéis e Game of Thrones. Podemos iniciar nossa campanha solo ou no multiplayer, então quem sabe você e seu amigo não podem iniciar essa jornada nórdica juntos? Seu custo baixo pode atrair muitas pessoas para conhecer esse novo game. Aqueles que procuram apenas ação e não querem usar muito a cabeça talvez devam procurar outra coisa, pois é bem provável que não vai aguentar nem meia hora de jogatina.

** Este texto não reflete, necessariamente, a opinião do Portal UAI.

Prós

  • Ótima ambientação
  • Bela trilha sonora
  • Bom desenvolvimento de personagem

Contras

  • O funcionamento das missões é um tanto confuso
  • A falta de informações no cenário pode confundir o jogador
  • Desequilíbrio na dificuldade dos inimigos
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