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Review – Rigid Force Redux

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Com o sucesso do game original lançado para PC em 2018, chamado Rigid Force Alpha, era questão de tempo para o estúdio alemão com8com1 levar seu shmup indie para os consoles. Para isso, a desenvolvedora decidiu refazê-lo em Unity e trazer melhorias seguindo o feedback dos jogadores. O port também influenciou no nome, trocando Alpha por Redux.

Rigid Force Redux segue o padrão side-scrolling horizontal do gênero, trazendo gráficos em 2.5D. Ou seja, elementos em 3D (a nave, os inimigos e os cenários) alinhados no mesmo plano, em 2D. O que faz dele um jogo interessante é justamente suas fontes de inspiração, muito bem escolhidas, que garantiram um gameplay decente.

Aprendendo com os mestres do PS1

O console de estreia da Sony possui, em sua vasta biblioteca, vários shmups incríveis. O primeiro que me vem à mente, com gráficos em 3D, é Einhänder. Um game distinto e bastante ousado pra época, com ângulos de câmera que saem constantemente do plano horizontal. Mas pensando em gameplay, a grande inspiração é sem dúvida o sistema de armas de R-Type Delta: o jogador pode mudar a direção dos tiros para outros ângulos, inclusive pra trás.

Imagem do jogo Rigid Force Redux
Essa fase lembra muito Einhänder, de PS1.

Para cada tipo de tiro (azul, amarelo e verde) há quatro possibilidades de ângulos, que ampliam a estratégia para combater inimigos que vem de tudo quanto é canto. E isso inclui chuva de mísseis, tiros que rebatem pelo cenário, etc. O game também oferece um ataque de espada para destruir inimigos próximos e “limpar” os tiros. Embora seja um recurso lento, com um breve tempo de recarga, poderá te salvar de muitas enrascadas.

O diferencial de Rigid Force Redux fica por conta de uma barra de energia que carrega conforme você coleta orbes verdes dos inimigos, inclusive usando uma espécie de campo de sucção. Este recurso deixa sua nave mais lenta, mas ajuda a não perder as orbes que flutuam distantes de você. Tal barra pode ser gasta a qualquer momento com um tiro carregado e mais poderoso, substituindo as famosas bombas que destroem tudo.

Rigid Force Redux e o medo de arriscar

Apesar do gameplay ser redondinho, o shmup da com8com1 não sai da zona de conforto. Na comparação direta com R-Type Delta, um jogo de 1998, ele é bem mais simples. Enquanto que os japoneses da Irem programaram inimigos vindo o tempo todo na retaguarda, forçando o inversão do combate, em Rigid Force Redux os inimigos pegam muito leve. Eu diria que em mais de 70% da campanha os inimigos surgem de frente, sem apresentar muito desafio.

Imagem do jogo Rigid Force Redux
Rigid Force Redux tem chefões bem divertidos.

A dificuldade se mostra maior nos trechos com passagens estreitas e, especialmente, nos combates contra os chefões. Elas ocorrem em uma parte separada de cada fase para, caso o jogador perder todas as vidas, voltar à partir deste ponto ao gastar um crédito para continuar. Pra quem está acostumado com o gênero vale mais jogar em dificuldade elevada, para enfrentar o game em sua melhor forma – mesmo que não chegue a ser um bullet hell da vida.

Rigid Force Redux roda super bem no Switch, com vibrações e tudo. E fica tranquilo que a sensibilidade do pequeno analógico do joy-con não irá atrapalhar sua jornada, esta acompanhada pela inteligência artificial PSYE. Tem tutorial completo para os pilotos de primeira viagem, tem modo Arcade para aumentar a duração da jogatina, modo Boss Rush e conquistas pra desbloquear. Tem até synthwave, pra dar aquela turbinada no ritmo do jogo. É curto, não inova o gênero, mas oferece um combate espacial que merece a sua atenção.

** Este texto não reflete, necessariamente, a opinião do Portal UAI.

Prós

  • Gameplay polido
  • Synthwave de qualidade
  • Desafio acessível a todos

Contras

  • Curto, com apenas 6 fases
  • Não arrisca novas mecânicas
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