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Review – Super Mega Baseball 3

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Passaram-se dois anos e a Metalhead Software trouxe mais uma instância da série de baseball mais estável dos últimos 10 anos. Super Mega Baseball 3 está entre nós. Com a maioria das ligas de esportes pelo mundo ainda interrompidas pela pandemia, ter esse refresco faz muito bem.

E olhem só, quem diria, acredito eu ser o primeiro caso que eu faço o review de um jogo e da sua sequência direta. Quem diria. Para quem não lembra ou não conheceu a tempo, em 2018 fiz o review de Super Mega Baseball 2. De lá para cá, o que tivemos de avanços no mundo do baseball de SMB3?

Construa e eles virão

Se você ficou com preguiça de ir dar uma olhada no review do anterior e também não tem tanta certeza do que é, de fato, um jogo de baseball, aqui vai uma lembrança rápida: se você está lançando a bolinha, o objetivo é não deixar ninguém rebater e, se rebater, você não pode deixar com que percorram aquela linha em forma de losango. Se você está rebatendo, o objetivo é mandar a bola para bem longe e correr na linha em forma de losango.

Imagem de Super Mega Baseball 3
O objetivo é acertar nos Glutes.

Para quem está familiarizado com o submundo dos jogos de esportes – e ainda mais para quem não se atenta a este meio – ano após ano o que mais observamos é um aprimoramento de gráficos e das mecânicas já existentes, afinando-se cada vez mais no caminho da simulação. O grande problema é na falta de inovação quando pensamos em jogo de videogame mesmo, onde o objetivo é ter um fluxo constante de novas e boas ideias sendo aplicadas.

Super Mega Baseball 3 melhora todos os pontos de seu antecessor – não que isso já não fosse uma obrigação. Os aprimoramentos gráficos poliram os personagens e os estádios a tal ponto que o jogo soa como uma realidade paralela onde todos os jogadores são minicraques da Coca-Cola. Devo admitir que essa realidade deve ser entre 8 e 327 vezes melhor do que a nossa.

O que mais me impressiona em relação à direção de arte de Super Mega Baseball 3 está na criação dos jogadores. São dezenas de times completos de baseball e cada um destes possui jogadores completamente diferentes entre si, com personalidades perceptíveis pelo seu nome – sempre com trocadilhos maravilhosos – quanto pela postura e estilo.

Imagem de Super Mega Baseball 3
O importante é estar tranquilo igual este rapaz!

Esse carisma quase que natural fica ainda mais evidente em modos de jogo como Season (temporada) ou Franchise (franquia), onde passamos temporadas inteiras com o mesmo time e acompanhando o crescimento dos jogadores pelas suas carreiras.

Em uma situação onde não vai ser o diferencial mecânico que vai prender a atenção a longo prazo, vivenciar anos e mais anos gerenciando seu time e vendo cada um dos seus queridos pupilos crescendo e se tornando grandes ídolos do esporte é uma experiência que aquece o coração.

Imagem de Super Mega Baseball 3
CORRE PRA CASA!

A grande criação da série Super Mega Baseball é, sem dúvida, o Modo Ego, que define a dificuldade do jogo. A terceira instância faz o básico e a mantém no local. Não percebi diferenças na aplicação, porém definitivamente houve um ajuste de dificuldade, polindo melhor o que se oferece ao jogador.

Corrida para casa soa estranho

A manutenção da simplicidade mecânica é um ótimo ponto. Tanto para o arremesso quanto para a rebatida, qualquer ação a ser realizada é simples e, pelo que me lembro, basicamente todas as ações podem ser realizadas com somente um botão. De acordo com minhas experiências prévias, são poucos os casos de jogos de esporte que conseguem realizar algo deste grau de minimalismo sem deixar de lado nenhum aspecto da prática do esporte.

Curiosamente, dentre todas as minhas vivências com jogos de baseball, Super Mega Baseball 3 foi o primeiro caso onde a parte de arremessar do jogo foi tanto quanto – se não mais – prazerosa do que a parte da rebatida. Pelo minimalismo da mecânica, podemos trabalhar com muito mais estratégia e raciocínio na seleção de tipos e posicionamentos dos arremessos.

Imagem de Super Mega Baseball 3
Enfrentar um cara com esse nome não me parece uma boa ideia.

Infelizmente, Super Mega Baseball 3 se mantém limitado aos mesmos poucos modos de jogo. Por mais que seja divertido acompanhar a temporada toda com um mesmo time, se esse modo específico – e bem complexo – de jogo não te agrada, o que te sobra é mais a parte das partidas de exibição. Assim sendo, faltam meios de customização das partidas, principalmente importante porque jogos de baseball são estupidamente longos.

O que, surpreendentemente, possui estupendos modos de customização são os times e jogadores! Para times, temos a opção de criar um novo, ajustar nome, logo, uniforme, estádio, qualquer coisa que se possa pensar no que um time precise ter, Super Mega Baseball 3 te permite customizar. E, complementando isso, cada uma das dezenas de jogadores do seu time pode ser totalmente editado, tanto em visual, quanto postura e estilo, até a maneira de jogar. E dá-lhe montar um time com todos os seus amigos para você poder escolher quais deles você vai odiar.

Imagem de Super Mega Baseball 3
Um mundo paralelo onde Stallone Rebate.

Por fim, Super Mega Baseball 3 é um ótimo jogo de baseball. Melhor ainda do que a instância 2 da série. O pecado é realmente não ter nada de novo, nenhuma grande novidade mecânica, em modo de jogo ou até narrativa. O que o jogo ganha pelo primor, perde pela mesmisse.

** Este texto não reflete, necessariamente, a opinião do Portal UAI.

Prós

  • Mecânica prazerosa
  • Visual cartunesco
  • Carisma de sobra

Contras

  • Modos de jogo limitados
  • Nenhuma inovação
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