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Review – Super Meat Boy

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Cartuchos com bateria que salvavam seu progresso, passwords, memory cards, checkpoints, cheats, guias oficiais, super guides in-game… Conforme a indústria de videogames cresce, as tecnologias que te ajudavam nos jogos também evolui. Trata-se de uma evolução necessária, já que os jogos se tornaram mais longos e nem sempre uma criança podia dispor de um dia inteiro apenas para terminar seu jogo favorito (Alex Kidd, eu estou falando de você). Mas há quem diga que as ferramentas dispostas ao jogador foram tornando os jogos cada vez mais fáceis, deixando no passado aquela sensação recompensadora ao ver o final de um jogo. Hoje em dia, terminar um jogo é só uma questão de tempo, e os reais desafios ficaram pra trás.

Mas felizmente aparecem alguns títulos que quebram essa “rotina”, sendo não apenas jogos difíceis, mas sim desafiantes onde a sua dificuldade não está em superar algum bug ou problema técnicos ou mesmo tentar contornar escolhas questionáveis no gameplay – por exemplo, os inimigos infinitos de Modern Warfare 2. É ai que entra alguns verdadeiros achados, seja no mainstream como Demon’s Souls ou na cena indie, que é o caso de Super Meat Boy.

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Super Meat Boy é um jogo que tem uma história simples e uma jogabilidade mais simples ainda. Você, como esperado, é o tal Meat Boy do título, um pedaço simpático de carne que namora a Bandage Girl, um garota feita de band-aids que por sua vez, no melhor estilo Mario Bros, é capturada pelo nefasto Dr. Fetus (um feto em um jarro de vidro). A sua missão é tentar resgatar sua namorada passando por 5 diferentes mundos, que totalizam cerca de 300 estágios. Isso tudo numa jogabilidade de plataforma 2D no melhor estilo Era de Ouro dos 8 bits.

Cada mundo do jogo possui diferentes tipos de cenários (floresta, fábrica, inferno, etc), com desafios e obstáculos próprios que são gradativamente adicionados – todos com o objetivo singelo de te matar. A cada cenário avançado mais armadilhas são adicionadas, sejam elas serras, poços de fogo ou sal, mísseis e raios laser, e por aí vai. Com o seu progresso no jogo, novas mecânicas de navegação são apresentadas, como ventiladores que usam a física de inércia e portais no melhor estilo Portal, da Valve. O desafio cresce tanto que você se verá arrancando os cabelos. Apesar do desafio elevado, você sempre saberá o que fazer em cada cenário. Você só precisa ter muita agilidade no controle e reflexos rápidos para vencê-los. E toda vez que você morrer (minhas mortes já batem a casa dos 900) pode ter certeza que a culpa é sua, já que os comandos são todos tão simples quanto precisos e afiados.

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Além das centenas de estágios diferentes, que progridem tanto em dificuldade e estilo, os chefes são cada vez mais épicos. Há ainda as versões “Dark World” de certos estágios que apresentam desafios mais hardcore ainda. Em alguns estágios é possível também encontrar pequenos buracos negros, as “Warp Zones”, desafios extras que vem com um visual 8-bits retrô. Durante estas fases especiais, você consegue algumas bandagens (usadas para comprar personagens secretos) a mais ou mesmo libera de cara algum personagem extra que pode ser usado ao longo do jogo no lugar de Meat boy. Todos esse são personagens de outros jogos indie, como Machinarium, VVVVVV e Bit Trip. No caso dos que jogam ele no Steam (PC), temos até um Head Crab da série Half-Life. A melhor parte é que esses personagens não são apenas “skins”, mas sim personagens com habilidades especiais únicas que muda o seu jeito de jogar.

Super Meat Boy é uma peça rara hoje em dia: jogo absolutamente simples e intuitivo, com um visual charmoso e atraente, jogabilidade que de tão simples pode se considerar quase perfeita e, acima de tudo, desafiante e recompensador ao mesmo tempo. Digo isso porque mesmo morrendo dezenas de centenas de vezes, ele sempre vai te cativar ao ponto de você se pegar em alguma hora dizendo “só mais uma fase e eu saio“.

** Este texto não reflete, necessariamente, a opinião do Portal UAI.

Prós

  • Jogabilidade precisa e certeira
  • Visual que homenageia a era 8 bits, ao mesmo tempo que consegue ser original
  • Desafio gradual e na medida certa que não engana o jogador
  • Tonelada de extras como personagens desbloqueáveis e versões mais desafiadoras de estágios já vencidos

Contras

  • Não termos o Tim, de Braid, como personagem jogavel na versão PC
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