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Review – Severed

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severed

Quando comecei a jogar Severed logo me veio o óbvio: o jogo foi feito pensando especificamente para dispositivos com telas touch. Então fui pesquisar um pouco sobre ele. Sim, não conhecia a fundo o título, a não ser o fato de que foi desenvolvido pela Drinkbox Studios, mesma empresa que nos trouxe o incrível Guacamelee, e que inicialmente foi exclusivo para o PS Vita.

Vi também que está disponível para o 3DS, Wii U e smartphones. Claro que a produtora iria aproveitar a ideia e usá-la nesses aparelhos, então por que não usar o conceito no recém lançado Switch e disponibilizar também para ele?

E é isso que temos aqui, a versão definitiva de Severed, um game onde assumimos o papel de Sasha, que acorda sem um braço em um lugar estranho, somente para descobrir que sua família foi capturada. Não preciso nem dizer qual é sua missão, certo?

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#sdds

Colorido, mas angustiante

Claro, o mote da história é bastante batido, já vimos várias vezes algo parecido em muitas outras mídias, mas a forma como ela é desenvolvida dessa vez é que a torna interessante. Temos aqui um dungeon crawling em primeira pessoa todo baseado no toque na tela.

A utilização da espada, que você recebe de um misterioso personagem logo no começo da aventura, é toda feita com movimentos dos dedos na tela. Tanto para atacar quanto para se defender, é necessário precisão e rapidez ao enfrentamos os monstros que aparecem. Aqui aparece o primeiro ponto negativo: infelizmente, estes monstros não são tão variados quanto poderiam ser.

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Onde acertar primeiro?

Você precisa saber exatamente como e onde atacar, se vai usar uma forma frenética ou mais precisa, além de entender seus inimigos para saber como se defender. Esses inimigos estão por todos os cantos e a exploração dos cenários é fundamental; o jogo te instiga a explorar cada canto do mapa. Aliás, estes cenários são muito coloridos e bem feitos, aproveitando bastante a capacidade do console da Nintendo.

Ainda assim, apesar das cores todas, caminhar pelos labirintos me deixou angustiado, pois nunca sabia o que poderia encontrar a cada esquina, se era um novo puzzle ou um novo inimigo, e a atmosfera misteriosa de Severed contribuiu muito para isso.

Membros decepados

Gostei muito do design das dungeons, só acho que poderiam ser mais complicados. Raramente fiquei perdido ou sem saber o que fazer. Explorei tudo que pude, não me contentava em simplesmente ir avançando, queria saber o que cada lugar guardava, escondia. Ainda assim poucas vezes fiquei sem saber a direção correta na hora de retornar ao caminho que considerava principal.

Também não encontrei dificuldade quando enfrentei os inimigos que, como já pontuei, se repetem muitas vezes. Exceto em alguns casos, sempre acabava derrotando sem muito esforço quem estivesse na minha frente, bastando usar a tática correta. O que realmente achei interessante foi a forma que a Drinkbox usou para os upgrades das habilidades e dos equipamentos: usar partes cortadas dos monstros como “pagamento” para isso.

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Me dá esse braço aqui!

Aqui sim tive dificuldade e não tenho vergonha em dizer. Foi preciso um pouco de trabalho e prática para encontrar o timing correto para arrancar um braço, por exemplo, e assim guardar o item para mais tarde evoluir.

Acredito que até por ter encontrado essas facilidades que citei a aventura terminou em curto tempo. Com pouco menos de 5 horas já havia finalizado Severed e ficou a sensação de tristeza, tanto por ter chegado ao fim quanto pela história que se mostrou um tanto depressiva.

Não se deixe enganar pelas aparências

Por ser um mundo sombrio e bastante estranho, na grande maioria das vezes damos de cara com personagens esquisitos, diferentes, que a princípio parecem ser mais um inimigo a ser enfrentado. Mas em diversas vezes me enganei: aquela criatura medonha estava ali para cumprir um papel importante, me ajudar, por isso tinha que sempre ficar atento a tudo e a todos.

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Que bonitinho…

Essa era outra contribuição importante para o mistério que foi construído nesse universo, e foi esse mistério que me fez progredir, continuar em frente e querer chegar ao fim para descobrir de verdade o que estava acontecendo por lá.

Severed não é nenhuma novidade e nem foi pensado originalmente para o Switch, até porque o videogame não existia quando sua produção começou. Lógico que o game aproveita de forma interessante as características do híbrido, e esse sistema, aliado às outras características citadas acima, tornam o título bastante interessante, apesar de umas falhas pontuais que poderiam ter sido corrigidas antes desse lançamento.

** Este texto não reflete, necessariamente, a opinião do Portal UAI.

Prós

  • Utiliza muito bem as características do Switch
  • Bonito, mas ao mesmo tempo triste
  • Upgrades bem pensados e diretos
  • Puzzles interessantes

Contras

  • Muito curto
  • Inimigos repetitivos
  • Labirintos até certo ponto simples
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