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Review – Pokémon Sword & Shield

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Pokémon BG

Pokémon Sword & Shield prometeu elevar o nível da jogatina e trazer a série para a nova geração, mais potente do que os habituais portáteis em que ela sempre viveu. O jogo apresenta um mundo inédito a ser explorado para os treinadores veteranos e de primeira viagem. O novo capítulo se passa na região de Galar, inspirada no Reino Unido, com 11 cidades únicas em um cenário muito bonito e bem trabalhado.

Para quem já jogou qualquer outro título da franquia, a premissa é a mesma de sempre: sair de sua cidadezinha natal e desbravar o mundo em busca de se tornar um mestre pokémon. Cada versão do jogo apresenta um líder exclusivo, além das já características mudanças de monstrinhos encontrados. Uma mecânica herdada de Pokémon Sun & Moon (3DS) são os desafios que se enfrenta antes de chegar ao líder, com alguns puzzles interessantes e outros nem tanto assim.

A primeira grande escolha

Como de costume em todo Pokémon, em Sword & Shield você inicia sua jornada escolhendo entre 3 opções de monstrinho. Grookey é um macaquinho simpático com o seu bastão de madeira. Scorbunny é a versão de fogo, um coelhinho com uma pegada mais lutadora. E por último, Sobble, é o representante do tipo água e com uma carinha tímida.

Imagem do jogo Pokémon Sword Shield
A escolha dos iniciais é um dos momentos mais marcantes de qualquer Pokémon.

Também temos um rival que irá nos acompanhar por toda jornada e evoluir junto com você. Diferente de algumas versões, o seu rival tem um espírito competitivo mas também de amizade. Não dá pra odiar o cara, como já aconteceu em jogos passados da franquia (eu sempre vou te odiar, Blue).

O fenômeno Dinamax é outra característica própria da região de Galar. Aqui os nossos monstrinhos de bolso podem assumir uma versão gigantesca com atributos e golpes aprimorados. Essas transformações podem acontecer por opção do jogador, nas batalhas contra os líderes de ginásio (eles também vão usar). Durante 3 turnos, seu pokémon vai ganhar uma série de aprimoramentos para a batalha. Outro lugar onde também podemos ver os Dinamax é nas Wild Areas, que são a grande novidade do jogo.

imagem do jogo Pokémon Sword Shield
As formas Dinamax são uma novidade na mecânica do jogo.

Monstrinhos que não cabem mais no bolso

Agradando todo mundo, a desenvolvedora Gamefreak manteve o fato de vermos os pokémons selvagens pelo cenário como foi em Pokémon Let’s Go e também introduziu (ainda que mais raramente) os encontros aleatórios nos matinhos, característica das mais clássicas de toda a franquia. As batalhas contra eles também voltou ao seu formato clássico de combate, não bastando apenas arremessar a pokébola como no jogo anterior.

As Wild Areas são a maior inovação da franquia em anos: vastas áreas abertas onde o jogo muda e, pela primeira vez em toda a série, temos controle livre da câmera e desafios dos mais variados. Nas Wild Areas você pode, além de caçar pokémons como de costume em outros locais, também encontrar versões mais fortes e entrar nas raids que ficam localizadas no cenário.

Imagem do jogo Pokémon Sword Shield
As Wild Areas inovam, mas apresentam sérios problemas de desempenho.

Novas mecânicas multiplayer

As raids funcionam com um grupo de jogadores. Essa party pode ser local ou online, com 4 jogadores (ou NPCs para completar o time), cujo objetivo é derrotar um pokémon selvagem em sua versão gigante. Alguns desses desafios são simples e fáceis, vencidos até com NPCs com a inteligência e senso de estratégia bem limitados, e outros com 4 ou 5 estrelas de dificuldade, que exigem um bom time de jogadores experientes.

Vencer as raids pode dar excelentes itens para o seu inventário. Alguns ligados a experiência são bem apelões, facilitando demais a jornada e te deixando com muito mais nível do que deveria ter na ocasião.

Imagem do jogo Pokémon Sword Shield
As raids são ótimas oportunidades de conseguir itens e explorar novos desafios.

Ainda dentro das Wild Areas, podemos levantar um acampamento com nossos bichinhos e estreitar os laços. Dá para realizar brincadeiras, como jogar uma bolinha pra eles pegarem, cozinhar seus berries e até conversar com eles, tudo isso numa visão em terceira pessoa. Os pokémons encontrados aqui também tem uma variação dinâmica, em que clima e horário afetam quais monstrinhos você encontra pelo caminho.

Erros acontecem e o limite de 4 habilidades por pokémon, por vezes, nos faz esquecer alguma delas para aprender uma nova e depois se arrepender. Felizmente, aqui você pode reaprender os golpes no Centro Pokémon, além de ter acesso à sua caixa de qualquer lugar do jogo. Isso facilita uma troca rápida no elenco que te acompanha.

Imagem do jogo Pokémon Sword Shield
As batalhas de ginásio acontecem em estádios lotados e com platéia eufórica.

Os treinadores adversários que você encontra pelo mundo são extremamente repetitivos. Às vezes, lado a lado em uma mesma rota, você vai encontrar o mesmo treinador com nome diferente mas com visual idêntico. Também foi retirado de Sword & Shield a possibilidade de ter seu pokémon te acompanhando ou até servindo de montaria, o que é uma pena, pois era um charme da versão Let’s Go.

Excelentes gráficos para uma geração passada

Infelizmente, Pokémon Sword & Shield nasceu num mundo onde Legend of Zelda: Breath of The Wild e o recente Luigi’s Mansion 3 existem. Essa comparação faz dele um jogo com cara de 3DS em HD. Não que ele seja feio, longe disso, mas o Nintendo Switch já nos provou capaz de exibir gráficos mais bonitos em mundos mais vastos.

O híbrido da Nintendo sofre com o novo Pokémon, principalmente no modo portátil. Os cenários são bonitos, as cidades são movimentadas e “vivas”, de certa forma, mas a resolução não é das melhores. Falando das Wild Areas, o jogo realmente fica sofrível e nem a beleza nós temos. Os cenários são feios e as quedas de frames são frequentes. O clima dinâmico faz tudo ficar ainda pior: chuva ou neve vão fazer você se sentir jogando algo de duas gerações passadas.

Imagem do jogo Pokémon Sword Shield
Os gráficos são bonitos, mas estão atrás de outros lançamentos do Switch.

As batalhas seguem a já conhecida fórmula, mas temos uma novidade interessante. Caso você já conheça o pokémon adversário, embaixo de cada golpe você terá a efetividade dele contra o oponente. É uma baita surpresa! Parece que a Gamefreak, em jogo algum, apresenta uma tabela ou tutorial de que tipo é forte contra outro. Soa como bobeira, afinal estamos há mais de 20 anos jogando Pokémon, mas seria interessante ter isso num glossário ou algo parecido.

As animações parecem ter sido feitas por 2 equipes diferentes, uma dedicada e outra preguiçosa. Algumas são lindas, com efeitos visuais incríveis, outras são simplesmente pobres, apenas com o pokémon dando um pulinho e um som de pancada atingindo o adversário do outro lado. Outro defeito herdado de Pokémon Let’s Go foi o fato do jogo ignorar totalmente a tela touch do Nintendo Switch, uma vez que os menus são grandes e as batalhas também exibem botões de tamanho generoso, um prato cheio para desfrutar de uma tela sensível ao toque.

Imagem do jogo Pokémon Sword Shield
Os treinadores são extremamente repetitivos, mesmo num jogo desse porte.

Faltam inovações, sobra diversão

Uma nova geração poderia trazer inovações maiores, como dublagem. Por muitas vezes, vemos cutscenes com personagens fazendo diálogos e nada acontece sonoramente, apenas as legendas aparecem. Parece até que tá rolando bug, pois a animação mostra a boca se mexendo sem produzir sons. As dublagens para os Pokémons, que sempre foram meu sonho, novamente ficaram de fora.

Pokémon Sword e Shield, infelizmente, não chegaram para dominar o cenário online. Ao menos não ainda. Com seis milhões de jogadores, as trocas ficam inviáveis pela rede através do sistema de quatro dígitos. Pelo caminho contrário das outras plataformas, ter a pessoa adicionada no sistema não te facilita a vida com o serviço. Além disso, toda vez que se acessa a Wild Area, há travamento e grande perda de performance. Algumas atualizações podem resolver essa questão, mas a franquia vender a conectividade com outras pessoas e falhar nesse aspecto é, no mínimo, frustrante para a questão.

Imagem do jogo Pokémon Sword Shield
Galar é uma região linda e com cidades únicas e vastas.

Um novo Pokémon e um velho sentimento

O pós-game é interessante, mesmo deixando de lado a National Pokédex com seus mais de 800 bichinhos. Sword & Shield nos apresenta 400 pokémons, mas deixou de fora alguns clássicos e mostrou alguns novos sem muita personalidade. Parece que a criatividade está acabando. Claro que temos lindos pokémons e também as versões “Galar” de cada versão, tendo cada uma seus exclusivos. O desafio do lema “temos que pegar todos” é grande. Além disso, você conseguirá itens que podem mudar a natureza do seu pokémon, para os treinadores mais competitivos que buscam o time perfeito.

Pokémon Sword & Shield é um grande passo na franquia, mas ainda vem com aquele gostinho de que não inovou tanto. Parece um jogo de portátil com um toquezinho de novidade. Não me entendam mal, Pokémon é sempre um deleite para os fãs e vai com certeza te render horas de jogatina e diversão. Mesmo não trazendo tudo que se esperava para um novo jogo, ele ainda é um game da franquia e que o manterá jogando sem parar.

** Este texto não reflete, necessariamente, a opinião do Portal UAI.

Prós

  • É sempre bom jogar um novo Pokémon
  • Inovações para a franquia
  • Região vasta e cheia de personalidade
  • Excelentes mecânicas pós game

Contras

  • Wild areas com gráficos bem pobres
  • NPCs muito repetitivos
  • Não tem todos os Pokémons da série
  • Algumas quedas de desempenho
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