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Review – Styx: Shards of Darkness

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Arrisco-me a iniciar esta análise dizendo que Styx me surpreendeu, positivamente, claro! Para quem nunca ouviu falar do Goblin mais cheio de si e sarcástico dos videogames, aqui vai uma breve descrição do seu passado: Styx apareceu primeiramente no jogo Of Orcs and Men (2012), logo depois ganhou sua própria história em Styx: Master of Shadows (2014), nome bem propício ao julgar que Styx é um jogo extremamente furtivo. Sendo o único de sua espécie esperto o suficiente para conseguir falar, Styx é um grande ladrão que encontrou nas sombras o lugar perfeito para articular e efetivar seus roubos e assassinatos. Então se você é bom em ser sorrateiro, este é o jogo perfeito pra você.

Apesar dos diversos furos no primeiro jogo solo, incluindo na furtividade – seu “carro-chefe” –, Styx conquistou espaço e está de volta neste novo jogo. Com cenários semiabertos e exploração mais vertical que horizontal, Styx recebe uma proposta tentadora no qual tentará desvendar o motivo da aliança entre Elfos Negros e Anões. E sem dar muito spoiler (até porque sou mestre nisso) o goblin desenvolve suas habilidades, que além de continuar com o “clone vômito” (ele é capaz de vomitar um clone – eca!), agora inclui poder ficar invisível e outras mais conforme vai ganhando experiência nas missões, sendo algumas até um tanto engraçadas. Essas habilidades vão evoluindo, o que facilita conquistar pontos antes inatingíveis.

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Paciência, pessoas…

Como disse antes, Styx: Shards of Darkness é um jogo furtivo e isso põe o personagem em risco por diversas vezes devido ao seu físico e habilidades que não ajudam em nada no combate corpo-a-corpo. Não me leve a mal, dá sim para atacar de vez em quando, mas é bem claro que essa atitude deve ser bem pensada e planejada. Todo combate deve ser evitado a menos que não tenhamos outra saída. Nesse caso, reze pra não ser um inimigo com o triplo do tamanho do seu.

Essa é a dica: para fazer um bom jogo, você tem que entrar na dança dele, encarnar a furtividade e passar desapercebido por quase todo o jogo. Do contrário, a morte pode ser certa.

Seria trágico se não fosse cômico… Não, pera!

Já que estávamos falando das mortes de Styx, essa é uma característica que gostaria de ressaltar. Totalmente ciente de que é um personagem de videogame, a cada morte vemos um Styx pós-vida dando vários cutucões em você. Eu confesso que achei tudo muito engraçado, até porque além de referências sobre Shakespeare e o Exterminador do futuro, o nosso amigo sarcástico x1000 mostra que leu o script e pode passar daquela parte; põe o dedo na cara dos jogadores e deixa claro o quão ruim eles são; sugere troca de papéis com o jogador, tudo munido de muito palavrão, mas quem não se revoltaria ao morrer em uma partida? Cada pequena cutscene garante boas risadas, claro, se você tiver um humor tão “verde” quanto o de Styx.

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“Você jogou pelo Steam? Eu quero uma porcentagem no seu vídeo das MELHORES MORTES DO GOBLIN!”

Que visual!

Fazendo uso do Unreal Engine 4, o nível gráfico do jogo impressiona bastante. Os gestos e movimentos estão extremamente reais, principalmente quando as do protagonista. Já os humanos e outros personagens não receberam o mesmo tratamento. No geral, o jogo é bem bonito e em alguns chegam a arrancar um “wow” do jogador. Porém não dá pra negar que outros detalhes, menores, são perceptívelmente mais simples.

A jogabilidade também é outro ponto de destaque. A estrutura de Styx o torna capaz de explorar todos os ambientes de forma bem tranquila e a tensão se dá em se manter oculto dos inimigos. Há níveis inteiros que você pode passar sem chamar a atenção de ninguém e assim não arriscar o desastroso combate direto.

Sua agilidade também facilita a exploração vertical, ou seja, subir em prédios, andar por pilastras, em cima do muro e saltar de telhado em telhado. Styx ainda escala através de ganchos nas paredes, se esconde em baús, debaixo de mesas, camas e dentro de vasos. Tudo pode ser explorado, inclusive apagar as luzes e usar objetos para causar distrações ou matar inimigos.

Nem tudo é sobre se esconder

Apesar dessa ser a essência do jogo (se esconder nas sombras), as missões às quais Styx deve passar para ganhar pontos de experiência variam aos montes e incluem também quebra-cabeças que desafiam sua memória. Além disso, a todo momento Styx faz juz à sua fama de ladrão, tornando toda e qualquer oportunidade de roubo válida.

Em resumo, Styx: Shards of Darkness tem “N” possibilidades de exploração e você pode escolher qual a melhor abordagem e caminho a seguir para passar pelos níveis. As missões têm metas principais para maior ganho de XP: rapidez, misericórdia, furtividade e roubo são exemplos de metas que podem garantir XPs extras. O jogo garante bons momentos de tensão e boas risadas. Mas apesar da grande evolução que sofreu comparado ao seu antecessor, Styx ainda tem algumas falhas que incomodam como a sincronização, a IA dos inimigos e a própria história.

** Este texto não reflete, necessariamente, a opinião do Portal UAI.

Prós

  • Design expansivo
  • Gráficos muito bonitos
  • Liberdade de movimentação
  • A jogabilidade surpreende tanto na horizontal quanto na vertical

Contras

  • Cutscenes fracas
  • História mal contada
  • Animações e IA ruim dos inimigos
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