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Review – Edgar – Bokbok in Boulzac

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Jogos Point & Click sempre tiveram um espaço reservado no coração dos gamers. Títulos como Full Throttle e Grim Fandango são exemplos do que há de mais sólido nesse gênero tão simples e intrigante. Pessoalmente, Max e o Castelo Assombrado foi o jogo que me introduziu nesse universo quando criança, com sua arte distinta e sua história cativante. Seguindo por essa mesma linha, Edgar – Bokbok in Boulzac é um jogo de aventura que tem por objetivo resgatar a magia do gênero.

Durante algumas poucas horas, o jogador terá a chance de conhecer a vida de Edgar, um pequeno fazendeiro de algum lugar da França, com a sua galinha Bokbok. Por se tratar de um jogo Point & Click, a proposta é extremamente simples, mas bem cativante e simpática. Trata-se de uma aventura bem curta com mistérios, personagens carismáticos e uma crítica social.

O meu amanhecer tem o cantar do galo…

Em mais um dia normal na sua fazenda, Edgar tem a sua rotina habitual. Acordar, falar com a sua galinha Bokbok, plantar seus frutos e colher os que já estão maduros. Contudo, insetos invadem sua propriedade e destroem todo o seu trabalho. Para piorar essa situação, a sua máquina capaz de repelir os insetos quebra e o material necessário para o seu reparo é um mineral extremamente raro: o Razidium.

Na fé e na coragem, Edgar e Bokbok embarcam em uma canoa até Boulzac, uma pequena cidade que pode ter a resposta para esse dilema do mineral misterioso. Entretanto, as coisas andam bem estranhas nessa cidade, já que as pessoas agem de maneira esquisita e todos possuem um colar esquisito que é divulgado amplamente. Edgar e Bokbok deverão conversar com os habitantes da cidade para, além de resolver seus problemas, descobrir o que se passa por lá.

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O que parece só mais um dia comum acaba se transformando em uma grande aventura.

Edgar – Bokbok in Boulzac se passa inteiramente nessa cidade, onde o personagem deverá embarcar em uma aventura para conseguir recuperar sua fazenda e resolver o mistério da cidade. Edgar é um personagem bastante ingênuo, onde suas atitudes e as pistas encontradas geralmente passarão desapercebidas por ele. Todavia, Bokbok, além de um personagem carismático, parece ter noção do que está acontecendo, apesar de ser apenas uma galinha.

As incríveis aventuras de Bokbok em Boulzac

O grande ponto da história é a relação entre a cidade, um amuleto misterioso e sua indústria de vinho. Conforme o jogador avança em sua jornada, esses pontos irão se ligar, revelando segredos escondidos há mais de 3 séculos. Edgar – Bokbok in Boulzac incentiva o jogador a mergulhar na história desse lugar, já que não há mais nada a se fazer além disso.

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Sim, essa senhora gamer é uma peça importante para a trama.

É possível também perceber que toda a história é uma crítica social ao corporativismo (apesar da ideia inicial dos desenvolvedores ser uma crítica ao capitalismo, mas isso é uma outra história). O simbolo da marca do amuleto da cidade é bem semelhante ao de uma marca bem conhecida do mundo real, tornando bem evidente a mensagem do jogo. É bem interessante notar as razões pelas quais os personagens agem de determinado modo, acarretando em um “plot twist” ao final do jogo.

Pouca inovação e um vai e vem eterno

O jogo decepciona bastante quando falamos em inovação e jogabilidade. Não há nada de novo e nem de desafiador por aqui, além de descobrir o que deve ser feito. Se escorando nos personagens, o jogador deverá andar de um lado para o outro conversando com os mesmos a fim de obter informações e objetos para auxiliá-lo em sua jornada. O maior desafio está em entender qual pessoa possui tal informação, mas isso pode ser resolvido empiricamente conversando com todos os personagens disponíveis.

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Andar de um lado para o outro nas ruas de Boulzac será uma constante.

Os poucos quebra-cabeças existentes não empolgam. Existe apenas um que requer uma mecânica diferente da jogabilidade apresentada, mas esse é extremamente fácil e dura apenas alguns segundos para ser resolvido. O restante dos poucos desafios podem ser resolvidos também via tentativa e erro, o que torna o jogo bem massante.

Isso tudo pode ser explicado pelo público alvo de Edgar – Bokbok in Boulzac, já que o estilo de arte e a própria ambientação do jogo parecem focar em uma audiência mais infantil. Seguindo essa premissa, um jogo com quebra-cabeças tão fáceis que sequer podem ser chamados de desafios faz sentido.

Por fim, Edgar – Bokbok in Boulzac é um jogo de aventura bem curto e pouco desafiador, mas que se escora em personagens carismáticos e uma história intrigante para entreter o jogador. Trata-se de um jogo cuja arte e ambientação são muito bem feitas, contendo até mesmo elementos de clima dinâmico (mesmo que isso não tenha impacto nenhum na jogabilidade). É um jogo recomendado apenas para amantes de jogos Point & Click e para um público mais infantil.

selo nuuvem

** Este texto não reflete, necessariamente, a opinião do Portal UAI.

Prós

  • Estilo de arte
  • Poucos loadings
  • Personagens carismáticos

Contras

  • Pouca interatividade
  • Desafios fáceis
  • Diálogos massantes
  • Missões repetitivas
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