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Review – ScourgeBringer

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SB bg Gamerview

A humanidade já encontrou o seu fim de inúmeras maneiras no mundo dos games, mas ScourgeBringer inova ao ressuscitar o antigo gênero de apocalipse através de um monólito bizarro. De acordo com a lore do jogo, um dia essa construção despontou pelos céus e trouxe o fim consigo. Agora uma humanidade em frangalhos luta pela sobrevivência e alguns corajosos se aventuram dentro dessa estranha estrutura.

Desenvolvido pela Flying Oak Games e distribuído pela Dear Villagers, ScourgeBringer é um roguelite cheio de estilo, trilha musical visceral e ação alucinante. Se movendo constantemente pela tela, os jogadores irão limpar as salas dos níveis rumo ao cerne da estrutura, assim desvendando os segredos do local e da jovem guerreira Kyrha, escolhida por sua tribo para se aventurar e descobrir os segredos que habitam as inúmeras e inconsistentes salas desse labirinto.

Corra para longe dos sóis

Scourgebringer é Rogue Legacy usando esteroides. Com uma pegada bem mais voltada para velocidade e combate impactante, nosso objetivo é avançar pelo interior da estrutura que dá nome ao jogo. De acordo com a história, esse monólito perfurou os céus e trouxe a derrocada da humanidade, fazendo o mundo retroceder a uma sociedade de colônias e tribos, cada qual buscando sua própria sobrevivência.

Imagem do texto de ScourgeBringer
Tu pode ser até grande, mas eu sou ruim!

Kyhra, como muitos outros antes dela, foi escolhida para adentrar o ScourgeBringer e solucionar os mistérios que lá adormecem. Além dela, muitos outros tentaram desbravar o local, mas pereceram para criaturas conhecidas como Xenos – os habitantes do estranho complexo, que servem como guardiões, protegendo os seres mais poderosos que descansam no âmago das câmaras.

Enquanto explora os interiores do monólito, Kyhra irá encontrar resquícios de antigas explorações e outros seres que aprenderam a sobreviver neste local caótico: Peppy, Xen’Os e um com o sugestivo nome de Ganância, os mercadores de sangue. Kyhra pode absorver o sangue dos inimigos derrotados durante as incursões e trocá-lo por melhorias permanentes e outras que funcionam até a sua morte – dando um alto valor de replay, já que cada run é diferente da anterior.

Labirintos mágicos de metal e carne

Enquanto exploramos o local, iremos encontrar diversos tipos de Xenos, alguns orgânicos, outros mecânicos e ainda aqueles que são uma mistura entre ambos. Também teremos Guardiões e Juízes, os mini-chefes e chefes, respectivamente. Cada um tem uma maneira diferente de ser derrotado, forçando o jogador a ficar sempre atento às aberturas. Em cada mergulho em ScourgeBringer, um desafio diferente estará sempre à espera.

Imagem do texto de ScourgeBringer
Sim, eu amo upgrades, como descobriu?

No começo, cada luta parece ser impossível, mas com o avanço periódico é possível ver que ScourgeBringer é razoavelmente curto (já contando com sua própria versão do castelo invertido de Castlevania). Enquanto não está lutando, Kyhra pode descansar aos pés da Árvore da Harmonia, local onde sempre retorna quando derrotada. Também é lá que o velho Garo descansa, cheio de mistérios e conselhos sobre a localização de arquivos de antigos exploradores nos computadores dos labirintos.

Com os níveis sendo gerados de maneira aleatória, é sempre uma busca incessável por inimigos, sangue, upgrades e mercadores. Além do sangue, existem outras duas moedas: o Sangue de Juiz, que é derramado por Guardiões, e de Juízes, que aparece em quantidades menores. Já Peppy aceita o pagamento direto em pontos de vida, mas que podem ser recuperados durante as lutas.

SB 03 Gamerview
Está para existir um nível de gelo escorregadio que intimida…

WE DRINK YOUR BLOOD!

O Sangue de Juiz só pode ser usado na Árvore da Harmonia para pagar por upgrades. O jogador poderá comprar novas habilidades passivas e ativas, como ondas de choque ao se impactar no impulso, uma barra de combo, pontos de vida ou até mesmo a capacidade de rebater projeteis. O combate aqui é visceral, rápido e brutal, fazendo com que o jogador arremesse os inimigos por todos os lados no meio da ação.

Com o shift esquerdo, usamos um poderoso impulso que, além de dar dano, empurra os inimigos. Com o botão E, usamos a “porrada”, um golpe poderoso que atordoa e abre a defesa dos inimigos. Enquanto isso, o jogador deve massacrar os botões do mouse, atacando com o esquerdo e atirarando com o direito. Começamos com uma Barry .32 que pode ser trocada por outras armas adquiridas com mercadores ou derrubadas pelos inimigos.

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A famosa Braba.

As armas são todas diferentes e cada uma possui sua peculiaridade. Temos pistolas, escopetas, miniguns e a minha favorita: um canhão laser que rebate nas paredes e leva grande parte dos inimigos para uma cova rasa nas margens do Cócito. Com o tempo, o jogador irá criar uma consciência espacial para poder guiar os impulsos, balas e ataques de Kyhra, afinal de contas, o ScourgeBringer é o lar de criaturas de poder imenso, capaz de nivelar tudo e todos.

Muito roxo e vermelho

O estilo visual é bem convidativo, ao estilo de jogos como Hyper Light Drifter e Furi, contando com cores bem fortes e frias e trazendo combates viscerais, cheios de projeteis e velocidade. Kyhra ainda lembra uma versão feminina do protagonista de Furi, mas ainda mais ousada e poderosa, afinal ela parece guardar dentro de si uma ligação ao bizarro monólito. Tudo isso é embalado a uma trilha musical cheia de guitarras e riffs pesados, deixando o jogador cada vez mais animado para destruir o máximo de inimigos possíveis.

Imagem do texto de ScourgeBringer
Vou querer um de cada, por favor.

Assim como temos a certeza de que o dia chega ao fim, ScourgeBringer também é a certeza de um título visceral e agitado. Com muito risco e recompensa, o jogo sempre te trará de volta para poder derrubar mais oponentes, de forma cada vez mais brutal e marcante.

** Este texto não reflete, necessariamente, a opinião do Portal UAI.

Prós

  • Alto fator replay
  • Gráficos agradáveis
  • Trilha sonora marcante
  • Desafiante, mas não injusto

Contras

  • Razoavelmente curto
  • O cursor pode ser um pouco desorientador
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