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Review – The Elder Scrolls V: Skyrim VR

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Enfim temos um jogo completo e longo para VR. Algo que para muitos pode ser um ponto positivo e contagiante, e para outros utopia achar possível ficar tanto tempo dentro da realidade virtual. Para os que ainda não possui ou não experimentou a realidade virtual, vale algumas considerações antes de adentrarmos no mundo de The Elder Scrolls V: Skyrim VR.

A imersão e possibilidades da realidade virtual fazem com que tenhamos o mundo visto de uma perspectiva inimaginável, gerando sensações como medo, frio, calor, tonteira e calafrios como se estivéssemos no mundo real. Porém o grau de adaptação à realidade virtual é muito individual e bastante complexo para o corpo, gerando um conflito de emoções e sensações com descargas adrenérgicas e mudanças posturais onde podemos desencadear diferentes tipos de respostas simples a complexas. Tudo isso gerando sensações de euforia e alegria como também enjoos, tonturas e dores de cabeças, se tornando uma experiência inviável ou limitada para muitos jogadores.

Encarando a realidade virtual de Skyrim

Estamos falando de um jogo com mais de 50 horas de exploração, com diferentes tipos de movimentações, super dinâmico e com vários ambientes a serem vivenciados. A portabilidade do jogo para VR foi fenomenal em vários aspectos e o que mais chamou a atenção, logo no inicio, foi a preocupação em manejar os efeitos colaterais da realidade virtual e adaptar às mais variáveis pessoais.

Imagem do jogo The Elder Scrolls V: Skyrim VR
Me sentindo o Leonardo DiCaprio nessa briga.

Podemos jogar com o dual shock ou com o PS Move, sendo que a grande diferença é a forma de locomoção e liberdade com as mãos. Com o PS Move temos menos enjoo na forma de movimentar e os ataques e magias ficam mais divertidos, porém o jogo fica extenuante fisicamente. Com o dual shock você terá que avaliar nas opções a melhor maneira de movimentar seja por movimentos contínuos, diminuição do campo de visão quando movimentamos em vários graus, e movimento da visão por “frames” ou contínuo. Ou seja, existe uma liberdade na escolha e uma customização importante para respeitar a individualidade do jogador e com isso proporcionar uma experiência incrível.

A interface de comandos é bastante intuitiva no dual shock e um pouco complexa e demorada no PS Move. No controle tudo funciona basicamente da mesma forma que na versão original, desde a seleção dos equipamentos até o upgrade do personagem. Lembrando que a mira durante o gameplay, pelo controle, é toda realizada com a movimentação da cabeça. Assim miramos nos inimigos ou nos itens a serem pegos ou pesquisados com o nosso olhar sendo quase que natural. Algumas vezes dependendo da posição pode ficar um pouco desconfortável. No PS Move as coisas ficam um pouco mais complicadas, pois assim como os bugs decorrente do tracking do controle impreciso, você selecionar e mudar os menus é de certa forma sofrível. Apesar de ser mais emocionante usar o PS Move é um pouco frustrante fazendo com que o controle ainda seja a melhora forma de jogar, afinal são horas e horas de gameplay.

Imagem do jogo The Elder Scrolls V: Skyrim VR
Essa magia eu aprendi com o Raiden.

O manuseio das armas e o inventário algumas vezes é problemático pois os comandos principalmente com o Ps Move são erráticos principalmente quando algum objeto está no chão ou cai. Pegá-los nem sempre é simples. Mas estar diante de um dragão puxando uma flecha ou levantando um escudo faz com que esqueçamos esses bugs rapidamente.

Ahh, os dragões!!!

The Elder Scrolls e dragões é algo que sempre trouxe uma experiência única e mexe com a imaginação dos fãs de RPG. Quem nunca quis ter um dragão ou matar um? Estar diante de um dragão e ter a perspectiva real do tamanho dele a sua frente é assustadoramente emocionante, gerando sustos e ao final da batalha um sentimento de vitória sensacional. Durante as batalhas conseguimos desviar, pular e acertar as partes do dragão de forma individual sem que seja um único bloco. Levar uma baforada de fogo e se proteger com escudo demonstra como os detalhes da realidade virtual foram bem implementados. O jogo em si é o mesmo, porém cheio de deslumbre pela imensidão dos cenários, mudanças climáticas e o número de personagens e bestiário disponíveis.

Imagem do jogo The Elder Scrolls V: Skyrim VR
Em Skyrim, nem sempre é fácil convencer as pessoas.

Skyrim é um jogo de 2011 com múltiplos add-ons e mods, além de ser multiplataforma e cheio de prêmios. Entretanto, comparado com os gráficos dos dias atuais ele está bastante obsoleto. Tanto o PSVR quanto o HTC Vive possuem limitações gráficas, sendo que no HTC Vive os jogos saem mais polidos pela possibilidade de manusear o supersample, uma forma de overclocar os gráficos e exigir ainda mais da placa de vídeo. Exclusivo no PSVR, a resolução do óculos é menor e ficamos limitados ao processamento do PS4, e mesmo na versão Pro as melhorias no óculos não são tão substanciais quanto no HTC Vive. Uma pena que não tenha sido lançado para PC.

Outra vantagem do HTC Vive é o tracking decorrente dos sensores externos, facilitando a captura mais fidedigna dos movimentos e evitando que seus braços voem por bugs ou glitches decorrentes da falta do tracking correto do PSVR. Mesmo com esse pequenos problemas técnicos e gráficos, nada tira o esplendor de Skyrim VR no PSVR.

Apesar de ter mais de 100 horas jogadas no Skyrim original no Xbox 360, senti como se estivesse jogando pela primeira vez. Estar em locais já conhecidos como se estivesse realmente lá faz com que vejamos o game de forma inédita, incentivado a vivenciar tudo de novo como se você fosse um morador de Skyrim. Pena não ser possível usar os shouts com a própria voz, usando o microfone do PS Eye. Ainda assim, vai ter muito jogador gritando “Fus Ro Dah” durante a jogatina.

Imagem do jogo The Elder Scrolls V: Skyrim VR
Provando minhas habilidades com o escudo.

As magias são um adendo à parte, já que temos a possibilidade de usar uma magia em cada mão e apontar como bem entender usando o PS Move. Isso torna o uso da magia na realidade virtual o sonho de todos magos virtuais. É sensacional jogar uma fireball ou chain lighting… Você ver uma ice storm caindo sobre os inimigos é único.

Dificil expressar em palavras tamanho o deslumbre proporcionado por The Elder Scrolls V: Skyrim VR, um dos maiores RPGs de todos os tempos, agora visto por dentro. A Bethesda teve um cuidado incrível em portar para a realidade virtual e fazê-lo novamente um “masterpiece” para os amantes de games. Apesar dos glitches e bugs encontrados, decorrentes da movimentação e a sensibilidade ao uso do óculos por um longo tempo, esse sem dúvida foi o melhor jogo já feito para a realidade virtual.

** Este texto não reflete, necessariamente, a opinião do Portal UAI.

Prós

  • É Skyrim e completo
  • Excelente sistema de batalha
  • Cenários mágicos e deslumbrantes
  • Inúmeras possibilidades de gameplay
  • Você vai sair do mundo real por muito tempo

Contras

  • Bugs e glitches ocasionais, que não estragam o jogo
  • Você pode se achar um morador de Skyrim e não sair mais de lá
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