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Review – Redeemer

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Quando vi o primeiro trailer de Redeemer, divulgado um ano e meio atrás para comemorar a aprovação no Steam Greenlight, logo fiquei animado. O game indie de estreia da dev russa Sobaka Studio prometia um brawler de ação top-down (visto de cima) com visual caprichado e um gameplay diferenciado. De lá pra cá muita coisa mudou, o jogo ficou ainda mais interessante e finalmente foi lançado para PC (Steam e GOG) pela Gambitious, custando apenas R$ 28.

Redeemer conta a história de um soldado veterano de guerra que se exilou em um templo, distante de tudo, para recomeçar a vida. O protagonista, que não possui nome mas parece o Kratos, estava para atingir mil manhãs de paz quando uma invasão quebrou o silêncio de sua meditação colocando o templo e os monges em perigo. A violência, que ele evitou por tanto tempo, voltara como seu único meio de defesa e justiça.

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One Punch Man.

Um dia de fúria

O jogo já começa colocando o jogador em batalha contra os invasores. É na ação que o tutorial explica como a jogabilidade funciona: você dá socos, chutes, golpes carregados, defende, rola pelo chão, usa armas de fogo, desarma os inimigos, arremessa objetos, mata furtivamente e mata usando o cenário. Tudo isso seria simples se não fosse pelo estilo proposto: o jogador vê tudo de cima, com aproximações em câmera lenta ao eliminar inimigos de forma estilosa.

O visual é caprichadíssimo, chegando a lembrar o design de cenário de Diablo 3. O nível de violência também é alto: você quebra pescoços, costas, impala em espeto e incendeia os inimigos, entre outras formas de matar. Além dos pés e mãos, o protagonista pode usar armas brancas (faca, machado, bastão elétrico, martelo, machete, etc) e armas de fogo, que vão das tradicionais aos mais futuristas. Porém é possível usar apenas uma arma por vez, sendo que as de fogo você mira com o analógico direito.

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Tem momentos que é melhor atirar do que dar socos.

Você recupera sua barra de vida matando os adversários. Próximo de esgotar, você pode fugir para recuperar uma pequena porcentagem. Neste esquema, é importante fazer uso da furtividade para matar os inimigos com maior facilidade, bem como jogá-los pelas armadilhas dos cenários. Tanto os itens de combate corpo-a-corpo quanto as armas de fogo possuem duração limitada, acabando bem rápido. Desta forma, o jogo incentiva o jogador a usar cada recurso com estratégia pra não ficar apenas na porrada.

O que diabos está acontecendo?

Pouco tempo depois de começar a aventura, o enredo muda drasticamente. Não vou dizer como, mas isso é perceptível pelas imagens da análise. Inimigos comuns dão lugar à soldados com partes robóticas e criaturas bizarras, frutos de uma corporação que realiza experimentos científicos. O jogo sai do belo cenário natural do templo para adentrar ambientes industriais e claustrofóbicos. Esse pulo de ambientação é um tanto estranho, mas a diversão continua firme e forte, com inimigos cada vez mais difíceis.

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Nunca mexa com um monge de All-Star.

Apesar da pouca variedade e criatividade, os inimigos possuem características próprias. Muitos deles exigem o contra-ataque, acionado quando o inimigo brilha em vermelho durante o ataque. Mas diferente dos jogos do Batman (série Arkham), o contra-ataque não depende da precisão do jogador: basta atacar e apertar o botão de contra-ataque que nem doido que ele vai funcionar. Mesmo com esta falha, a dificuldade é alta, principalmente quando há muitos inimigos na tela.

Redeemer possui ao total 17 fases com alguns chefes que, infelizmente, não empolgam. A duração média é de 6 horas, mas há um problema grave aqui: a fase 14, chamada Hypocenter. É a única do game que não apresenta progressão de cenário, inserindo o jogador numa arena estilo labirinto, cujo as paredes sobem e descem conforme você elimina as ondas de inimigos. Esta fase quebra totalmente o ritmo do jogo e força uma dificuldade absurdamente desequilibrada, onde você deve enfrentar os inimigos em corredores estreitos. Foi uma decisão (muito mal) tomada pelos desenvolvedores para estender a vida útil do game.

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Hypocenter, a pior e mais difícil fase do jogo.

Além da campanha, o jogo possui um modo de Arena com 10 ondas de inimigos cada. Em suma, o modo existe para praticar e desbloquear conquistas. Portanto se você curtir a dificuldade oferecida pela fase Hypocenter, recomendo jogar este outro modo também.

Redeemer pode não ser perfeito, mas entrega tudo o que eu esperava: uma história fraca, muita ação, violência e diversão. Claro que rola uns bugs aqui e ali, como erros de física, a otimização do jogo não é lá muito boa (principalmente na configuração Epic), a campanha dura apenas 6 horas, mas no geral fiquei bastante satisfeito com a experiência. Para um game de estreia, a Sobaka Studio mandou bem demais. E por este preço, é um jogo mais do que obrigatório para a sua biblioteca.

** Este texto não reflete, necessariamente, a opinião do Portal UAI.

Prós

  • Visual bem foda
  • Combate preciso e divertido
  • Interação com os cenários para finalizações

Contras

  • A história poderia ser melhor
  • Inimigos pouco criativos
  • Dificuldade desequilibrada nas últimas fases
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