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Review – Out of Line

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Out of Line

Uma verdadeira mistura entre puzzles e artes, Out of Line chegou de fininho e vai fisgar uma boa parcela dos jogadores que estão buscando por algo belo e simples, mas que não deixe você na mão no desafio. Com essa mistura nas mãos, o estúdio português Nerd Monkeys desenvolveu um mundo bem-estabelecido, onde você terá de sobreviver às máquinas malignas.

Apesar de já estar disponível ao público europeu e nos PCs, só teremos a experiência completa ao público brasileiro no Nintendo Switch em 18 de agosto. Mesmo assim, você veio ao lugar certo para saber tudo que precisa para curtir o game e ter a certeza de que deseja mesmo desafiar os limites com apenas uma agulha dourada e a sua inteligência. Será que ela será o bastante para avançar?

O papel da arte

Em Out of Line você está no papel de San, um pequeno robô que deseja fugir da fábrica onde foi criado. E não está sozinho nessa jornada, já que várias versões diferentes dele também pretendem fazer o mesmo. Porém, verá logo de cara que nem todos se salvarão, mesmo com o seu apoio ali. Quem são os inimigos? Garras mecânicas tomadas por uma energia envolta de mistério, que toma todo o lugar.

Imagem do review de Out of Line
Como o Toy Story ensinou, cuidado com a garra.

Além delas, outras adversidades aparecerão em sua jornada pelas plataformas. Aranhas robóticas também fazem parte do cenário, podendo ser transformadas em recursos valorosos para resolver alguns dos quebra-cabeças apresentados. Claro, antes disso você terá de sobreviver aos seus ataques e investidas. E vamos ser sinceros aqui, desejo uma boa sorte a você nesse requisito.

Considerando que San não sabe lutar, cabe apenas o uso da técnica e da fuga em Out of Line. Afinal de contas, o que você esperava com apenas uma agulha nas mãos? Esse status quo não é alterado até o fim da aventura, então já deixo a dica: caso encontre qualquer perigo ali, pense em uma forma de conseguir escapar de seu alcance e sair correndo dali, encarar os problemas de frente aqui significa Game Over.

Para acompanhar tudo isso, a arte dos desenvolvedores foi essencial para manter o jogador envolto no universo. Mesmo que fique deslumbrado com o cenário e se sinta perdido com toda aquela beleza, o que vê em sua frente sempre está deixando claro para onde tem de seguir e o que precisa ser feito. Visualmente falando, isso é um baita mérito, principalmente se levarmos em conta os inúmeros títulos que mantém a tela poluída com informações até demais.

Imagem do review de Out of Line
Vê se dá para criticar um quadro desses na sua tela.

Observar tudo isso caminhando devidamente dentro de Out of Line, junto ao direcionamento da câmera e da performance de San é o ponto alto da produção. Neste quesito não tive nada a reclamar, sendo algo que me chamou bastante a atenção enquanto eu jogava. Nem mesmo em pontos onde eu acabava perdendo ou me descuidando, senti que havia algo errado no desempenho da produção.

Confesso que até achei que ele era apenas mais um entre os vários que tiveram lançando nos últimos anos, mas se você se permitir, pode descobrir uma boa pérola neste jogo. Como falaremos mais à frente, ele também conta com imperfeições, mas em quesito de seu gameplay e da arte? Eu realmente me surpreendi por não ter um “A” para falar de mal disso e olha que eu amo criticar.

Imagem do review de Out of Line
Bati palmas para a pessoa que montou esse enquadramento.

O fim da linha em Out of Line

O que quebra a dinâmica de Out of Line são três pontos, estes que podem inclusive ser decisivos para muitos jogadores: tempo de jogo, história e dificuldade. Já me deparei com games curtos, porém este foi completamente fora da caixinha em comparação aos demais. Se passei 3h nele foi muito, sendo bem claro aqui. Mesmo sabendo que estava avançando, quando senti que os puzzles começaram a ficar bons e me desafiar de fato, ele simplesmente acabou.

Ouso dizer que ele inclusive finaliza na melhor parte. Mesmo com puzzles legais, o encerramento conta com algumas ideias bem interessantes e que se fizessem parte de outros cenários ou se fossem desenvolvidas mais teriam agradado muito mais. É como você estivesse indo para o clímax do filme e ele terminasse de forma abrupta. Ou se você estivesse com seu par romântico e…não, melhor parar com os exemplos.

Imagem do review de Out of Line
Quando a coisa fica boa, acabou tudo…

Aí complementa que, nestas três horas você não consegue entender absolutamente nada do que está rolando de sua história. Veja bem, existem obras que deixam as coisas subjetivas, para você ter a sua própria compreensão do que está havendo e de onde aquilo parou. Porém, você começa com San fugindo e avança sem ter a menor ideia para onde ele quer ir, quem são os personagens que o ajudam e qual é o objetivo de tudo isso.

Não deixarei nenhum spoiler do fim de Out of Line, mas ele complica ainda mais as coisas que cada um que o jogar já estará imaginando. Máquinas, energias malignas, variações temporais, espiritualidade etc. Só não envolve mais coisas porque o tempo curto não permite. Mesmo tendo a minha teoria do que está rolando ali, tenho certeza de não estar nem próximo do que o roteiro original queria dizer com tudo o que acontece ali.

Imagem do review de Out of Line
Duvido que haja algo que faça ficar na dúvida mais que isso aqui.

Por fim, temos a dificuldade do game. Eu acredito que só fiquei parado em um puzzle, com os demais sendo tão simples ou intuitivos que não apresentaram nada que tenha me feito pensar demais. Isso é uma via de mão dupla, considerando que muita gente não tem os talentos exigidos para algo de maior nível. Porém, se você se considera esperto e já passou por vários puzzles em sua vida neste mundo, a experiência aqui vai te desapontar.

Isso torna Out of Line ruim? Olha, creio que se houvesse um pouco mais dele e mais desafios, o aproveitamento seria melhor. Porém, ele é excelente na proposta que se criou: é um jogo perfeito se deseja algo de legal para se curtir as artes em um domingo sem muito a se fazer. Com mais ou menos três horas, dá para relaxar do almoço do fim de semana e correr para outra atividade na sequência. Caso queira algo além disso, já te adiando que acabará na frustração.

** Este texto não reflete, necessariamente, a opinião do Portal UAI.

Prós

  • Casamento perfeito entre arte e gameplay
  • Limitar os confrontos cria novas possibilidades de soluções
  • Não senti nenhuma queda de performance

Contras

  • O jogo é curtíssimo
  • A dificuldade é muito baixa
  • História confusa
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