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Review – Pixel Ripped 1989

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Quando vi o trailer de Pixel Ripped 1989, achei ser apenas um jogo VR onde o jogador ficaria parado jogando um Game Boy da vida e as coisas ao seu redor seriam meros coadjuvantes. Ainda que tivesse gostado da ideia, pensei comigo: “poxa, deve ser algo para 30 minutos de jogo”. Só que não!

Todo aquele ambiente antigo em preto branco foi mesclado com ambientes coloridos, interativos e com modificações belas em sua forma de gameplay. Sendo um gamer das antigas, é impossível não se sentir nostálgico e ficar emocionado ao desfrutar de tudo que foi feito neste game brasileiro.

Somos todos Nicola

Pixel Ripped é um jogo que diz quem é você, quem é todo gamer. Cheio de referências à jogos clássicos antigos, vivenciamos cada um deles de forma emocionante durante a experiência. Encarnamos a pequena Nicola, uma garotinha viciada em games e que tem como jogo preferido o Pixel Ripped. Ela leva o seu portátil (chamado Gear Kid) pra a escola e pra todos os cantos e, ao invés de obedecer sua mãe e ir brincar ao ar livre, sempre fica achando uma desculpa para jogar seus games.

O enredo do jogo não poderia ser mais gamemaníaco: Dot, a personagem principal do Pixel Ripped, perde seus poderes devido ao roubo da Pixel Stone e com isso se une à Nicola numa viagem emocionante em busca dos pixels perdidos.

Imagem do jogo Pixel Ripped 1989
Dot ou seria o Mega Man?

Dot é basicamente o Mega Man que todos conhecemos, com uma movimentação e pulos bem parecidos. Fato é que durante o game, encontraremos várias referências à dezenas de títulos dos anos 80, como Super Mario Bros., The Legend of Zelda, Battletoads, Alex Kidd, Golden Axe, Castlevania, Duck Hunt, Tetris, Pac-Man e Pokémon. Tudo aqui é nostalgia pura! Talvez uma das lembranças mais nostálgicas e emocionantes durante o jogo seria o momento em que morremos: o continue é o famoso gesto de soprar o cartucho para que volte a funcionar… Simplesmente mágico!

Derrubando a velhaca

O jogo começa com as realidades de Dot e Nicola sendo literalmente fundidas quando Nicola leva seu Gear Kid pra escola. Lá ela tem que ajudar a personagem virtual a conseguir seus pixels e recuperar a preciosa pixel stone. Só que ao mesmo tempo em que você joga temos que distrair a professora rabugenta, que fica chamando sua atenção por jogar em sala de aula (quem nunca?). Caso ela te pegue no flagra três vezes, é game over!

Imagem do jogo Pixel Ripped 1989
Chorei….

Existem vários objetos que podemos interagir para que possamos distrair a professora, seja ligando o projetor, derrubando livros ou até mesmo gerando a invasão da sala de aula por jogadores de futebol. Tudo é valido para continuar jogando Pixel Ripped. As interações são ativadas pelo clássico tubo de caneta esferográfica municiado com papel enrolado (também conhecido como canhão de Bic), usado para assoprar como uma zarabatana para ajudar a distrair a professora. É algo divertido, cômico e bastante inusitado. Os diálogos durante o jogo também são muito bem elaborados, deixando a magia correr solta durante a jogatina.

Há apenas 4 fases, o que é uma pena pra um jogo tão brilhante. Nelas são intercalados momentos em 3D e 2D com chefões no final de cada uma. Em alguns momentos lembra muito o estilo de jogo do aclamado Moss, outro VR maravilhoso e que recomendo.

Uma das interações mais legais da realidade virtual é exatamente a visão espectadora de um jogo de plataforma. O que parecia ser sem graça é, na verdade, uma das melhores maneiras de jogar qualquer jodo VR que não precise de muita movimentação e espaço físico de jogo.

Imagem do jogo Pixel Ripped 1989
Vai, Neymar!

Graficamente, Pixel Ripped 1989 é compatível com sua proposta. Entretanto, no mundo de Nicola, onde seria o ambiente da realidade – e deveríamos ter algo mais próximo do real – é nítido que os gráficos ficaram medianos. Nas partes pixeladas é pixel, então não tem erro! Porém nada disso compromete a experiência. O áudio vem praticamente de um teclado MIDI, exatamente como era na época, e nas partes do mundo real temos diálogos em inglês e legendas são disponibilizadas. Apesar da desenvolvedora ser brasileira, não temos a opção em português, o que é no mínimo estranho.

Pixel Ripped 1989 é algo do passado no presente, uma obra prima realizada com muita dedicação e tato. O pessoal da ARVORE Immersive Games foi muito feliz e eficaz em trazer um ambiente de nostalgia pura à realidade virtual. Difícil dizer o que ficou ruim em algo tão inovador. Torço veemente para que tenha continuações e, quem sabe, a evolução dos games nas mãos de Nicola. Isso seria demais!

** Este texto não reflete, necessariamente, a opinião do Portal UAI.

Prós

  • Pixel e mais pixels
  • Passado e presente juntos
  • Referencias à clássicos
  • Inovação e simplicidade

Contras

  • Alguns bugs no controle
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