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Review – Sam & Max: The Devil’s Playhouse Episode 2: The Tomb of Sammon-Mak

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Ao terminar o primeiro episódio de The Devil’s Playhouse, eu não tinha senão elogios a fazer a esta nova temporada de Sam & Max. Com exceção de controles às vezes um pouco confusos, The Penal Zone apresentou mecânicas inovadoras ao gênero graças aos poderes paranormais de Max, além de uma qualidade visual e de direção impressionantes, sem perder nada do humor característico da série. Depois de uma estreia tão boa, era de se esperar que o episódio subsequente conseguisse apresentar o mesmo nível de seu predecessor.

Mas eis que The Tomb of Sammun-Mak é lançado e com ele a Telltale consegue, de maneira surpreendente, superar o belíssimo trabalho feito em The Penal Zone. O mais peculiar é que o jogo continua único por causa dos poderes paranormais que estão à sua disposição, mas, devido ao fato de que os disponíveis nesse capítulo são completamente diferentes dos do primeiro, a experiência é totalmente nova e diferente.

A primeira coisa a se notar é que, na verdade, em The Tomb of Sammun-Mak não controlamos Sam e Max e sim seus bisavós, Sameth e Maximus. Através de um novo brinquedo místico, o projetor astral, Sam e Max podem controlar os eventos gravados em rolos de filmes das desventuras de seus antepassados, que contam de como eles foram incumbidos da tarefa de recuperarem a caixa de brinquedos do diabo. E é justamente a maneira como esses eventos são revividos que torna o jogo tão único.

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Cada um dos rolos de filme conta sobre um trecho específico da viagem de Sameth e Maximus até à tumba de Sammun-Mak. E, enquanto os eventos se encaixam de maneira linear, para resolver todos os enigmas é necessário trocar constantemente as fitas do projetor. Em diversos casos, por exemplo, é necessário aprender um fato em um rolo mais avançado, para depois apresentar essa informação a um personagem que se encontra em um dos rolos iniciais e assim conseguir o que se deseja.

De certa maneira, a mecânica se assemelha à habilidade de visualizar o futuro que Max possuía no primeiro episódio. A diferença é que aqui você não é só um espectador passivo dos acontecimentos que estão por vir. É necessário interagir com esses eventos futuros para que você possa alterar o passado, o que faz com que a maneira com a qual você deve encarar os desafios seja bem diferente. Existe, além disso, dois outros brinquedos com poderes distintos nesse capítulo, cada um deles com usos variados e de resultados sempre cômicos.

É verdade que nada foi feito para melhorar a movimentação de Sam (ou, no caso, de Sameth), que continua estranha. No entanto, se em The Penal Zone esse incômodo já era apenas um detalhe que não interferia no aproveitamento do jogo, em The Tomb of Sammun-Mak ele se torna ainda mais insignificante, provavelmente nem sendo notado pela maioria.

The Devil’s Playhouse já havia começado de maneira forte, mas seu segundo episódio conseguiu superar toda e qualquer expectativa. Esperemos agora ansiosamente pelas surpresas que a Telltale reserva para os próximos capítulos.

** Este texto não reflete, necessariamente, a opinião do Portal UAI.

Prós

  • Mecânicas inovadoras, sem repetir o que foi feito em The Penal Zone
  • Visual bonito e cheio de detalhes
  • Diálogos muito bem escritos
  • Ver o mundo através dos olhos de Max

Contras

  • Os controles de movimentação são às vezes estranhos
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