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Review – The Last Blade: Beyond the Destiny

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Review the last blade beyond the destiny Capa

Lançado há exatos 20 anos, The Last Blade: Beyond the Destiny chegava ao NEOGEO Pocket Color e trazia todo o brilho da franquia principal no portátil. Adaptação direta dos dois games da franquia, ele carrega os elementos de ambos enquanto você tenta impedir a escuridão de atingir o mundo inteiro.

E qual a melhor opção para isso? Sair na mão com todos que encontra no seu caminho até encontrar o grande vilão e enchê-lo de porrada também. Sem muita enrolação, sem muitas nuances, apenas a boa e velha pancadaria como conhecemos dos antigos jogos de luta. E, por mais que o seu tempo tenha passado, continuam tão bons mesmo após décadas.

Conflito de Eras

Assim como os demais títulos da coletânea da SNK, The Last Blade: Beyond the Destiny traz uma emulação dentro do próprio Nintendo Switch do videogame antigo. Você pode jogar tanto utilizando os botões do joy-con/pro controller quanto usando o touchscreen do aparelho. Confesso que a segunda opção não te dá muito a emoção de batalhas, então caso queira fidelidade na sua gameplay se mantenha ao básico.

Apesar de não conhecer tanto assim da franquia, fiquei maravilhado com toda a ambientação e personagens. Se passando na era Bakumatsu, eles prezam pelos costumes japoneses e tradições, mas com um toque Ocidental que começou a avançar sobre a sua cultura. Isso se reflete no próprio jogo, enquanto os estrangeiros começam a ser aceitos no Japão, eventos esquisitos começam a tomar o país e cabe aos heróis darem um jeito nisso.

Imagem do review de The Last Blade: Beyond the Destiny
As tradições e a cultura ocidental se encontram por aqui.

Inicialmente são 9 personagens disponíveis para escolher, porém conforme avança e ganha vários pontos, outros sete aparecem para jogar. O legal deles é que são estilos bem diferentes de lutadores, Lee, por exemplo, é um monge que usa socos e chutes, tem o Kaede que vai lutar com sua espada, Yuki utiliza uma lança e por aí vai. Compreender como o oponente age é essencial para a sua vitória.

E se você perceber qualquer semelhança com outras obras, não estranhe. O visual dele foi baseado no mangá Rurouni Kenshin, conhecido aqui no Brasil como Samurai X. A SNK fez essa homenagem pelo autor da obra ser um fã assumido de Samurai Shodown, então nada mais justo do que revelarem que também gostaram das suas histórias.

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O uso das armas brancas é essencial no meio da ação.

Apesar de ter alguns modos diferentes, como Survival e Time Attack, The Last Blade: Beyond the Destiny é um jogo muito curto. Em menos de 20 minutos você conseguirá atravessar o modo história e desbloquear as coisas em seu trajeto. Porém, ele se garante no replay para que possa liberar todos os desbloqueáveis, artes na galeria entre outros recursos que existem in-game.

Outros pontos que voltam por aqui são as opções de alterar a skin do portátil enquanto joga, o recurso de utilizar um filtro mais iluminado do que era antigamente, a inserção do manual original do título com várias dicas, informações, lista de golpes e tudo mais e que os fãs podem contar desde o lançamento do primeiro jogo dessa linha da SNK, o Gals’ Fighters.

Imagem do review de The Last Blade: Beyond the Destiny
Obviamente os manuais voltaram nessa versão também.

The Last Blade: Além da Mesmice

Apesar de repetir toda a fórmula de sucesso que os games atingiram, The Last Blade: Beyond the Destiny acaba sendo apenas um mais do mesmo em comparação com os demais que saíram anteriormente. Obviamente você gosta apenas de um deles ou outro, mas quem coleciona e joga todos vai acabar vendo uma repetição de padrões que poderá incomodar.

Mas a minha maior reclamação é de trazer apenas os jogos de luta para essa coleção. Este já é o quarto que segue a mesma linha e, apesar de cobrir franquias que são queridas pelos fãs, podiam trazer de outros gêneros também que existiram no NEOGEO Pocket Color. Cadê Metal Slug? Onde foram parar as parcerias com a SEGA, que trouxeram Sonic the Hedgehog Pocket Adventure? Ou da Taito, com Bust-a-Move Pocket. Não reclamaria nem do SNK VS Capcom: Card Fighters Clash.

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Infelizmente não é bem assim que funciona, Kaede.

O portátil morreu por não ter muitas parcerias, mas ele contou com 82 jogos e vamos ser sinceros aqui, conforme mostrei exemplos acima nem todos são do mesmo gênero. A diversidade é a melhor porta para abrir oportunidades, algo que não está acontecendo com muita frequência com essas remasterizações da SNK. Os jogos estão ótimos, mas vamos expandir um pouco essa abrangência, por favor?

Além disso, neste em específico há uma acentuação de dificuldade muito injusta em certo trecho. Você está enfrentando os inimigos e dominando os movimentos, com tudo indo bem, até aparecer Keiichiro Washizuka. Posso te garantir que você vai tomar uma porrada dele de forma absurda e incomparável com qualquer outra luta que teve anteriormente. E isso que ele nem é o chefão final.

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Não há palavras que expressem meu ódio por Washizuka.

Para ser mais sincero com vocês, tive mais facilidade em enfrentar o último vilão do que ele, para ver o quanto o desbalanceamento afeta a experiência aqui. Tem golpes que tiram 1/4 do seu HP, outros que em sequência chegam a acabar com metade da vida e alguns outros não chegam nem próximos a isso. O especial de Lee, por exemplo, não atinge esse ápice e olha que é o golpe mais forte do personagem.

Mesmo com as limitações de sua época, The Last Blade: Beyond the Destiny também tem o seu brilho. Além de seguir os demais com uma arte pixelada em personagens chibi, mantiveram a seriedade da franquia e não perde em nada o espírito original da obra. O jogo também conta com dois mini-games muito divertidos, um de baseball protagonizado por Akari e Juzoh e outro, qual utiliza Mukuro para desviar de objetos que estão sendo jogados contra ele.

Apesar de suas semelhanças com Samurai Shodown, ele é um excelente game e vale a pena conferir, mesmo se você não a conhecer muito bem. E também será uma ótima oportunidade de checar o material, considerando que a desenvolvedora andou falando dele com frequência recentemente, não é difícil imaginar que algo de novo possar vir por aí na nova geração.

** Este texto não reflete, necessariamente, a opinião do Portal UAI.

Prós

  • Mantém a maestria dos demais títulos remasterizados
  • Arte chibi não tira a seriedade da história
  • Os mini-games são bem divertidos
  • Boa diferença entre a gameplay dos lutadores

Contras

  • Repetição de padrões por quatro games seguidos cansa
  • Desbalanceamento entre os personagens
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