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Review – Sleep Tight

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Sabe quando éramos criança e a nossa imaginação bastava para nos divertirmos? Sleep Tight busca na inocência da infância maneiras de construir um título indie ao melhor estilo arcade, que estimula a nossa criatividade e oferece desafios bem interessantes. Esse projeto nasceu pelas mãos de grandes nomes da indústria do entretenimento, com direção de arte de Maxx Bruman (Far Cry, League of Legends, Westworld e Titanfall), design de personagem por Dylan Ekren (Detona Ralph e Zootopia) e o designer Oscar Mar, responsável pelas franquias Far Cry e Rainbow Six. Juntos fundaram o estúdio We Are Fuzzy e, pelo visto, acertaram muito bem já no primeiro projeto.

Chegou a hora de enfrentar os monstros que toda criança teme encontrar na escuridão da noite, mas que talvez hoje o grande medo não seja o imaginário e sim o real. A limitação do Nintendo Switch para o mapeamento dos controles e tamanho do Joy Con podem criar o monstro da dor, depois de algumas horas com esse divertido lançamento.

Durma bem

Sem história nem profundidade para os personagens, Sleep Tight trabalha com uma premissa interessante e entrega um tower defense que parece ter saído diretamente de algum filme da Pixar. O triunfo desse jogo está na simplicidade: você precisa se defender de hordas de monstros que atacam durante a noite. Não, não é Plants vs. Zombies, mas com uma ideia parecida a We Are Fuzzy conseguiu desenvolver um jogo autêntico e divertido, com sua dose perfeita de desafio.

Imagem do jogo Sleep Tight
Construa sua fortaleza de travesseiros para garantir sua sobrevivência.

Durante o dia você pode ser um dos 12 personagens desbloqueáveis, cada um com suas respectivas habilidades, armas e características que conseguem modificar bem a experiência durante o jogo. Ainda enquanto o sol brilha forte, você tem a opção de construir suas barricadas feitas de travesseiros e demais materiais que encontramos em nossos quartos, além de se equipar e escolher como seguir com suas habilidades e upgrades disponíveis.

Tudo isso acontece a cada rodada em que você sobrevive e, por conta dessa mecânica, a graça desse jogo está em como ele obriga você a evoluir o seu pensamento e estratégia. No começo basicamente você terá sua arma e muita munição, para depois começar a pensar em habilidades (como escudo e recuperação de HP). Quando você menos esperar, já estará no nível 30 e sendo obrigado a deixar o centro do quarto para se abrigar em um canto, repleto de estruturas, torretas e fogo pesado para sobreviver (com muito custo) aos ataques que sofrerá. Isso sem contar as noites com Lua de Sangue (Blood Moon), em que tudo fica mais frenético e com os bichões sendo ainda mais difíceis de matar.

O gênero tower defense por si só proporciona momentos de emoção e exige do jogador muita estratégia. Não basta você escolher apenas o melhor personagem pensando em ataque, pois talvez a sua melhor maneira de atacar possa ser fugindo ou se defendendo; afinal nem todos os monstros serão fáceis de acertar, seja pela rapidez ou agressividade.

Imagem do jogo Sleep Tight
Rosie é uma das melhores dentre os 12 personagens.

Acho que essa é a primeira vez que vejo um twin-stick shooter com ação frenética e a capacidade de transformar o campo de batalha da maneira como bem entender. Tudo isso com controles simples e que com basicamente dois botões você consegue jogar desde os primeiros minutos. A progressão possui uma curva de aprendizado bem tranquila, sem grandes saltos na dificuldade (a não ser que você deixe seu cérebro de lado ao jogar), respeitando a mecânica criada para a moeda do jogo.

A cada onda de inimigos você ganha um sol e a cada monstro destruído/pulverizado, uma estrela brilhante ficará disponível para ser coletada. Combinando esses dois itens você conseguirá comprar melhorias e desbloquear novas armas e itens, sem contar os personagens que possuem mini desafios para serem desbloqueados. Ou seja, no começo tudo será mais difícil, pela limitação de sóis, mas que com o passar do tempo e a boa administração de todos eles você terá uma guerra muito mais agradável de ser jogada.

Sonhando acordado

No fim, o que faz Sleep Tight se diferenciar de qualquer outro jogo do gênero é a combinação de tudo o que já falamos durante toda a experiência do gameplay. Controles simples, visual bem trabalhado e carismático, com trilha sonora leve (mesmo que um pouco repetitiva depois de algumas horas de jogo) e mecânicas criativas. Isso faz desse título indie um excelente arcade e que com certeza vai viciá-lo cada vez mais na busca por waves ainda mais distantes, mesmo que o desafio seja em quantidade de monstros e não pela Inteligência Artificial do jogo, que não faz com que os inimigos sejam problema e sim a quantidade deles.

Imagem do jogo Sleep Tight
Aposte em torretas, principalmente em fases de Lua de Sangue (Blood Moon).

Infelizmente, na versão pro Switch, percebi que o tamanho dos Joy Cons atrapalham um bocado. Mesmo no grip ou no modo portátil, o tamanho pequeno dos controles fez minha mão ficar dolorida. Isso porque o analógico da mira e o botão de tiro ficam do mesmo lado (direito), o que para mim não foi tão eficiente nos momentos mais frenético e que exigem precisão. No fim, o sentimento que fica é de um game nostálgico com inspiração na Pixar. Afinal, não é todos os dias que conseguimos voltar à infância para combater o mal utilizando armas NERF!

** Este texto não reflete, necessariamente, a opinião do Portal UAI.

Prós

  • Tower defense com desafios na medida
  • Excelente curva de dificuldade e aprendizagem
  • Design de personagem e direção de arte muito bem desenvolvidos
  • Um indie simples e muito divertido

Contras

  • Não ter modo co-op
  • IA dos inimigos é muito simples
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