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Review – Resident Evil: The Darkside Chronicles

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Mais um Resident Evil. Uma nova mutilação em outra franquia de sucesso. Quando esta prática de criar games sem sentido vai acabar eu não sei. Por isso vamos deixar esse assunto para outro artigo e tratar desta pequena aberração intitulada The Darkside Chronicles.

O game é no estilo Rail Shooter. Para quem não conhece o gênero são aqueles jogos onde a câmera é controlada pelo computador. Ou um “shooter sobre trilhos”, se preferir. Passamos pelo cenário em áreas pré determinadas atirando em tudo que se mexer sem dó nem piedade. É semelhante à jogabilidade de Resident Evil: The Umbrella Chronicles, em que você usa o Wii Remote para mirar e atirar. Até aqui nada de novo, nem para o gênero e tampouco para a franquia. Penso que quando uma produtora utiliza uma fórmula batida como os Rail Shooters, no mínimo ela deve superar os jogos anteriores em alguns quesitos. Mas a Capcom errou feio, como comentei no GamerSpeak #29.

A história se passa agora em três cenários e períodos diferentes. O episódio Operation Javier é o primeiro do jogo: uma missão especial em que Leon e Jack Krauser são enviados para a América do Sul num momento anterior a Resident Evil 4. O objetivo da missão é encontrar o traficante de drogas Javier Hidalgo, que possivelmente é um dos responsáveis pela infecção do vírus na região. Em seguida temos o episódio Memory of Lost City, que trata dos fatos ocorridos em Resident Evil 2. Os personagens deste episódio são Claire e Leon, lidando com a infecção em Racoon City. Aquela velha história que conhecemos muito bem. O terceiro e último episódio, Game of Oblivion, acontece durante os eventos de RE: Code Veronica. Neste episódio você joga com a Claire e Steve Burnside, com o objetivo de escapar da ilha de Rockfort.

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Resumindo, em todos os episódios você se depara com personagens e monstros conhecidos de RE 2 e Code Veronica. Não espere saber mais sobre a trama de ambos os jogos, pois nenhum fato é explorado mais a fundo. Tudo que se consegue descobrir são mais e mais relatórios policias, científicos e derivados encontrados pelo caminho que sinceramente não tem a mínima importância. Pior ainda é ter que achar estes relatórios e extras escondidos em objetos dos cenários.

As histórias são pobres e poderiam até passar despercebidas se a direção do jogo compensasse. Aliás, este gênero depende demais da câmera e da tensão criada por ela. Mas em The Darkside Chronicles, ela chacoalha demais e faz você perder o clima. E esse clima vai por água abaixo se você jogar com um amigo. Não que eu condene o modo co-op, mas a eventual discussão entre os jogadores irá quebrar o clima rapidamente. Frases como “porque você não fica do seu lado da tela” ou “olha aí, os seus monstros me mataram” farão parte da experiência a dois.

A câmera deveria simular os movimentos dos personagens e o que sentem em determinadas situações. Em vários momentos do jogo, os personagens precisam fugir e rápido. Mas nestas horas, a câmera se comporta de forma tranquila, como se nada estivesse acontecendo. Enquanto isso, mais zumbis lentos aparecem no seu caminho. Tudo fora de tempo e de qualquer tensão. E no fim ainda temos que ouvir os personagens falarem “Ufa, essa foi por pouco”.

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Claro que também temos os incríveis diálogos entre os personagens. Canastrões como sempre e sem a mínima profundidade, nem nas cenas mais dramáticas. A trilha sonora é a mais básica possível. No melhor estilo receita de bolo para jogos de “terror”. As animações também deixam a desejar. Não sei se foi intencional, mas em geral elas carregam aquele estilo da época em que RE 2 foi lançado. A comparação com outros games da franquia ou até mesmo outros jogos é inevitável e a qualidade geral do produto realmente desanima.

Falta muita coisa em Resident Evil: The Darkside Chronicles. Personalidade, capricho no visual, idéias novas, bons diálogos, histórias decentes e uma câmera melhor dirigida. Eu só recomendo o jogo àqueles fãs fervorosos. Os extras são interessantes, mas você precisa jogar para desbloqueá-los e dificilmente alguém vai ter saco para abrir estes conteúdos de relevância questionável. Sinceramente, este é um jogo caça-níquel. E dos piores.

** Este texto não reflete, necessariamente, a opinião do Portal UAI.

Prós

  • Bons extras

Contras

  • Péssima direção das câmeras e ação
  • História pouco acrescenta à trama já conhecida
  • Desbloquear os extras é muito trabalhoso
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